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sábado, 22 de Novembro de 2014

Sida aumenta em Portugal

 
 
O relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) relativo à situação da doença a 31 de dezembro de 2013 refere que 20,7% das situações diagnosticadas nesse ano já se encontravam no estadio sida, quando a infeção evolui para doença.
O número de novos diagnósticos em homens foi 2,4 vezes superior ao das mulheres, com a idade mediana à deteção da infeção a ser de 40 anos.
O modo de transmissão mais frequente do VIH foi o contacto heterossexual, referido em 61% dos casos, com a transmissão por relações sexuais entre homens a surgir em 43% dos novos casos. Os homossexuais tendem a ser mais jovens que os heterossexuais à data do diagnóstico, com metade a terem menos de 32 anos.
A transmissão por consumo de droga representou sete por cento dos diagnósticos, segundo o documento revelado hoje pelo INSA.
226 pessoas morreram com VIH em 2013
Quanto aos óbitos, foram notificados 226 mortes ocorridas no ano passado em pessoas com a infeção por VIH, 145 das quais no estadio sida.
Fonte: Sapo
 

Mentalidade anti-natalista em Portugal

 
 
“’É casada há quanto tempo?’ ‘Há cerca de três meses.’ ‘E bebés?’ “Referi que de momento não tencionava ter filhos. De seguida surge novamente uma observação: ‘Já tem 34 anos, não pode atrasar muito mais!’ Referi novamente que não tencionava ter filhos, uma vez que pretendia trabalhar por já estar desempregada há algum tempo. Fui novamente confrontada com a seguinte observação: ‘Sabe que a gravidez pode condicionar a vida profissional!’”
No assunto do email enviado à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) lia-se “desabafo”. “Com este texto apenas pretendo dar a conhecer a outras pessoas que a discriminação não acontece apenas nas grandes empresas das cidades, mas em todo o lado e até em empresas que ganham prémios PME Líder”, refere esta mulher, que nunca se identifica. “Sei que não haverá consequências para a empresa, pois nada tenho que prove a discriminação, mas pelo menos fico com o sentimento de dever cumprido!”
Esta é apenas uma de muitas queixas que recebem. Esta chegou esta semana, referiu ao PÚBLICO a presidente da CITE, Sandra Ribeiro. Todos os dias chegam à Linha Verde da CITE, serviço de informação gratuito da comissão (800 204 684), cerca de cinco queixas informais de mulheres como esta a quem, no processo de recrutamento para trabalho, é perguntado algo como: “Então e bebés?” São muito raras as que avançam para queixas formais. “Não temos nenhuma queixa sobre recrutamento com perguntas discriminatórias entrada este ano”, diz a responsável.
A Ordem dos Médicos denunciou nesta quinta-feira o caso de várias médicas a quem, nos concursos de selecção para unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), foi inquirido se pretendiam engravidar, algo que o bastonário, José Manuel Silva, veio condenar. O bastonário referiu que a denúncia foi feita a um advogado da Ordem dos Médicos. José Manuel Silva afirmou que a situação se passou em entrevistas em concursos de provimento de admissão em unidades do Sistema Nacional de Saúde, embora as jovens médicas em causa não queiram identificar-se, nem nomear os júris em que a situação ocorreu, por receio de serem penalizadas. Contudo, o advogado a quem estas médicas solicitaram ajuda colocou a questão por escrito à direcção da Ordem, escreveu a Lusa.
Sandra Ribeiro diz que a CITE não recebeu qualquer queixa das médicas e apela as estas mulheres para que avancem com uma queixa formal: “Gostaria de fazer um apelo às jovens médicas para que apresentem queixa do ocorrido junto da CITE, que é o mecanismo nacional da igualdade com competências para apreciar queixas sobre discriminação de género no acesso ao emprego.”
“O que me entristece e me deprime é estas perguntas terem sido colocadas por médicos”, afirmou o bastonário num encontro com jornalistas, para promover o XVII Congresso Nacional de Medicina, que decorre na próxima semana em Lisboa, que tem como um dos temas precisamente a questão da promoção da natalidade em Portugal. “As mulheres têm cada vez menos condições para engravidar. Não se dá estabilidade, nem condições de trabalho com dignidade e ainda se põem entraves. Perante isto, tudo o que se possa falar de medidas para aumentar a taxa de natalidade é uma hipocrisia”, declarou o bastonário, citado pela Lusa.
Não há queixas formais
A presidente da CITE diz que este tipo de práticas discriminatórias é transversal a todos os sectores, a saúde não é excepção. À Linha Verde da CITE chegam todos os dias queixas que relatam este tipo de situação e em que as mulheres perguntam: “É legal esta pergunta?” O que respondem é que não, viola o princípio constitucionais da igualdade e é expressamente proibido pelo Código de Trabalho
“Temos noção de que é prática corrente perguntar às mulheres na fase de recrutamento se estão a pensar engravidar.” O problema é mesmo a falta de queixas formais. “É muito raro que as pessoas venham formalmente apresentar queixas. Dizem que estavam sozinhas quando lhes foi feita a pergunta na entrevista, que não têm forma de provar, e que não estão em condições de denunciar.” E recusam revelar o nome da empresa com receio de serem prejudicadas no mercado de trabalho.
No caso do sector privado, a responsabilidade para aplicar penalizações nestes casos cabe à Autoridade para as Condições do Trabalho, que pode aplicar coimas que variam de acordo com o volume de negócio da empresa, explica Sandra Ribeiro. No sector público cabe às inspecções dos ministérios agir, mas não está previsto nenhum sistema de contra-ordenações. “No limite, pode haver procedimento disciplinar”, diz.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Constitucionalista diz que atual lei do aborto é inconstitucional

 
 
O constitucionalista Paulo Otero diz que a questão do referendo de 2007 sobre o aborto ainda está por resolver, considerando mesmo que a actual lei é inconstitucional.
“Dirão os senhores: ‘Mas o ‘sim’ ganhou. Ganhou, mas não é vinculativo porque não houve uma participação de 50% mais 1 dos eleitores recenseados e, juridicamente, um ‘sim’ não vinculativo é igual a um ‘não’. Não sei se a primeira questão a discutir não é precisamente a revogação desta lei. Se é que uma lei inconstitucional se pode revogar ou apenas declarar a sua própria inconstitucionalidade”, referiu.
(....)
Já Marcelo Rebelo de Sousa alerta os católicos para que não deixem cair a questão do aborto e a necessidade da alteração da lei. 

“É preciso não deixar morrer a questão do aborto, nem pode ser ocultada por debates económicos, sociais e políticos conjunturais. A conjuntura passa, o estrutural fica”, disse o constitucionalista, esta quinta-feira, num debate na faculdade de Direito de Lisboa.

Aos católicos, o académico deixa um recado: evitem divisões entre si, que não ajudam ao debate.
“Mesmo que tenhamos dúvidas pontuais sobre posicionamentos momentâneos de companheiros de luta, não vale a pena fazer disso um cavalo de batalha e muito menos um cavalo de batalha público. Um dos grandes princípios num universo católico é que somos de várias sensibilidades, de vários movimentos, de várias pertenças e percursos, devemos em público evitar estar a atacar outros que têm, no essencial, o mesmo percurso genérico de fé”, acrescenta.
A discussão surge, precisamente, numa altura em que decorre a recolha de assinaturas para a iniciativa legislativa de cidadãos a entregar no Parlamento, que defende exatamente a alteração da lei.
FONTE: RR

 

Chiara Corbella Petrillo



Chiara Corbella Petrillo morreu com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro, por ter posto a vida da criança que trazia no ventre à frente da sua. Esta história comoveu centenas de milhares de pessoas em Itália, que quiseram saber mais sobre esta jovem mãe, testemunha de uma profunda confiança em Deus e, sobretudo, do poder do amor materno.

Antes do nascimento do seu terceiro filho, Francesco, em maio de 2011, já Chiara e o seu marido Enrico tinham acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009 e Davide Giovanni, em 2010. Ambos sofriam de deficiências graves que lhes provocaram a morte poucos minutos depois do parto. Nos dois casos, Chiara e Enrico decidiram levar até ao fim a gravidez, dando aquilo que Chiara chamava “os pequenos passos possíveis” que Deus ia pedindo a este jovem casal.

Um testemunho de fé e de vida que manifesta o que há de mais sagrado e forte no casamento e na maternidade, a entrega da própria vida por amor. Porque “o importante na vida não é fazer grandes coisas, mas nascer e deixar-se amar”.

«Misteriosamente Chiara nasceu no meu coração muito depois de ter morrido e sinto que ficará viva para sempre. A sua alegria, a sua entrega, a sua liberdade interior, a sua fé e o seu grande amor pela família e pela vida, são agora também pilares da minha fortaleza interior», escreve a jornalista Laurinda Alves, responsável pela apresentação do livro em Lisboa, às 21h00, no auditório do Colégio S. João de Brito.
Por seu lado, Carmo e Bento Amaral, que farão o lançamento do volume no auditório da paróquia de Cedofeita, no Porto, às 16h30, sublinham: «A história deste casal ensina-nos que a Vida está cheia de pequenos momentos de felicidade, mesmo nas alturas de maior sofrimento. Ensina-nos que o sofrimento não é a inexistência de felicidade, mas pode ser o lugar onde se descobre a verdadeira felicidade».
 
Prefácio à edição portuguesa
Luísa Viterbo, médica oncologista
In "Nascemos e jamais morreremos"

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Portugal tem mais de oito mil crianças institucionalizadas

Portugal está entre os países da Europa Ocidental com maior número de menores à guarda de instituições, ou seja, com menor taxa de crianças em acolhimento familiar.

Este quadro é destacado no dia em que passam 25 anos da Convenção dos Direitos das Crianças. Mais de oito mil estão integradas em instituições, numa altura em que o país aguarda a nova lei da adopção, que o governo promete simplificar.

São mais de 8.400 as crianças institucionalizadas em Portugal, de acordo com os dados  do Relatório CASA da Segurança Social, relativos a 2013.

Portugal está, assim, entre os países do ocidente europeu com mais baixa percentagem de menores acolhidos em famílias: são apenas 4%. Em Espanha, a percentagem sobe para 30, em França para 66 e no Reinou Unido o valor é ainda mais alto: 77%.

É neste quadro que o Governo se propõe simplificar as leis da adopção. Sem mais pormenores, em Outubro, o ministro Mota Soares prometeu uma nova legislação para reduzir a um ano o tempo dos processos de adopção. Para o efeito, está prevista uma compilação legislativa numa só lei.

Aguarda-se a conclusão do trabalho desenvolvido pelas duas comissões criadas, há seis meses, para rever o regime jurídico da adopção e melhorar o sistema de protecção de crianças e jovens em risco.

Fonte. RR

A mãe e o filho



domingo, 16 de Novembro de 2014

Pelo direito a nascer

 
 
Talvez muitos se recordem ainda de algumas das frases pronunciadas, aquando do referendo de 2007, por destacados partidários da alteração legal que conduziu à liberalização do aborto hoje vigente: «todos somos contra o aborto», «não queremos fomentar ou promover o aborto», «a lei que vier a ser aprovada vai limitar o aborto e salvar vidas» (esta última ideia foi várias vezes sustentada por José Sócrates, então primeiro-ministro).
Não posso pôr em causa a sinceridade e a boa-fé de quem pronunciou tais frases. Mas também não posso esconder o flagrante contraste entre tais propósitos e a realidade a que assistimos hoje.
Na sequência da vitória do “sim” no referendo, o aborto por opção da mulher até às dez semanas de gestação foi não apenas despenalizado (como decorria claramente da pergunta), mas também legalizado, isto é, passou a ser realizado com colaboração direta ou indireta do Estado, em estabelecimentos de saúde públicos ou legalmente autorizados (como estava subjacente à pergunta, embora de forma pouco clara e geradora de alguns equívocos).
Embora o resultado do referendo não seja juridicamente vinculativo, compreende-se, no plano político, que só um novo referendo possa inverter o regime de legalização do aborto. Esse referendo será tão legítimo como o anterior, que se sucedeu a um outro com um resultado oposto. Em democracia não há leis irreversíveis, nem tem sentido que a suposta irreversibilidade só opere num sentido.
Mas a regulamentação entretanto aprovada e legislação conexa conduziram a uma situação que vai muito para além do que decorreria do resultado desse referendo. O aborto entre nós hoje pode ser, sempre e em qualquer circunstância, gratuito e financiado pelo Serviço Nacional de Saúde, isento de taxas moderadoras mesmo na ausência de carências económicas que possam justificar tal isenção. São devidas taxas moderadoras em alguns cuidados de saúde que não resultam de um opção e para os quais não existem alternativas, mas verifica-se essa isenção em caso de aborto (que nem será um cuidado de saúde) por opção da mulher e para o qual nunca deixará de haver alternativas. Por outro lado, vários aspetos dos regimes de faltas e licenças laborais e de apoios sociais equiparam o aborto ao nascimento.
Neste quadro, é difícil afirmar que, contra o que propugnavam muitos partidários do “sim” no referendo de 2007, o aborto não é fomentado, promovido e incentivado pelo Estado. E não pode dizer-se que isso decorre do resultado desse referendo. Nele não se votou o completo financiamento pelo Estado da prática do aborto, nem que esta prática fosse de algum modo fomentada, promovida e incentivada pelo Estado.
As consequências deste regime estão à vista. Aproximadamente, uma em cada cinco gravidezes termina em aborto voluntário, sendo que um quarto destes corresponde a repetições. Embora o número absoluto tenha descido ligeiramente, a proporção entre abortos e nascimentos (cujo número absoluto ainda desce mais) vai subindo de ano para ano.
Há quem afirme a sua satisfação por o número de abortos estar “contido” e de acordo com a média europeia. Mas seria escandaloso um raciocínio tão conformista em relação a qualquer outra causa de morte, até mais difícil de evitar, como as que resultam de acidentes de viação ou de trabalho. Ninguém ficaria satisfeito por estar “contido” o número desses acidentes.
Para reduzir a gravidade destas consequências, e para de outros modos tutelar o direito a nascer e apoiar a maternidade e a paternidade, surgiu a iniciativa legislativa de cidadãos relativa à Lei de apoio à maternidade e à paternidade - do direito a nascer (www.pelodireitoanascer.org), que, nos termos da Lei nº 17/2003, de 4 de junho, pretende recolher assinaturas em ordem à apresentação e discussão dessa Lei no Parlamento.
A lei proposta pretende o reconhecimento do direito a nascer e do nascituro como membro do agregado familiar (designadamente para efeitos fiscais), a atribuição de licenças de maternidade e paternidade a profissionais estagiários e a trabalhadores independentes, o fim do financiamento integral (e fora de situações de carência económica) da prática do aborto pelo Serviço Nacional de Saúde, o fim da equiparação do aborto ao nascimento para efeito de apoios socias e faltas e licenças laborais, a promoção do apoio à grávida pelo pai, o apoio à remoção de obstáculos à assunção da gravidez (designadamente quando esses obstáculos resultem de violações de direitos fundamentais e laborais), a garantia do consentimento informado da mulher que pratica o aborto e o reforço do estatuto do objetor de consciência.
Os principais proponentes não escondem que estiveram, convictamente, do lado do “não” no referendo de 2007. Mas entendem que as suas propostas podem recolher muitas adesões de quem esteve do lado do “sim” e que então afirmou que não aceitava que o Estado fomentasse, promovesse ou incentivasse o aborto.  
Pedro Vaz Patto
Juiz

sábado, 15 de Novembro de 2014

Dignidade da Vida versus Qualidade de Vida by P.Francisco

 
 
O Papa disse este sábado no Vaticano que o aborto, a eutanásia e a “produção” de filhos mostram uma “falsa compaixão” que põe em causa a dignidade da pessoa, pedindo que nenhum ser humana seja uma “cobaia”.
 
“O pensamento dominante propõe, por vezes, uma falsa compaixão, a que considera como ajuda à mulher favorecer o aborto, como um ato de dignidade procurar a eutanásia ou como conquista científica ‘produzir’ um filho”, disse, num discurso proferido durante a audiência que concedeu à Associação de Médicos Católicos Italianos.
 
Francisco criticou também a utilização de vidas humanas “como cobaias de laboratório para, supostamente, salvar outras”.
 
O Papa explicou que desde os tempos de sacerdote ouviu várias objeções sobre o aborto, considerando que não se está diante de um “problema religioso” ou “muito menos filosófico”.
É um problema científico, porque ali está uma vida humana e não é lícito deixar fora uma vida humana para resolver um problema. ‘Mas não, o pensamento moderno…’
Ouçam, no pensamento antigo, no pensamento moderno, a palavra matar significa o mesmo”, assinalou, num tom coloquial.
Segundo Francisco, o mesmo princípio se aplica à eutanásia, incluindo a “eutanásia “escondida” que se dirige aos idosos. “Também existe a outra [eutanásia], não? Isso é dizer a Deus: ‘Não, o fim da vida sou eu que decido, como eu quiser. É um pecado contra Deus criador: pensai bem nisso”, advertiu.
 
O Papa observou que para muitos a qualidade de vida está ligada, sobretudo, “às posses económicas, ao bem-estar, à beleza e ao gozo da vida física, esquecendo outras dimensões mais profundas da existência”.
 
Francisco sublinhou que à luz da fé e da razão “a vida humana é sempre sagrada” e tem sempre “qualidade”.
 
A intervenção encorajou a ação dos médicos católicos, em “fidelidade ao Evangelho da vida” e ao seu respeito “como dom de Deus”, o que exige por vezes “escolhas contracorrente e corajosas” que podem chegar à “objeção de consciência”.
 
Falando de improviso, o Papa alertou para o perigo de “experimentar com a vida”, de “fazer filhos em vez de os acolher como dom”, de “jogar com a vida”.

Loucamente- Uma exposição sobre saúde mental




Loucamente: uma exposição sobre o bem-estar da mente é a nova exposição temporária do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva....
Desenvolvida em consórcio com os centros de ciência Heureka (Helsínquia) e Universcience (Paris), é a primeira exposição interactiva de um centro de ciência dedicada ao bem-estar da mente e pretende dar início a uma discussão pública sobre a saúde mental e o seu impacto pessoal e social.
Trata-se de uma exposição positiva sobre um tema complexo, que quer substituir o preconceito pelo conhecimento, o estigma pela compreensão e incentivar os visitantes a cuidar do seu bem-estar mental. Nesta exposição os visitantes podem experienciar num ambiente seguro como se sentem as pessoas com determinadas perturbações mentais. Um dos grandes sucessos desta mostra é a escultura artística de Pierre-Laurent Cassiére, o Esquizofone, que simula a sensação de ouvir vozes vindas de todos os lados. Os visitantes podem ainda entrar na sala das fobias, sentarem-se na barbearia das psicoses ou pôr à prova a sua percepção corporal no espelho da auto-estima.
O Pavilhão do Conhecimento encoraja o público a cometer algumas loucuras saudáveis, como dançar no meio da exposição ao som de uma selecção musical muito especial. No final, os visitantes podem desfazer-se dos seus problemas num triturador metafórico de preocupações.
A exposição tem também experiências desenvolvidas a pensar nas crianças, que abordam temas como as emoções e o medo.
Loucamente: uma exposição sobre o bem-estar da mente foi premiada com o Leading Edge Award para a melhor experiência do público, atribuído em 2014 pela associação internacional ASTC (Association of Science Technology Centers).
O júri salientou a forma aberta e inovadora com foi abordada a questão da saúde mental, desafiando o público a pensar sobre o assunto de uma outra perspectiva.
A adaptação da exposição à realidade portuguesa contou com a colaboração do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa e a contribuição de grupos de investigação de universidades portuguesas e de pessoas que sofrem ou sofreram de doença psiquiátrica.
A exposição pode ser visitada a partir do dia 21 de Outubro e até Setembro de 2015

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Vida e dignidade humana



"(...) a vida humana, só por si, é o valor nuclear mais básico e universal, que a vida humana, em si, é o suporte da dignidade humana e não a dignidade, em si, o suporte de uma vida humana e que há uma dimensão ontológica na dignidade humana. E traria Kant para a reflexão, quando este afirma que “a dignidade humana é violada se a pessoa concreta é rebaixada ao nível de um objecto, de um mero meio, ou reduzida a uma quantidade que pode ser substituída”.

Neste conspecto, uma vida humana, em particular, mantém intacto o seu valor, e é sempre digna de ser vivida, independentemente da fase evolutiva do sujeito, do seu estado de doença ou de saúde ou de circunstâncias do seu existir. E toda e qualquer vida humana tem igual valor, não sendo válidas, para tal, ponderações da "qualidade de vida" derivadas de funções sociais de relevo, de distinções e mordomias, de uma carreira profissional de sucesso, ou de agenda pessoal prenhe de ocupações e de contactos sociais."

Fernando Regateiro

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS PELA REVISÃO DA REGULAMENTAÇÃO DA LEI ALGARVE

 
 
“LEI DE APOIO À MATERNIDADE E PATERNIDADE
- DO DIREITO A NASCER”
 
INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS
 
O QUE É ?     O QUE NÃO É ?
 
1 – O Povo vai levar ao Parlamento um Projecto de Lei – “Lei de apoio à Maternidade e à Paternidade – Do Direito a Nascer”. Para tanto são necessários 35.000 subscritores. Tarefa de todos os que defendem a Vida Humana. Uma vez ali, e por imperativo legal, o Parlamento terá de discutir e votar aquele diploma.
2 – O Povo não se conforma além do mais, que, no País com a mais baixa taxa de Natalidade do mundo, uma em cada cinco das gravidezes termine em aborto.
A experiência destes anos de liberalização do aborto mostra que, as mulheres em risco de aborto, estão em geral numa profunda solidão. Apesar de muito se falar em apoios à maternidade, o facto é que no drama que leva ao aborto não estão criados mecanismos de apoio à Vida, à Maternidade e à Paternidade.
3 – Por isso, a proposta de lei que irá ser apresentada destina-se a:
a)     Apoiar a maternidade e paternidade criando mecanismos de informação, respostas sociais adequadas e incentivos pessoais e profissionais para que as mães possam ter os seus filhos;
b)    Trazer o pai ao processo de decisão e, com a responsabilidade inerente, tomar parte na vida que está em risco de aborto;
c)     Eliminar o aborto gratuito e os subsídios ao aborto;
d)    Informar a mãe das circunstâncias ecográficas da gravidez e de todas as alternativas ao aborto;
e)    Reconhecer o bebé, antes do nascimento, como membro do agregado familiar e com direito a nascer;
f)      Eliminar a actual desconfiança que cai sobre os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) objectores de consciência, que os impede de acompanhar as suas pacientes.
4 – Isto é, a proposta de lei da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (I.L.C.) é um instrumento positivo, que se propõe ajudar as famílias a terem os seus filhos e, a criar uma verdadeira “Cultura de Vida” na Sociedade. Ao reconhecer-se o Direito a Nascer daremos um enorme passo na dignificação da Vida Humana desde a concepção.
 
Porém,
5 – A I.L.C. não é, um instrumento para penalizar o aborto. Embora tenhamos por certo que o aborto deverá ser sempre proibido. Mas esta lei não se debruça sobre essa matéria. A I.L.C. propõe apoio à maternidade e paternidade e espera-se com isto combater o aborto. A Lei Penal não é o único instrumento de combate ao aborto. Há tantos domínios onde este trabalho deve ser feito!
6 – A I.L.C. não é instrumento de legitimação da actual lei penal, que despenalizou o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gestação. A qual continuará injusta, iníqua e violadora dos Direitos Humanos. Com a presente lei de Apoio à Maternidade e Paternidade o chamado “aborto a pedido” ficará limitado pelo “direito a nascer” do filho.
7 – A I.L.C. não é resultado de qualquer acordo de partidos ou de alguma instituição, é uma iniciativa de cidadãos (tal como o nome diz e é exigido por lei) que propõem o texto ao Povo, que o subscreverá, para se poder iniciar o processo legislativo no Parlamento.
8 – A I.L.C. não é uma Petição. Nestes 7 anos de liberalização do aborto já foram apresentados no Parlamento três Petições sobre o aborto – “Vemos, Ouvimos e Lemos, não podemos ignorar”; “Defender o Futuro” e “Fim ao aborto gratuito”. Nenhuma petição pediu a penalização do aborto, mas todas pediam a revisão da regulamentação da Lei do aborto. Agora, mais do que um pedido (porque não é petição) o Povo toma em mãos o poder directo de apresentar um projecto de lei e, no uso desse direito de soberania, provocará o debate em sede parlamentar e a resposta concreta dos senhores Deputados no apoio à maternidade e paternidade.
9 – A I.L.C. não é um texto perfeito e imutável. Terá certamente lapsos e é susceptível de ser alterado (desde que não desvirtuado o seu objecto) em sede de processo legislativo, no Parlamento. Para isso, os que o queiram, serão chamados a intervir.
Todas as iniciativas políticas são como a vida: imperfeita, limitada, mas também cheia de esperança e com uma promessa de bem. Para descobrir que alegrias e tristezas nos reserva a vida, é preciso vivê-la. Assim também será com esta Iniciativa tão genuína e realista para que rapidamente Portugal encontre um novo rumo e Esperança de Vida.

Isilda Pegado
Presidente Federação Portuguesa pela Vida

domingo, 9 de Novembro de 2014

Divergente ou o desafio da educação




            Nos últimos tempos, têm surgido alguns filmes sobre adolescentes heróis e determinados que procuram ser um pouco o contraste daquilo que muitos adolescentes são na realidade. Estou-me a lembrar da série “Twilight” ou dos “Jogos da Fome”, todos com sequelas ou ainda do recente “The Giver”.

Há poucos meses atrás foi lançado mais um filme deste género, baseado nos livros de Veronica Roth – “Divergente”. A história deste filme fala-nos de um futuro onde as pessoas são, desde a adolescência, divididas em grupos de acordo com as suas características. Porém, existem pessoas que têm um pouco de cada um desses grupos, os chamados “divergentes” que põem em causa a harmonia do sistema e devem, por isso, ser eliminados.

Esta história faz-nos lembrar as várias personalidades de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos e do facto de, todos nós, em momentos diferentes da nossa vida (às vezes, até do próprio dia), assumirmos, por vezes, personalidades e modos de comportamento diferentes ou até antagónicos.

O filme “Divergente” foi um sucesso de bilheteira, mas uma das criticas que lhe fizeram foi o facto do realizador ter investido um tempo excessivo na parte da preparação da heroína Tris dentro do grupo dos “Intrépidos” (defensores da cidade) em que se integrou. É que, após uma introdução acerca do contexto do filme, a maior parte do tempo é gasto a mostrar os treinos, exercícios e testes a que a heroína e outros iniciados desse grupo se sujeitam, sendo que a acção do filme acaba por se dar apenas nos últimos 15/20 minutos.

Achei interessante que o realizador tivesse colocado o assento tónico da questão da preparação e da formação da heroína, dentro de um grupo onde se cultiva a virtude da “audácia” numa dupla vertente, a física e a mental. Na física, pretende-se que o corpo esteja preparado para lidar com condições difíceis, onde o músculo, a perícia e a destreza sejam apuradas. Na mental, pretende-se sobretudo lidar com os próprios medos e superá-los com mestria e coragem. Em ambas é o esforço, a força de vontade e o sacrifício que fazem com que Tris prossiga e não seja eliminada, apesar das suas limitações iniciais. A acção (violenta e alucinante) só vem depois desta prepração.

A questão da preparação, do treino e da educação é muito importante, não só a preparação física e teórica, mas sobretudo a formação mental. Parece que poucas pessoas se aperceberam ainda que a vida é um enorme campo de batalha onde, progressivamente, somos confrontados com desafios ao nível pessoal, familiar, económico, social e profissional. Quem não está preparado será facilmente trucidado e andará aos caídos, sem rumo e sem competências pessoais e sociais que lhes permitam singrar na vida. Outros há, poucos, que mesmo sem preparação conseguem vencer ou sobreviver. Uma educação permissiva, frouxa e flácida dá-nos uma juventude mole, sem resiliência e um país sem futuro.

Por tudo isto (e este filme recorda-nos isso), é muito importante apostar na educação integral dos mais novos que passe também por sujeitá-los a condições exigentes de auto-controlo, de confronto com as frustrações exógenas ou endógenas e, sobretudo, de superação dos próprios medos e fantasmas, mas sempre segundo ideais de altruísmo e positividade. E este treino tem de se prolongar pela vida fora.

É uma questão de sobrevivência não só pessoal, mas da própria espécie.

quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Já pagámos 1 milhão de euros por mudanças de sexo enquanto pais passam dificuldades

 
 
 
 
O Estado Português já gastou 1 milhão de Euros a pagar a mudança de sexo de 26 portugueses, enquanto há pais a passarem dificuldades e a quem lhes está a ser retirado o RSI, não têm fraldas nem comida para os seus bébés
 
Uma mulher casou com outra que estava em fase terminal poucos dias antes da sua morte para poder ficar com a sua herança e ficar com a pensão de sobrevivência a que o “esposo” tem direito, o que conseguiu.
 
Já para não falar nas mulheres que repetem abortos uns... atrás dos outros, descurando o planeamento familiar, tudo pago pelos contribuintes e sem terem que pagar qualquer taxa moderadora
 
Qual o custo para os portugueses e para o Orçamento de Estado da agenda fracturante que o Bloco de Esquerda tem vindo a impor ao país ?
 
Que mundo louco é este !?
 
 

Red Madre: Apoio a mulheres grávidas em dificuldade


domingo, 2 de Novembro de 2014

Casar é estar disposto a trabalhar as suas próprias dificuldades



Numa era em que o problema já não é só o divórcio, mas o facto de muitos já nem se quererem casar, o psicólogo dinamarquês diz que a chave está em ensinar aos jovens, mesmo durante os namoros, a resolver os seus conflitos para que percebam que o compromisso é possível desde que encontrem uma pessoa disposta a trabalhar as suas próprias dificuldades.

Peter Damgaard Hansen
Psicólogo

sábado, 1 de Novembro de 2014

Reforma do IRS dá sinais positivos às famílias






A APFN congratula-se com a reforma do IRS, que pela primeira vez tem em consideração não só o rendimento dos sujeitos passivos, mas também o número de pessoas que vivem desse rendimento. É uma reforma que consideramos dar sinais positivos às famílias, por refletir a sua realidade, embora ainda longe do que consideramos justo e desejável.

A introdução do quociente familiar de 0,3 é uma medida positiva porque se têm em conta os dependentes na consideração da taxa de imposto, sobretudo se se vier a cumprir a intensão expressa de alargar este número para 0,4 por dependente em 2016, e 0,5 em 2017, bem como os limites a aplicar.

A situação que as famílias vivem nos nossos dias parece estar, ao menos em parte, refletida fiscalmente, pela consideração dos idosos a cargo e dos filhos até aos 25 anos. O mesmo diga em relação aos vales sociais, ao aumento das deduções na saúde, e à consagração, pela primeira vez, de deduções para “despesas familiares”.

Para além de vir introduzir mais justiça no sistema fiscal, a APFN considera esta reforma pode ser um primeiro passo para a inversão da tendência demográfica suicida que se verifica em Portugal, onde regista a menor taxa de natalidade da Europa (1.18 filhos por mulher, em 2013).

De facto, num inquérito recente desenvolvido pelo INE e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, a maioria das inquiridas afirmaram que teriam mais filhos se houvesse um “aumento real dos rendimentos das famílias com filhos”, o que se consegue através de um sistema fiscal mais favorável (vide). 

Acreditamos que, se sinais idênticos forem dados de forma transversal noutras áreas (saúde, educação, transportes, habitação, etc.), a inversão dessa tendência poderá ser uma realidade.

Para consultar o simulador APFN para o novo IRS: http://www.apfn.com.pt/simuladorirs.php

APFN, 18 de Outubro de 2014

 



Sobre a APFN – Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
A APFN foi formalmente constituída em 1999 e integra famílias com três ou mais filhos. Acredita e defende os valores da família, contando atualmente com mais de 10.000 associados. A APFN pretende, com a sua actividade, mudar as mentalidades e as políticas relativamente à família e  transformar o actual cenário de inverno demográfico que, se não for alterado, continuará a conduzir à insustentabilidade económica e social do país. A APFN acredita na família como a solução do futuro e enquanto resposta histórica em todos os momentos de crise. Está convicta que o país precisa de mais crianças e jovens mas também precisa que essas crianças e jovens possuam as competências suficientes para enfrentar os desafios do Futuro. O lema da APFN é “Apostar na Família é construir o Futuro”. 
 
 
GABINETE DE APOIO À IMPRENSA: 
Ana Mira, Assessoria de Comunicação APFN 
Contactos: 217552603 | 916079548 
 

domingo, 26 de Outubro de 2014

Mulher grávida e mãe



Mulher, teria sido teu filho, para beber-te
o leite dos seios como de um manancial,
para olhar-te e sentir-te a meu lado e ter-te ...

no riso de ouro e na voz de cristal.

Para sentir-te nas veias como Deus num rio
e adorar-te nos ossos tristes de pó e cal,
para que sem esforço teu ser pelo meu passasse
e saísse na estrofe - limpo de todo o mal -.

Como saberia amar-te, mulher, como saberia
amar-te, amar-te como nunca soube ninguém!
Morrer e todavia
amar-te mais.
E todavia
amar-te mais
e mais.


Pablo Neruda

Textos de Outubro da rúbrica Algarve pela Vida da Rádio Costa D'oiro


 


Dia 30 de Setembro 2014- Terça-Feira

 

Como diz o psiquiatra Pedro Afonso, há algumas semanas atrás, a revista Sábado fez capa com o título: Há cada vez mais casais "felizes" que têm mais dinheiro e tempo para tudo... Não têm crianças por opção e são cada vez mais em Portugal".

O título era reforçado pela imagem de dois jovens  fisicamente atraentes, deitados na relva e com sorrisos abertos.

Este é um excelente resumo do modelo de sociedade que foi sendo criado nos últimos anos entre nós; este é um modelo atual de felicidade no qual os filhos não fazem parte.

É provável que a natalidade só aumente significativamente daqui a umas décadas, quando as revistas mostrarem nas suas capas que afinal aquele casal sem filhos, outrora feliz, há muito que está separado. Ambos estão envelhecidos, talvez medicados com antidepressivos, e dominados por um enorme sentimento de solidão.

 

      

Dia 1 de Outubro de 2014- Quarta-Feira

 

Um novo estudo britânico prevê que, em 2020, metade dos jovens de 16 anos da Grã-Bretanha terão famílias monoparentais e que  mesmo hoje só 57% é que  vivem com o pai e a mãe.

O relatório acrescenta ainda, conforme a suposição comum, que as crianças cujos pais são separados têm significativamente mais probabilidade de falhar na escola, têm baixa auto-estima, dificuldades nos relacionamentos, de comportamento e ansiedade ou depressão.

A Dra. Samantha Callan, uma das co-autoras do relatório, disse que a "norma social" de ter filhos fora do casamento precisa mudar a fim de reverter o número crescente de famílias sem pais. "Existe uma visão predominante na sociedade que, quando as coisas não vão bem num relacionamento, isso significa que o fim está próximo", disse ela. "Mas todos os relacionamentos estão sob pressão; você precisa ter um compromisso como o casamento para que saiba que não vai fugir”.

A estabilidade reforço a auto-estima dos filhos.

 

Dia 2 de Outubro de 2014- Quinta-Feira

 

Rosa Pich é uma catalã com 16 filhos e numa recente entrevista contou algo sobre a sua experiência familiar

Para esta mãe, a criança precisa de um pai que a pique com a barba e de uma mamã que, com o seu odor feminino, a conforte.

Diz esta mãe que, para si, o amor é um fogo que há que alimentar diariamente. Não é uma chispa que vai e depois desaparece; é algo que tem de continuar a ser trabalhado, reforçando-o cada dia. Assim quando não há chama, acendê-mo-la

O amor não são só sentimentos, mas também é algo de cerebral. Necessita da vontade e da decisão de alguém que diz, eu quer amar esta pessoa, quero amar o seu bem. Mas também é necessário que exista sinceridade. Há que dizer ao outro o que cada um necessita e lhe gosta em cada momento para que ambos se façam mutuamente felizes.

 

 

Dia 3 de Outubro de 2014- Sexta-Feira

 

Maxine e Don Simpson são verdadeiramente um exemplo de amor eterno.

Aquela promessa feita em cada casamento foi para o casal californiano uma realidade vivida durante 62 anos. “Até que a morte nos separe”, e foi exatamente assim:  morreram de mãos dadas.

Como foram na vida, da mesma forma foram no leito de morte: inseparáveis.

Ela tinha câncer, e ele tinha fraturado o quadril. Don tinha consciência de que a mulher morreria. Foram juntos, como gostariam e de mãos dadas, com a distância de poucas horas um do outro.

Após o casamento, que aconteceu em 1952, adotaram dois filhos. “Faziam sempre tudo juntos”, disseram entre lágrimas os parentes. “Nunca se separaram e nem mesmo a morte os separou. Na internet está a foto, dos 2 mortos de mão dada. Verdadeiramente uma história de amor até ao fim.

 

Dia 6 de Outubro de 2014- Segunda-Feira

 

Com diz o psiquiatra Pedro Afonso, vivemos numa sociedade de consumo, materialista, individualista, que não compreende a renúncia e que tem alguma aversão ao compromisso, pois considera-o incompatível com a liberdade.

Sabemos que ter filhos é, na verdade, um compromisso que obriga a muitas renúncias e sacrifícios que se vão tornando cada vez mais difíceis na atual sociedade de hiperconsumo.

Perante estas prioridades, facilmente se compreende que seja difícil, senão mesmo impossível, conciliá-las com o nascimento de filhos.

Por isso, o problema da natalidade não se resolve por decreto-lei. Trata-se antes de um problema social com raízes mais profundas, relacionadas com uma sociedade emersa na cultura do efémero, hedonista e desvinculada da família

Seja como for, o Estado deve ter dois papéis importantes: ser um "facilitador", e não um obstáculo para todos aqueles que querem ter filhos, e ser um defensor da justiça fiscal, criando um sistema fiscal verdadeiramente "amigo da família".

 
 

 Dia 7 de Outubro de 2014- Terça-Feira

 

O coração de um feto a bater com 7 semanas de gestação pode ser visto no YouTube, na internet. .

Porém, de acordo com a atual lei portuguesa até às 10 semanas de gestação qualquer destes fetos pode ser eliminado, por qualquer motivo que nem sequer se torna necessário explicar.

Ora, como facilmente se depreende o corpo da mulher não tem 2 corações a bater.

Por isso, um feto, ainda que alojado no interior da barriga de uma mulher, não faz parte integrante desse mesmo corpo, até porque quando saí do corpo da mulher grávida, esta não perde nenhuma parte desse seu corpo, mantendo-o na íntegra.

Só quem não quer ver o que a própria ciência nos diz, é que pode defender que não estamos perante 2 seres humanos distintos, o da mãe e o do seu filho.

 

Dia 8 de Outubro de 2013- Quarta-Feira

 

Como diz José Luis Nunes Martins, cada um de nós é aquilo que for capaz de ir construindo de firme e duradouro a cada dia por entre todas as tempestades da vida

Há uma distância fundamental entre as palavras e os gestos de cada homem. As palavras prometem mundos, os gestos constroem-nos. As palavras esclarecem pouco, os gestos definem quase tudo.

O amor é um projeto, uma construção que necessita de ser realizada a cada dia. Sem grandes discursos. Qualquer hora é tempo de amar. Se o amor é verdadeiro, não há tempos de descanso, porque o silêncio no coração dos que buscam lutar contra as trevas dos egoísmos é a paz mais profunda e o maior descanso... ainda que se cravem espinhos na carne, ainda que não sarem as feridas antigas, ainda que a esperança tenha pouco mais onde se apoiar do que nela própria.

Cada um de nós é aquilo que for capaz de ir construindo de firme e duradouro a cada dia por entre todas as tempestades da vida.

 

 

Dia 9 de Outubro de 2014- Quinta-Feira

 

O doador de memórias é o novo filme que nos fala acerca dos riscos do livre arbítrio, das emoções contra a passividade amorfa e robotizada.

O desafio da vida na sua plenitude, com dores, alegrias e sofrimento ou uma vida de engano e de mentira e alienação.

Um filme a favor da vida com todas as coisas boas e más que tem e não a favor de uma vida ideal e idílica que não existem em nenhum lado da realidade..

Quem sabe que a vida tem altos e baixos e aceita-a tal como é.

Quem pretende que a vida seja sempre perfeita, ironicamente, muitas vezes, é contra a vida e defende a eutanásia ou o aborto.

Este filme “O doador de memórias” desafia-nos a pensar neste paradoxo.

 

Dia 10 de Outubro de 2014- Sexta-Feira

Diz José Luis Nunes Martins, é pois importante procurar a vontade do outro, e encontrarmo-nos nela, sermos o melhor que ele pode receber e merecer...

Amar é arriscar tudo, sem garantia alguma. Apenas com a fé de que, no amor, nos cumprimos...

Amar é desprender-se e perder-se... abrir-se e abandonar-se à vontade de ser feliz.

Só o amor permite que se cumpra a mais essencial de todas as promessas da existência: Uma vida com valor e verdade.

Quem ama não promete... dá.

 

 

Dia 13 de Outubro de 2013- Segunda-Feira

 

A natalidade em Portugal voltou a cair nos primeiros oito meses deste ano. Até 31 de Agosto de 2014, houve menos 957 recém-nascidos a efectuar o diagnóstico precoce, o chamado “teste do pezinho”.

Se a tendência continuar nos próximos meses, Portugal voltará a bater um recorde negativo em termos de natalidade. Em 2013, houve já um decréscimo de cerca de menos 7 mil nascimentos.

Desde 2000, exceptuada uma ligeira folga em 2008,  o país vêm registando um saldo natural negativo desde há seis anos, isto é, morre mais gente do que nasce.

Em 2013, por exemplo, houve mais 23.756 funerais do que partos. E parecem criadas as condições para que, no final deste ano de 2014, a tendência se mantenha

Portugal, dentro de alguns anos poderá ter apenas metade da sua população, regredindo quase à populção da idade média

 

 

 Dia 14 de Outubro de 2014- Terça-Feira

 

Como diz José Luis Nunes Martins, há muito quem sonhe e passe o tempo a desejar o que não é... esperam e desesperam por algo que lhes há de chegar de fora... rejeitando quase tudo quanto são, quando, na verdade, é com o que temos e somos que devemos ser felizes, por pouco e por pior que seja... somos nós.

Mas nós não somos quem somos só para nós mesmos. Eu sou quem sou, mas só o serei se for capaz de me encontrar com os outros. Ser humano é ser relacional. Ser é sempre ser com o outro. Ninguém se vê só a si quando se olha por um espelho. Ser é amar. Dar-se... sem grandes sonhos ou promessas, com pequenos gestos, na heroica coragem de acreditar que não são nem as palavras nem os desejos que nos devolvem ao céu.

 

 

Dia 15 de Outubro de 2013- Quarta-Feira

 

Com diz  Miguel Nogueira de Brito, "(...)o princípio da comunidade corresponde ao ponto a partir do qual a função social da propriedade deixa de incumbir ao legislador e passa a constituir um imperativo ético individual" .

Por esta via, qualquer pessoa que tenha dinheiro, casas, carros, etc.. deve colocá-los ao serviço de colegas, amigos e vizinhos que, por motivo de contexto pessoal, profissional ou familiar não o têm.

Isto pressupõe um enorme sentimento de desprendimento que é muito raro encontrar.

Se virmos bem tem sido a ganância pelos bens materiais que, ao longo da história, tem vindo a destruir famílias tanto nos tribunais como nos campos de batalha.

Uma coisa é certa, há que promover uma revolução que passe 1º por uma mudança de mentalidades. Poderá demorar gerações, mas há que começar já !

 

 

Dia 16 de Outubro de 2014- Quinta-Feira

 

Como diz José Luis Nunes Martins, cada homem encontra em si forças contrárias que estão em guerra permanente.

Estes extremos nunca se anulam e parece não haver possibilidade alguma de se descobrir um equilíbrio entre eles. Somos este ser onde, a cada dia, infindas lutas se travam entre tendências contrárias, este mar de tempestades sem fim… Assim é o homem. Assim somos nós. Assim sou eu.

Somos um teatro de contradições e discordâncias. Palcos de batalhas sangrentas. Peões numa circunstância caótica que em nada se adequa à paz para a qual parecemos ter sido criados.

Mais, quase nada é linear ou previsível. A vida de cada um de nós é feita de saltos repentinos, de oscilações abruptas. A todo o momento tudo pode mudar.

Mais ainda, cumpre-nos dar sentido às nossas escolhas, dar um sentido à nossa vida. Um mesmo episódio pode ser interpretado de diversas formas, diferentes entre si, contrárias… Cabe-nos escolher a luz que deve iluminar o que está à sua volta. Escolhe-se a forma como se vê o mundo, e assim se escolhe o mundo em que se vive. Mas sempre, sempre, numa tensão permanente entre extremos opostos

Dia 17 de Outubro de 2014- Sexta-Feira

Como diz José Luis Nunes Martins, encarcerados nunca seremos autênticos, devemos pois libertar-nos de tudo quanto nos pesa, de forma especial das coisas materiais, romper com as teias dos sonhos que nos inebriam e incapacitam de sair de nós mesmos para o mundo, de criar mundo... sem esperar nada, a não ser conseguirmos chegar ao melhor de nós mesmos...

Este desprendimento não será prudente aos olhos do mundo, mas é essencial confiar e seguir adiante, até porque as coisas e as pessoas são o que são, independentemente da forma como os olhos do mundo as veem, sentem ou pensam


Dia 20 de Outubro de 2014- Segunda-Feira

Como diz José Luis Nunes Martins, por vezes o desespero apodera-se das esperanças e a angústia parece absoluta.

Há ambiguidades que merecem ser admiradas. Se, por um lado, ansiamos por algo muito melhor do que aquilo que temos aqui e agora, por outro, quando confrontados com a possibilidade de o alcançarmos, quase todos começamos a valorizar o que antes era insignificante. Como se só valorizássemos o que estamos prestes a perder…

Talvez não haja bifurcações diante de nós, em que tenhamos que escolher apenas um dos caminhos… talvez o caminho seja apenas um… em que ou se faz caminho para diante… ou para trás.

A única verdadeira tensão que existe em mim é entre o que fui e o que quero ser




 
Dia 21 de Outubro 2014- Terça-Feira
   Como referiu a Drª Anabela Conceição, psicóloga da Santa Casa da Misericórdia de S brás de Alportel, “ Numa sala cheia de ouvintes, um grande orador fazia questão de repetir mais que uma vez: “Não é à toa que nós nascemos chorando, é porque sabemos a “barra” que vamos enfrentar na vida. Aqui temos momentos felizes e momentos menos felizes, como se fosse uma montanha russa. Momentos em que estamos muito bem e outros em que não estamos por isso temos que pensar que quando estamos mal vai melhorar, assim como se tiver muito bem não vai demorar muito tempo porque passará a estar mal”. É importante que se saiba como resistir nos momentos menos bons que segundo William “ao que tudo indica, o sucesso é apenas uma questão de continuar a andar quando os outros desistiram”.
   Para se chegar ao topo da escada é necessário subir degrau a degrau com cuidado não vá um deles partir-se e provocar a inevitável queda. Caso isso aconteça só restam duas hipóteses: desistir ou voltar a subir. E aqui reside a diferença enquanto uns recomeçam com a mesma motivação, outros simplesmente desistem.”
 
Dia 22 de Outubro de 2014- Quarta-Feira
 
  Outubro. Decorreu o sínodo da família e ouve em Roma logo no início do mesmo, uma vigília na noite vespertina do início do mesmo. Milhares de fieis encheram a praça de S Pedro para se unirem em oração ao Papa e a toda a Igreja que tem este desafio e esta grande responsabilidade de pensar a família.
 A família está em crise, os valores estão em crise, aumentam os números de divórcios e de re-casamentos. Há que agir. Mas agir à luz da fé. A família tem de defendida e protegida e ajudada para não fracassar.
 No dia 5 deste mês, primeiro dia do sínodo uma das coisas que o Papa pediu foi para que em família se lesse a Bíblia.
 Que a Bíblia não seja apenas um livro para se ter em casa porque toda a gente tem e porque faz parte da cultura, mas que seja um livro para ser lido e vivido como o pede o Papa.
 
Dia 23 de Outubro de 2014- Quinta-Feira
 
  Reciclar, reaproveitar, renovar.. Palavras do nosso dia a dia. A estas vem-se juntar outra: “Refood” ou Realimentar.
  A iniciativa Re-food partiu desta organização de voluntariado, criada para alimentar quem mais precisa, aproveitando excedentes alimentares.” Definição publicada no facebook.
 Hoje mais do que nunca é preciso ajudar. É preciso olhar à volta para quem está mais próximo, para quem necessita.
 Não é preciso ir em missão para africa ou outros países. Aqui, ao nosso lado, no nosso país, no nosso bairro, há infelizmente muitas famílias, muitas pessoas que não têm o básico para viver dignamente.
 Parabéns a esta organização, parabéns aos voluntários! São iniciativas destas e ajudas destas que mostram que afinal este mundo é humano, que há pessoas boas apesar das notícias tantas vezes deprimentes e imagens de guerra a que assistimos.
Ajude também.
 
Dia 24 de Outubro de 2014- Sexta-Feira
 
  O prémio Nobel da Paz foi atribuído este ano a Malala com apenas 17 anos. Uma frase que referiu é a já conhecida: “uma criança, uma professora, uma caneta e um livro, podem mudar o mundo”.
 Vale a pena mostrar este exemplo de uma jovem que luta por aquilo em que acredita mesmo que lhe possa custar a vida.
 Um exemplo para os nossos filhos verem o bem que têm em poder ir à escola, ter a sorte de ter possibilidade de estudar, aprender a ler e escrever para mais tarde terem mais hipóteses de encontrar um emprego melhor.
 Nas alturas em que não apetece fazer os trabalhos de casa ou estudar mais para ter uma melhor nota, vale a pena lembrar e pensar que há crianças que não têm a mesma sorte, não por não quererem, mas por não poderem.
Dia 27 de Outubro de 2014- Segunda-Feira
   “Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida”. Este lindo poema de António Gedeão dá-nos ânimo nos dias que correm. Sonhe, não deixe de sonhar. Otimismo, sempre. Nem a crise, nem nenhum acontecimento aparentemente menos bom nos deve levar ao desanimo.
Há situação muito difíceis, mas há que ter a certeza que melhores dias virão.  Pode sonhar-se sempre, em qualquer altura ou etapa da vida.
 Não desistir, não baixar braços, procurar alternativas, outras soluções.. como diz o proverbio “tudo tem solução, menos a morte”.
 “O sonho comanda a vida”. Se deixamos de sonhar, deixamos de ter incentivos próprios para lutar um dia e outro e outro.
Dia 28 de Outubro de 2014- Terça-Feira
                  
  Relembrando uma história contada pela Drª Anabela Conceição, psicóloga da Santa Casa da Misericórdia de S brás de Alportel:
  “Eis a história de um Delegado de Informação Médica que vivia no Brasil mas queria ir trabalhar para os Estados Unidos. Para ocupar o cargo teve que se submeter a oito entrevistas mas todas com sucesso. Só lhe faltava a última que iria ser feita pelo Presidente que vinha de prepósito de outro país.
  Eis que chegou o grande dia como tal teve o cuidado de vestir a melhor camisa, o melhor fato, a melhor gravata, os melhores sapatos, enfim, tudo perfeito para finalmente atingir o seu grande sonho. Quando chegou junto do prédio onde ia ser entrevistado, ao estacionar o seu carro, outro condutor estacionou e ele abriu o vidro e fez um gesto menos correto.
  Depois de estacionar apresentou-se junto da administrativa para a entrevista e aguardou pela hora marcada. Ao entrar na sala acompanhado da mesma imagine-se quem estava do outro lado da secretária?! O Presidente da empresa, aquele a quem ele tinha acenado com o tal gesto. Resultado, não foi admitido e desenvolveu um cancro de estomago acabando por morrer pouco tempo depois.
    Ele ficou muito mal porque era o seu grande sonho e fez tudo para o conseguir, só faltava aquela entrevista e por causa de um simples gesto foi embora. Levou oito segundos para destruir aquilo que tinha conseguido em oito anos.
  Este é um dos muitos casos que acontece diariamente. Os indivíduos têm determinadas atitudes perante os outros porque pensam estar num patamar mais acima, e mesmo que estejam, esquecem que num instante podem descer e os outros passam por eles. “
Dia 29 de Outubro de 2013- Quarta-Feira
 
  Em 1920, a filósofa russo-americana, Ayn Rand, disse uma frase que se pode, infelizmente, aplicar aos dias de hoje: “ Quando você perceber que , para produzir, precisa obter a turização de quem não produz nada;  Quando comprovar que o dinheiro flui, não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos por favores e influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar,sem medo de errar, que a sociedade está condenada”.
  São palavaras claras, duras mas pessimistas. Temos de acreditar que é possível mudar a sociedade para que não fique condenada como afirmava Ayn Rand. Para que isso aconteça há que cada um arregaçar mangas e dar exemplo pela positiva. Se todos agíssemos assim, não haveria tanta corrupção.
 
  
Dia 30 de Outubro de 2014- Quinta-Feira
 
 Amanhã á noite celebra-se, se é que assim se pode dizer, o Halloween. É uma festa pagã, onde sobretudo nos EUA é muito vivida. Noite de máscaras horripilantes, bruxas, esqueletos e abóboras assustadoras. O famoso “doce ou partida” é ouvido em cada bater de porta.
 Em Portugal, a moda está pegar.
 Mas, não nos enganemos nem esqueçamos, a noite de 31 é a véspera de todos os santos
Aliás a origem da palavra vem da contração da expressão escocesa: Allhallow-Eve.Véspera de Todos os Santos.   dia de festa, pois nos recorda que podemos ser santos! E deveria isso sim, levar-nos a pensar na morte com esperança.
 Esperança de que a vida não acaba aqui. Alegria, paz, santidade e esperança na vida eterna.
Dia 31 de Outubro de 2014- Sexta-Feira
 Como educar na era digital? Com dois ou três ou mais dispositivos eletrónicos, em cada lar.
 As crianças de hoje têm tudo num simples carregar de botão. Não sabem o que é ir para uma biblioteca procurar livros sobre determinada matéria, ler vários livros sobre uma questão. Hoje todas as respostas a qualquer pergunta surgem em questão de segundos com o fenómeno da internet e com proliferação dos dispositivos móveis.
 Tudo isto altera a forma de estar na sociedade, em família, na escola.
 As relações tornam-se mais frias, impessoais, mas a informação circula a uma velocidade impressionante. Se por um lado traz vantagens, por outro trás inconvenientes pois habituamos as crianças a não pensarem por elas próprias. A resposta aparece no carregar de um botão. Não há raciocínio, não há questionar, por em causa, duvidar e crescer com convicção.
 Há que educar para pensar nesta era digital onde há grandes vantagens e facilidades práticas para o dia a dia, mas onde é preciso acompanhar os passos das crianças por estas áreas e tecnologias digitais para que não se tornem escravos delas nem se alheim à vida real.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 03 de Novembro de 2014- Segunda-Feira
   
   Entramos no mês de Novembro que é especialmente dedicado aos fieis defuntos.
 Mês que nos recorda que a vida aqui na terra é passageira. Tudo se consome e desaparece. Tudo se esvai. Para a vida eterna ficam os tesouros do ceú, a bondade, a caridade, a atenção ao outro.
  Ser altruísta, ajudar quem precisa, participar em ações de voluntariado.. Tudo isto é que o mais nos enriquece individualmente e são os tesouros que vamos amontoando no ceú.
 Sempre se ouviu dizer que “o mais importante não é ter, mas ser”. Ser alguém disposto a ajudar sempre, que não se fecha sobre si próprio com considerações vãs de como vai ser a vida num futuro próximo e sem querer controlar tudo.
 A vida passa num instante e não somos donos dela. A vida não é difícil, difícil é saber viver. Saber viver neste mundo materialista, de capitalismo exacerbado
 Muita gente vive num ativismo impressionante que não têm tempo para uma única pausa e agarra-se ao trabalho de tal forma que descuidam de quem está à volta.
 Não pode ser assim. Por a vida ser curta e passar a correr, temos de a viver com sabedoria.
 Dar importância ao que de facto tem importância, como cuidar dos filhos, dar-lhes alegria e não dois berros mal chegamos a casa cansados de um dia de trabalho.
 São os pequenos pormenores que fazem a diferença e que são lembrados para a vida toda.