Canal do You Tube do Algarve pela Vida

Loading...

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

domingo, 20 de Abril de 2014

Parentalidade gay e crianças

 
style=" margin: 12px auto 6px auto; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none; display: block;">    
style="text-decoration: underline;" >Parentalidade Do Mesmo Sexo e Criancas by   style="text-decoration: underline;" >mrc71

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Textos da Rádio Costa D'Oiro da 1ª quinzena de Abril


Textos “Algarve Pela Vida”

1ª quinzena de Abril 2014

 

 

Dia 1 de Abril 2014- Terça Feira

 

Diz o poeta José Tolentino Mendonça “A primavera está por toda a parte. Em nosso redor a natureza parece vencer a imobilidade do inverno e amontoa os traços insinuantes do seu reflorir.

Há uma seiva que revitaliza a paisagem do mundo. Mesmo nos baldios, nos pátios e quintais abandonados, nos jardins mais desprovidos a primavera desponta com uma energia que arrebata.

A nossa vida está prometida à primavera – é a mensagem que o despertar da natureza (e aquele mais íntimo) nos parecem querer segredar.

 

 

 

 

Dia 2 de Abril de 2014- Quarta Feira

 

Para o poeta José Tolentino Mendonça os versos do Cântico dos Cânticos é o mais primaveril poema da Bíblia:

«Fala o meu amado e diz-me: “Levanta-te! Anda, vem daí, ó minha bela amada! Eis que o inverno já passou, a chuva parou e foi-se embora; despontam as flores na terra, chegou o tempo das canções, e a voz da rola já se ouve na nossa terra; a figueira faz brotar os seus figos e as vinhas floridas exalam perfume.

Levanta-te! Anda, vem daí, ó minha bela amada!

Minha pomba, nas fendas do rochedo, no escondido dos penhascos: deixa-me ver o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz; pois a tua voz é doce e o teu rosto, encantador”» (Ct 2, 10-14).

Neste poema, a primavera do mundo é uma representação simbólica da primavera interior que nos desafia.

O nosso coração não pode continuar eternamente sequestrado pelos impasses dos seus invernos gelados.

 

Dia 3 de Abril de 2014- Quinta Feira

 

Por vezes, sentimo-nos soterrados e sem forças.

Achamos que já passou demasiado tempo, que em algum momento do percurso nos perdemos e que talvez isso seja agora irremediável.

Vamo-nos deixando ficar num conformismo tácito, insatisfeitos e adiados, a ponto de desistir. Certamente a voz da primavera não nos deixa indiferentes: ela há de sempre sobressaltar-nos. Mas olhamos para ela com mais nostalgia do que com esperança. Contemplámo-la à distância. Ou então defendemo-nos dela como podemos, fingindo não perceber o que significa. No fundo de nós mesmos, consideramos que a primavera já não é para nós. E no nosso coração andamos às voltas com aquela pergunta que também a Bíblia conserva e que não temos paz enquanto não conseguirmos responder:

- «Pode um homem, sendo velho, nascer de novo?» (Jo 3,4).

 

 

Dia 4 de Abril de 2014- Sexta Feira

 

Marcas de todo mundo vêm criticando o vício da população nos smartfones, tablets, etc nos últimos anos, pedindo para que as pessoas larguem o telefone e prestem mais atenção às pessoas ao redor.

Um novo filme de publicidade da Coca-Cola mostrou em tom de brincadeira, um produto que promete solucionar esse problema. O Guarda dos mass-media  que é basicamente um cone vermelho semelhante aos usados nos cães, só que em tamanhos adaptados para os humanos que os impede de olhar para baixo.

As cenas explicam que o uso do apetrecho irá impedir os viciados de verificar e olhar para o seu telemóvel em cada oito segundos.

"Você sabia que o mundo gasta 4000 mil anos on-line todos os meses?", aponta a marca que remata da seguinte forma. “Se você está a ver este vídeo no seu telemóvel, é hora de colocá-lo para baixo. Olhe ao seu redor, provavelmente há alguém especial que você pode compartilhar um momento real.

  

Dia 7 de Abril de 2014- Segunda Feira

 

Eu sei: tens medo de que não te retribuam; achas que se pensares nos outros eles não pensarão em ti; que poderás ficar diminuído por seres sempre tu a ceder…
Mas quem foi que te disse que o amor era um negócio?
Onde aprendeste que era uma actividade centrada em ti mesmo, destinada a dar-te satisfação?
O amor é um mau negócio: é, como escreveu Camões num soneto lindíssimo, “cuidar que se ganha em se perder”.
É uma loucura que leva a acreditar que enriquecemos quando nos damos; que só somos nós mesmos quando não queremos saber de nós.

 

 

Dia 8 de Abril de 2014- Terça Feira

 

Em 11 de Fevereiro de 2007, um quarto dos eleitores portugueses pronunciou-se a favor da despenalização do aborto a pedido da mãe até às 10 semanas de gestação.

Como era inevitável e a campanha do Não o havia predito, o aborto acabou por tornar-se numa chaga social passando a ser usado como anti-conceptivo.

Mas mais grave ainda , após o referendo, o Estado não só despenalizou o aborto como  tornou-se, ele próprio, o  promotor dessa mesma prática, desrespeitando as consultas de aconselhamento prévias e p consentimento informado, previstos na lei  e estabelecendo um sistema de incentivos financeiros à sua prática.

Num país em que 1/5 da população corre o risco de desaparecer devido à crise demográfico, isto deve-nos dar que pensar.

 

Dia 9 de Abril de 2014- Quarta Feira

 

A inexistência de empregos é agravada pela ausência de competências entre aqueles que têm bons níveis de educação e procuram esses mesmos empregos.

Os empregadores declaram, a nível global que as escolas e universidades não estão a preparar, de forma adequada, os jovens com as competências necessárias aos mercado de trabalho e entendem que o destaque do ensino deve estar na agilidade em termos de aprendizagem e na aplicação prática dessa mesma aprendizagem, afastando-se do modelo tradicional de ensino “de cima para baixo”, com poucas oportunidades de experimentação de solução de problemas, autodescoberta e criação colaborativa.

Para preparar melhos os nossos estudantes, o ensino tem também de mudar pois, como afirmava Nelson Mandela. “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.

 

Dia 10 de Abril de 2014- Quinta Feira

 

Segundo o grande filósofo espanhol Julian Marias, Quando se afirma que o feto é uma parte do corpo da mãe diz-se uma falsidade porque o feto não é uma parte, mas antes um ser que se encontra alojado e implantando no corpo da mãe.

Por isso, uma mulher diz “estou grávida” e não diz “o meu corpo está grávido”.

A criança não nascida, mas já concebida é uma realidade “vindoura” na medida em que chegará se não a paramos. Não é um tumor que se tem de extirpar.

Outra coisa é agir como Hamlet no drama de Shakespeare, que fere Polonio com a sua espada enquanto está escondido atrás das cortinas.

Da mesma forma há os que não se atrevem a ferir a criança senão apenas quando esta está oculto.

 

Dia 11 de Abril de 2014- Sexta Feira

 

«Amar sem medida quer dizer:
sacrificar-se sem lamentos,
dar sem recompensa,
perdoar sem rancor,
ajudar sem olhar ao descanso».

Como parece difícil, mas há que tentar fazê-lo para que o nosso mundo, o nosso país, o nosso trabalho e a nossa família sejam mais e melhor.

 

Dia 14 de Abril de 2014- Segunda Feira

 

Como diz a deputada Inês Teotónio Pereira Qualquer pai é obrigado a educar em coligação, o que força necessariamente a acordos, negociações, cedências, discussões, amuos ou divergências profundas. Começa logo com o nome.

É fundamental que a criança não assista à discussão, porque se a decisão for em seu desfavor ela vai fazer tudo por tudo para denunciar o acordo alcançado usando os argumentos que a mãe ou o pai usaram em seu favor. E está tudo estragado. Deixar uma criança assistir a uma negociação entre os pais é a mesma coisa que um governo deixar a CGTP ou a comunicação social assistir a um Conselho de Ministros em que se discute o corte das pensões.

Os pais, ao contrário dos governos, não podem ser demitidos, demitir-se, romper coligações e nunca vão a eleições. Por isso, educar filhos é trabalhar em permanente coligação apesar das contestações, das birras e das tendências de cada um. É que nas famílias os pais não caem, quem cai são os filhos.

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Congresso Nacional de Aleitamento Materno

 

(Clique na imagem para a aumentar)
 
Vai realizar-se o Congresso Nacional de Aleitamento Materno “Vamos dar de Mamar” organizado pelo projecto VAMOS DAR DE MAMAR da Ajuda de Mãe, em parceria com a SOS AMAMENTAÇÃO e apoio da Direcção Geral de Saúde (DGS).
 
Este Congresso Nacional, a decorrer no próximo mês de Maio em Lisboa, é dirigido a profissionais de saúde, pais e comunidade, onde se irão focar temas de superior relevância na área da saúde materno-infantil apresentados por profissionais de renome.
 
Assim fazemos chegar ao vosso conhecimento este CONGRESSO NACIONAL, no qual gostaríamos de contar com a vossa presença, divulgação e eventual.

Para quê fazer o bem aos outros ?


quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Contra a anomia, marchar, marchar !!!



Anomia. Será que alguém sabe o que significa “Anomia”?

A anomia é uma palavra generalizada por Émile Durkheim, a propósito do suicídio e significa um estado de desorientação, de falta de objetivos, de identidade e motivação.

É o oposto da resiliência e da pro-atividade. Há uns dias atrás, numa visita de estudo de estudantes do Ensino Secundário, contavam-me que um rapaz com cerca de 17 anos, ao pequeno-almoço, no hotel ficava parado e não se mexia. Um dos professores, intrigado, apurou que a mãe desse aluno é que lhe prepara tudo e, por isso, ele não sabia cortar um pão, barrar a manteiga, preparar um café com leite. Chocante, mas verdadeiro.

A Juíza Beatriz Borges, com quem já tenho participado em várias sessões no Tribunal de Família de Faro em Março de 2011, numa conferência para pais e professores, aludiu à problemática do adulto infantilizado em que a imaturidade dos pais apresenta repercussões na capacidade de contenção dos filhos, quer ao nível do consumo de bens supérfluos, quer no cumprimento de regras básicas de saúde, educação e convivência que se espelha em aspetos tão básicos como a falta de pontualidade e assiduidade na escola”.

Continuou a Magistrada Judicial, “Assistimos a uma regressão do estado adulto em que os pais se comportam como adolescentes ao invés de se apresentarem como um modelo para as crianças e em que desculpabilizam os comportamentos desadequados dos filhos imputando a terceiros (incluindo a escola) a falta de educação dos seus descendentes”, criticou.

Um dos pontos concretos onde isso se nota muito é a forma como os jovens não ajudam em casa. Chegam a casa, atiram um sapato para um lado, as meias para o outro, deixam a mochila no chão e deitam-se a jogar playstation ou a enviar mensagens nos seus smartphones. Os pais, seus criados, é que preparam as refeições, limpam os pratos, lavam-lhes a roupinha e dão-lhes dinheiro para o tabaco e as borgas à noite.

Há que obrigá-los a ajudar em casa, a colocarem os talheres na mesa, a limparem os seus pratos depois das refeições, a ajudarem a estender a roupa, a guardar a loiça lavada, a arrumarem a sua roupa, etc.etc..

A nossa vontade, já de si, por natureza, é mole, como um pudim. Se a essa moleza, se confere e lhe dá mais moleza ainda, é um desastre quer ao nível profissional, quer ao nível familiar.

Por exemplo, aplicando o conceito de anomia ao nível da saúde sexual, dizia há uns anos um conhecido médico infectologista brasileiro David Uip, director do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo que as coisas acontecem de forma não planeada e meramente institiva, isto é, sem um enquadramento próprio. Segundo, estes especialista, a prevenção das doenças (neste caso das DST) está na educação do impulso e da vontade. Não está na mera informação acerca da prevenção. Dizia este especialista, numa entrevista, “O que determina o comportamento é o impulso”. E vai mais longe “O impulso é maior que o medo”. Por isso, diz ele, “Comportamento você não muda com campanha, com informação. Você tem uma chance com a educação continuada, desde a fase pré-adolescente”. Por isso, remata, A família precisa conversar. Mas trabalhamos muito, temos pouco tempo, o que cria distanciamento. Entendo que é difícil estabelecer uma forma de abordagem. Isso vai muito da maturidade do pai e da mãe, do convívio, da cumplicidade. Essa é a palavra-chave. Primeiro tem que aprender a conversar com o filho. E, antes, tem que aprender a ouvir. O grande truque é saber ouvir o que não está falado. Isso requer um treinamento. Humildade”. Um desafio, diga-se, nem sempre fácil de levar à pratica. .

Contra a (nossa) anomia (e a deles), marchar, marchar, marchar !

Miguel Reis Cunha

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Por vezes, no casamento, voam pratos

 
 
O Papa Francisco, na audiência de hoje (dia 2-4-2014)  indicou que “é verdade que na vida matrimonial há tantas dificuldades, tantas; seja o trabalho, seja que o dinheiro não basta, seja que as crianças tenham problemas. Tantas dificuldades. E tantas vezes o marido e a mulher se tornam um pouco nervosos e discutem entre si. Discutem, é assim, sempre se briga no matrimônio”.

“Mas também, algumas vezes voam até os pratos. Mas não devemos ficar tristes por isto, a condição humana é assim. E o segredo é que o amor é mais forte que o momento no qual se discute”.

Segundo informou a Rádio Vaticana, Francisco assinalou que “por isto eu aconselho aos esposos sempre: não terminem um dia no qual tenham discutido sem fazer as pazes. Sempre! E para fazer as pazes não é necessário chamar as Nações Unidas, que venham pra casa fazer a paz. É suficiente um pequeno gesto, um carinho, um olá! E amanhã! E amanhã se começa uma outra vez. E esta é a vida, levá-la adiante assim, levá-la adiante com a coragem de querer vivê-la juntos. E isto é grande, é belo!”.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

O fósforo e a gasolina

 

O fósforo e a gasolina

JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN 2014.03.31

Os antigos eram excelentes sociólogos. Os nossos esforços para abandonar os seus ensinamentos apenas serviram para manifestar a sua sabedoria.
Há umas décadas a cultura ocidental, após ter tentado nos séculos anteriores revolucionar religião, política e economia, decidiu abalar a família. A ordem tradicional foi declarada um tabu tacanho e irracional impondo-se, em vez dela, como novidade a libertinagem mais total. Foi formulado um axioma sensual, decretando o prazer venéreo como supremo e absoluto. Cada um faz o que quer e a única regra é a falta dela.
Este fenómeno é estranho a vários níveis. Primeiro porque progresso e técnica pouco ou nada influíram neste campo. O que vem proposto como modernidade são realmente práticas arcaicas. Depois porque a justificação básica é o princípio de "os outros não terem nada" com a nossa vida pessoal. Ora é evidente que isso é precisamente algo em que outros têm muito a ver. Desequilíbrio e ruptura familiar, instabilidade educacional, solidão, depressão e abandono têm consequências muito mais devastadoras do que o comércio, trânsito, poluição ou tabaco, onde a nossa sociedade livre impõe moralismos totalitários e indiscutíveis.
A origem desta tentativa é fácil de entender. Fascinado com as maravilhas da técnica, a humanidade sente-se livre para abandonar velhas regras de comportamento, em geral com atrozes consequências. O progresso trouxe a terrível ilusão de mudanças na natureza humana. Os horrores da Revolução Francesa, União Soviética, etc. resultaram do esquecimento da estrutura social natural. Também a crise financeira global ou os desastres de automóvel vêm do descuido de velhos princípios de prudência. Nada se compara, porém, com o arrasador mito libertino contemporâneo.
Os nossos antepassados sabiam que, dentro de si, o ser humano permanece sempre igual. Apesar do progresso, continuamos a nascer da única forma possível, a respirar igual, comer e andar do mesmo modo, crescendo, amadurecendo, envelhecendo ao ritmo de sempre e, acima de tudo, acabamos morrendo. A evolução técnica é grande mas sempre ressurge a pergunta: "Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?" (Mt 6, 27).
Por isso todas as épocas e culturas rodearam a vida pessoal, o aspecto mais íntimo e decisivo, de muitos princípios e regras. Casamento, procriação, cópula, educação, velhice, herança, são temas fortemente definidos pelo núcleo central de todas as culturas. Até nas tribos selvagens é nas normas familiares que se encontra o mais elevado nível civilizacional. Essas regras sempre sofreram múltiplas rupturas, evoluções, contrastes e conflitos, mas é inegável a sua existência e preponderância. Os motivos sempre foram óbvios: em campo tão delicado e decisivo, os desvios, mesmo pequenos, teriam sempre consequências terríveis. Durante milénios esses temores eram apenas imaginários, porque ninguém o tentara. Hoje tentámos, e vimos que eles tinham razão.
Os resultados da nossa experiência libertina são há muito evidentes. Explosão de divórcios e violência familiar, queda catastrófica da natalidade, patologias mentais, sobretudo infantis, pornografia, degradação da mulher, insucesso escolar, marginalidade, droga, exclusão, vício, miséria, suicídio. Da rejeição dos modelos anteriores resultou precisamente aquilo que os nossos antepassados previam. Se lhes tivéssemos perguntado por que razão impunham tantas regras, por vezes asfixiantes, eles certamente responderiam que era para evitar aquilo mesmo em que a nossa sociedade caiu logo que as abandonou.
A cegueira ideológica ainda nega a evidência, encontrando justificações variadas e falaciosas. O Estado insiste nos supostos "avanços familiares", interferindo com políticas sociais nos âmbitos mais íntimos. O propósito supremo é proteger desesperadamente o precioso postulado lascivo. Pode dizer-se que nisto o nosso tempo confirma o famoso epitáfio irónico: "Aqui jaz o homem que foi com um fósforo ver se havia gasolina no tanque. E havia."

domingo, 30 de Março de 2014

Textos de Fevereiro e Março da rubrica Algarve pela Vida na Rádio Costa D'Oiro



Dia 28 de Janeiro 2014- Terça Feira

 

A maior tristeza de um paciente moribundo é o fim das suas relações e responsabilidades.

Vivemos em interação com os outros, e à medida que a fraqueza invasora leva à mudança das nossas funções, à medida que o assalariado já não pode trabalhar ou a dona de casa tem de passar as suas atividades de cuidado da família a outros, é difícil não nos sentirmos inúteis e humilhados.

A família aproveita, muitas vezes e prontamente, a oportunidade de saldar dívidas de amor e cuidados, mas não é fácil ser continuamente a causa da preocupação das outras pessoas, e, por isso, este processo de cuidados deve ser feito com sensibilidade.

Pode-se aproveitar este tempo para curar amarguras e para promover reconciliações, o que, como em qualquer tempo de crise, pode acontecer surpreendentemente depressa. Só assim se dá valor à intensidade do tempo vivido.

Ou como dizia alguém («Vivemos uma vida inteira em três semanas.»

 

 

 

Dia 28 de Janeiro de 2014- Quarta Feira

 

Todos nós precisamos de sentido nas nossas vidas e parece, a princípio, que enfrentamos a perda deste, quando enfrentamos a morte.

A maioria das pessoas pensa sobre si própria através daquilo que fez, ao longo das suas vidas, e isso ajuda-as a perceber o seu lugar no mundo

Enfrentar a morte é enfrentar a vida, e aceitar uma é aprender muito acerca da outra.

Aproveitar o tempo e estar prevenido sempre e em todo o momento.

Aprender a chegar para estar sempre pronto a, se necessário, poder partir.

 

Dia 29 de Janeiro de 2013- Quinta Feira

 

Um fisioterapeuta do Algarve abriu em Faro um centro de reabilitação intensiva para crianças com lesões e doenças graves e tem em curso uma campanha na Internet para angariar verbas para um fundo que ajude a pagar os tratamentos.

O centro abriu em junho deste ano e está a receber crianças de vários pontos do país e até do estrangeiro, como Tóquio ou Londres .

O mentor do projeto, Mário Afonso, explicou que decidiu abrir o centro em Faro também para ajudar a sobrinha de quatro anos que sofre de paralisia cerebral e agora dedica-se a ajudar as crianças através da fisioterapia, mas também através da recolha de donativos para um fundo social.

Para ajudar as crianças, os interessados podem ir à página da Internet no facebook rehab.4.life

 

 

 

Dia 30 de Janeiro de 2014- Sexta Feira

 

Como diz José Luis Martins, há quem nunca ceda à tentação suprema de considerar tudo absurdo e a felicidade impossível, há quem nunca desista de aceitar que tudo tem sentido

São muitos os que querem conhecer as modas para nunca se afastar do caminho da multidão, entram no comboio só por ver os outros a fazê-lo... mas há também quem escolha fazer um caminho por onde nunca ninguém foi...

Há quem finja amar com medo da solidão e quem viva na verdadeira solidão com medo do amor... há quem tema tudo... e quem ame sem medo de nada.

No amor, há quem encontre o sentido último da existência.

Por amor, há quem entregue a própria vida 

 

  

Dia 3 de Fevereiro de 2014- Segunda Feira

 

Se a relação com a mãe é essencial nos primeiros anos de vida, é também essencial a relação com o pai, para que a criança e o jovem se diferenciem da mãe e assim cresçam como pessoas autónomas.

Não bastam os afetos para crescer: são necessárias regras e autoridade, o que é acentuado pelo papel do pai.

Num contexto em que se discute a legalização da adoção por homossexuais, não é supérfluo sublinhar a importância dos papéis insubstituíveis e complementares da mãe e do pai na educação das crianças e dos jovens: são papéis.

 

 

Dia 4 de Fevereiro de 2014- Terça Feira

 

Sentes-te em baixo?

Talvez te sintas assim porque, apesar de todos os teus esforços e das boas intenções, estarás sempre a cometer os mesmos erros.

Quantas vezes prometeste que mudarias para, logo depois, te aperceberes de que nada ou pouco mudou em ti!

Não vale a pena mascarares-te de indiferença ou de superioridade; não adianta esconderes-te numa hiperatividade incessante e desatinada para manter distante o vazio interior.

Um vazio que leva à autodestruição e à vontade de fazer mal a ti próprio.

E tudo isto pode acontecer porque não tens poder sobre ti.

Aprender a ter paciência contigo, com os outros e com as coisas. Eis o segredo

 

 

Dia 5 de Fevereiro de 2014- Quarta Feira

 

Precisamos de considerar que a vida não é bonita nem feia, nem clara nem escura, mas um alegre claro-escuro.

Enquanto as pessoas continuarem a ouvir quem as leva a acreditar que o sofrimento e a morte não são evidências que lhe digam respeito, nunca conhecerão a sua verdadeira humanidade.

O sofrimento e a morte fazem parte da vida.

A pessoa que aceita a sua mortalidade, a sua fraqueza, é ativa, aberta às mudanças; é vital, verdadeiramente otimista e com uma autoestima sadia.

Consegue transformar as situações porque conseguiu transformar  e sublimar a sua debilidade.

 

 

Dia 6 de Fevereiro de 2014- Quinta Feira

 

Diz Miguel Esteves Cardoso:

Começar é fácil.

Acabar é mais fácil ainda.

Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor.

O coração humano vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração.

A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.

É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores.

Criadores não nos faltam.

Chefes não nos faltam.

Faltam-nos continuadores.

Faltam-nos tenentes.

Os verdadeiros heróis são os guardiões

 

 

 

Dia 7 de Fevereiro de 2014- Sexta Feira

 

Como diz Miguel Esteves Cardoso, qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão.

O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas — sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades — é o que distingue os seres humanos.

Qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso.

As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer.

 

Dia 10 de Fevereiro de 2013- Segunda Feira

 

Pergunta Miguel Esteves Cardoso “Haverá verbo mais bonito do que «salvaguardar»?

E responde: “É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora.

O que é difícil é ficar.

Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade.

Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem.

Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe.

Criar é fácil.

As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.”



 
Dia 11 de Fevereiro 2014- Terça Feira
 
      Sabia que mais do que o estrato social em que se inserem as crianças, os hábitos de leitura em casa é que influenciam no rendimento escolar? Este estudo foi levado a cabo por uma universidade em Londres onde se estudaram as notas obtidas por vários alunos de diferentes estratos sociais e com diferentes hábitos de leitura.
     O entusiasmo e a frequência com que uma criança lê aos 5, 6 e 10 anos influencia as notas obtidas em ortografia, gramática e mesmo matemática.
O cérebro desenvolve várias capacidades ao ler, como a atenção, a retenção e assimilação de nova informação daí que ajude também na matemática.
  É bom portanto fomentar hábitos de leitura desde cedo. Comece por ler histórias aos seus filhos antes de se deitarem por exemplo. Deixe-os descobrir o prazer de ler um livro sozinhos mal aprendam a ler na escola.
  Mais do que a origem social, são os hábitos de leitura que vão influenciar o futuro do seu filho.
 
 
Dia 12 de Fevereiro de 2014- Quarta Feira
 
   Como é sabido estamos a viver uma época de pleno inverno demográfico. Os casais não têm filhos em número suficiente para repor as gerações, cuidar dos idosos no futuro e garantir a estabilidade da economia. Até mesmo, nalguns países pode pôr se em causa a sobrevivência da espécie.
  Na China outro problema surge: há mais 3 milhões de rapazes/homens do que mulheres. Daí que agora até estejam a alterar a política de controlo da natalidade permitindo aos casais um segundo filho.
  Temos de nos convencer que a crise económica que se vive não é apenas económica. É uma crise de natalidade, uma crise social, uma crise de identidade.
  Tudo é posto em causa e tudo é permitido. Uma das soluções para a crise e sobretudo para a crise de gerações futuras é apostar nas políticas de natalidade.
  Nada realiza e torna o ser humano mais feliz do que a maternidade/paternidade pois é precisamente dando-nos a alguém com um amor incondicional e que não espera retribuição que somos verdadeiramente felizes.
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 13 de Fevereiro de 2013- Quinta Feira
 
    Se gosta de cinema, a sugestão desta semana vai para o filme “ A rapariga que roubava livros”.
  Filme passado na Alemanha durante a segunda guerra mundial e com Hitler no poder. O filme retrata a vida de uma adolescente Liesel cuja mãe está no campo de concentração nazi pelos seus ideais políticos e é adotada por um casal sem filhos.
  Liesel perde também seu irmão e é no meio deste sofrimento pessoal mais o do mundo em guerra ao redor de si que Liesel, analfabeta, descobre o gosto pela leitura, de ouvir, ler e contar histórias.
  Um filme comovente mas de onde se pode aprender muito, especialmente em tempos de crise como a que vivemos, onde realmente podemos dar graças por tanta coisa boa que temos e nem imaginamos o real sofrimentos de quem viveu numa época de guerra mundial.
 
 
 
 
Dia 14 de Fevereiro de 2014- Sexta Feira
 
  14 de Fevereiro dia dos namorados ou de S Valentim.
 Porque não deixar os filhos com os avós e fazer um jantar romântico a dois? Ou mesmo, com os filhos por perto, que tal um jantar diferente em família, mesmo em casa porque não, mas à luz de velas?
 Muitos casamentos acabam porque se perde esta chama, deixa-se apagar a paixºao de adolescência e com as dificuldades da vida e o dia a dia, esquecemos que temos alguém à espera de ser conquistado todos os dias.
  Quer já esteja casado há muitos anos, ou recém casado, há pormenores de delicadeza, de amor que nunca estão fora de moda. Há que namorar a vida toda. Esse é o segredo para manter a chama acesa em qualquer relação. Não tome a relação como ganha, e conquistada. Surpreender todos os dias com um pequeno pormenor faz toda a diferença.
  Namore a vida toda, conquiste e reconquiste o outro, mostre que continua a ser única/único para ele/ela.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 17 de Fevereiro de 2014- Segunda Feira
 
    O assunto da co-adoção ainda está aceso. A haver um referendo temos todos de votar “Não”. Não porque a adoção nem sequer é um direito! A adoção surge como consequência e solução para o drama das crianças abandonadas. Não se trata de um novo direito adquirido pelos pais, ou por um casal homossexual. A adoção é a resposta a um problema.
A questão da co-adoção nem se deveria colocar portanto. Não se deveria colocar porque não é um direito de ninguém.
 Além de que, com a co-adoção , a criança perde os vínculos com a família biológica!
 Se um pai se separar da mãe para ir viver com um parceiro,a criança passa a ser considerada filha do pai e do parceiro/companheiro deste! Isto é absolutamente aberrante! O que acontece com os avós maternos, com os primos maternos, com a família verdadeira?
 E se os dois pais se separam? A criança passa a ter de passar um fim de semana com o pai e outro fim de semana com o padastro.
  Que drama e trauma para a criança! Que confusão de situações que nem se podem chamar de família! Vamos votar “Não” e defender a VIDA e a FAMÍLIA com letras maíusculas
 
 
 
Dia 18 de Fevereiro de 2014- Terça Feira
 
  Hoje em dia assiste-se a um crescendo número de divórcios. Será assim tao difícil manter um casamento? Uma fase muito importante fundamental para que o casamento dure é a fase de namoro.
  O namoro é isso mesmo: ver se a pessoa com quem namoramos dará um bom pai/mãe de família, bom amigo/amiga, com bons princípios. É importante conhecer bem a pessoa com quem pensamos viver o futuro.
 Claro que surpresas acontecem sempre, e se nem a nós mesmos nos conhecemos bem pois temos atitudes que nunca sonhávamos ter, quanto mais no outro.
 Momentos de altos e baixos também estarão sempre presentes, mas sobretudo temos de ter a certeza que todas as fases boas e menos boas valem a pena ser ultrapassadas e vividas com aquela pessoa e não outra.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 19 de Fevereiro de 2013- Quarta Feira
 
   Há momentos difíceis na vida, no dia a dia, em que só apetece desistir, largar tudo, mudar de vida radicalmente.
  Calma. Deixe passar o tempo. Olhando para trás já se tem outra perspetiva das cosas e dos acontecimentos e até somos capazes de reconhecer que tal situação que parecia insuperável nos ajudou a crescer. Vale a pena perseverar. Não desistir. Não desistir da vida, de um casamento, de dar bom exemplo, de manter a ética e bons princípios quando parece que já mais ninguém os tem.
  Está tão de moda o coaching empresarial, pois use os métodos de coaching consigo próprio. Perseverança, luta, otimismo, pensamento positivo em que tudo se resolve e quem que é capaz.
 
 
Dia 20 de Fevereiro de 2014- Quinta Feira
 
  Estabelecer prioridades pode por vezes ser difícil, mas temos de ter ideia clara do rumo que queremos tomar.
  Deve viver-se a ordem, não só material em termos de arrumação, mas e sobretudo no dia a dia entre os mil afazeres diários.
  Não se esqueça que em primeiro lugar está sempre a família.
  O trabalho é um meio e não um fim. Deve trabalhar-se para viver e não viver para trabalhar.
  Hoje em dia assiste-se a uma nova escravatura. A do trabalho fora de horas, a ideia de termos de estar sempre ligados, sempre disponíveis, o já e o agora. Tudo é urgente. Não é verdade! Não temos de estar sempre disponíveis! Claro que temos de trabalhar, mas com conta peso e medida. Há que reverter os parâmetros e as prioridades sem medos!
 
 
 
 
Dia 21 de Fevereiro de 2014- Sexta Feira
 
   Na era da globalização, das redes sociais, do virtual.. o que é real?
   As amizades virtuais, de facebook não podem deixar lugar à amizade real e concreta com uma pessoa que esteja verdadeiramente a nosso lado.
  Em vez de estarmos sempre ligados, porque não nos desligamos e não saímos à rua para tomar um café e conversar cara a cara com quem de facto gostamos de estar?
  Nada se compara a uma conversa e confidência de tu a tu, real, tangível e palpável.       Nada substitui uma boa gargalhada junto de amigos reais, num local real.
  E quando sair, para quê estar mais preocupado em tirar fotos para partilhar no facebook com locais e pratos de comida? Preocupe-se e dê atenção à pessoa que tem a seu lado como se nada mais importasse naquele momento.
 O mesmo em relação aos filhos e marido. Em vez de estarmos preocupados em tirar fotos e gravar, filmar todos os pormenores, viva esses mesmos pormenores.
 
 
 
Dia 24 de Fevereiro de 2013- Segunda Feira
 
    São cada vez mais os lares monoparentais. O problema é que o futuro da sociedade está a ficar comprometido.
 Para o bom desenvolvimento de qualquer criança é fundamental ter o pai e a mãe por perto, em bom clima. Se a criança assistir a momentos de maior tensão também não lhe fará mal nenhum, contando que a seguir veja também como os pais se perdoam mutuamente e recomeçam a luta.
  Os divórcios e a desestruturação familiar influenciam negativamente qualquer criança, aumenta o insucesso escolar, torna a criança mais vulnerável, com menos autoestima e com receios em relação ao futuro, desconfiada das pessoas.
  É importante reverter esta tendência do divórcio fácil à mínima dificuldade.
  As crianças precisam da influência e presença do pai e da mãe. Precisam de referências masculinas e não apenas femininas.


  
Dia 25 de Fevereiro 2014- Terça Feira
 
A recente aprovação de uma lei na Bélgica que permite que os pais matem os seus filhos, desde que estes estejam com alguma doença terminal não pode ser deixado de se considerar como um terrível retrocesso civilizacional, e uma perigosa descida para o abismo da frieza mortal
A frieza do racionalismo pode ter as suas razões para um tal passo; mas nada que o bom-senso, e a decência, não nos obrigue a desmontar como uma manifesta forma de egoísmo e, claro, um ataque à inviolabilidade da vida humana a um nível que nenhuma sociedade humana, consciente dos seus próprios valores, alguma vez deveria tolerar.
O que vemos é a Europa, cada vez obcecada com a frieza do seu racionalismo desprovido de afecto, que resvala para o seu lado pior: o do pragmatismo sem razão humana profunda.
Rasgam-se as vestes pelo abatimento de uma girafa na Dinamarca e depois aplaude-se o aborto e a eutanásia de crianças.
Triste ironia.
 
 
Dia 26 de Fevereiro de 2014- Quarta Feira
 
Diz o Papa Francisco, na sua exortação apostólica
“Não é possível que a morte por enregelamento dum idoso sem abrigo não seja notícia, enquanto o é a descida de dois pontos na Bolsa. Isto é exclusão. Não se pode tolerar mais o facto de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isto é desigualdade social.
Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. (…)
O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. Assim teve início a cultura do «descartável», que aliás chega a ser promovida”.
 
Dia 27 de Fevereiro de 2013- Quinta Feira
 
Diz ainda o Papa Francisco, na sua exortação apostólica “Evangelii Gaudium”
“(…). desenvolveu-se uma globalização da indiferença.
Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe.
A cultura do bem-estar anestesia-nos, a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espectáculo que não nos incomoda de forma alguma.”
 
 
Dia 28 de Fevereiro de 2014- Sexta Feira
 
Os deputados franceses aprovaram, há pouco tempo atrás, a penalização de clientes de pessoas que praticam a prostituição.
A lei prevê a punição da compra de actos sexuais com uma multa de 1500 euros que, em caso de reincidência passa a 2.750 euros “com o objectivo de pedagogia e dissuasão, gradual e progressiva”.
Em alternativa, a lei prevê que o infractor frequente “um estágio de sensibilização sobre a luta contra a compra de actos sexuais”.
Também aprovado foi um pacote de medidas de acompanhamento social para aquelas pessoas que quiserem deixar a prostituição ou legalizar a sua situação em França.
Esta lei inspirou-se no exemplo Sueco onde os clientes são penalizados desde 1999, o que conduziu a uma redução, em 10 anos, de metade da prostituição de rua.
Para os deputados que aprovarem esta lei “A prostituição é uma violência feita às mulheres” que, por isso, deve ser desincentivada e combatida.
Uma boa ideia que devia ser seguida em Portugal.
  
Dia 3 de Março de 2014- Segunda Feira
 
Quando os pais, confundindo felicidade com bem-estar, centram os seus esforços em procurar que os filhos tenham tudo, que tenham todas as comodidades e que não sofram nenhuma contradição, esquecem-se de que a luta e o esforço são imprescindíveis para crescer, para amadurecer, para se apropriar da existência pessoal e dirigi-la com liberdade, sem sucumbir acriticamente a qualquer influência externa.
Amar bem os filhos é pô-los em situação de alcançar domínio sobre si mesmos; fazer deles pessoas livres. Para isso, é inegável a necessidade de fixar limites e impor regras, que sejam não só cumpridas pelos filhos, mas também pelos pais.
Educar é também propor virtudes: abnegação, laboriosidade, lealdade, sinceridade, limpeza..., apresentando-as de forma atrativa, mas ao mesmo tempo, sem baixar a sua exigência.
E, sobretudo, é necessário fomentar a auto-exigência, a luta; uma auto-exigência que não se deve apresentar como um fim em si própria, mas como um meio para aprender a atuar retamente com independência dos pais.
 
 
Dia 4 de Março de 2014- Terça Feira
 
Amadurecer exige sair de si próprio, e isto envolve sacrifícios.
A criança, ao princípio, está centrada no seu mundo; cresce na medida em que compreende que não é ele o centro do universo, quando começa a abrir-se à realidade e aos outros.
O afã de aplanar o caminho aos filhos, para impedir o mínimo tropeço, longe de lhes causar um bem, debilita-os e incapacita-os para enfrentar as dificuldades que encontrarão na universidade, no trabalho ou na relação com os outros. Só se aprende a superar obstáculos enfrentando-os.
Não há nenhuma necessidade de que os filhos possuam tudo, nem de que o possuam logo cedendo aos seus caprichos.
Pelo contrário, devem aprender a renunciar e a esperar.
Não é verdade que na vida há muitas coisas que podem esperar e outras que necessariamente devem esperar?
Dia 5 de Março de 2014- Quarta Feira
 
É conveniente que os pais proporcionem aos filhos a oportunidade de tomar decisões e assumir as respetivas consequências, de modo que possam resolver os seus pequenos problemas com esforço.
Em geral, convém promover situações que favoreçam a sua autonomia pessoal, objetivo prioritário de qualquer tarefa educativa.
Ao mesmo tempo, há que ter em conta que essa autonomia deve ser proporcional à sua capacidade para a exercer.
Não teria sentido dotá-los de meios económicos ou materiais que não sabem ainda empregar com prudência; nem deixá-los sozinhos diante do televisor ou a navegar na internet; como também não seria lógico ignorar os conteúdos dos videojogos que têm.
Educar na responsabilidade é a outra face de educar em liberdade.
 
 
Dia 6 de Março de 2014- Quinta Feira
 
Se em vez de ajudar os seus filhos a aceitar um baixo rendimento escolar, os pais aceitam culpar os professores ou a instituição académica, ir-se-á formando  um modo irreal de enfrentarem a vida:
- o bem viria sempre dos filhos, o mal seria sempre causado por alguém ou algo de fora.
A autoridade dos pais depende muito do carinho efetivo que os filhos sentem.
Sentem-se verdadeiramente queridos quando ordinariamente se lhes presta atenção e interesse, e quando vêem que se faz o possível por lhes dedicar tempo.
As crianças, os adolescentes e os jovens necessitam de falar sem medo com os pais.
O segredo costuma estar na confiança.
 
 
Dia 7 de Março de 2014- Sexta Feira
 
Diz o poeta inglês, prémio nobel da literatura, Rudyard Kipling, o seguinte:
Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando os outros os perdem, e te acusam disso,
Se és capaz de confiar em ti, quando de ti duvidam (…)
Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine,
E pensar, sem reduzir o pensamento a vício, (…)
Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira
E construí-lo outra vez com ferramentas gastas (…)
Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos
E fazê-los servir se já quase não servem,
Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,
A não ser a vontade que diz: Enfrenta!
Se podes preencher todo o minuto que passa
Com sessenta segundos de tarefa acertada,
Se assim fores, meu filho, a Terra será tua, (..)
Mas (ainda melhor que tudo isto)
Se assim fores, serás um HOMEM.


 
Dia 10 de Março de 2013- Segunda Feira
 
Escreveu Henrique Raposo no semanário “ Expresso”.
É uma cena que se repete vezes sem conta, no consultório, na rua, no café, no jardim:
- o pai a desautorizar a mãe que acabou de ralhar com o menino, a mãe a anular a ordem que o pai acabou de dar, pais a discutir a educação dos filhos à frente dos filhos, ou seja, os meninos não recebem uma educação, assistem a um workshop.
O pai deve secundar as ordens da mãe, mesmo quando não concorda com elas, porque o importante é não desautorizar a mãe à frente do filho.
Até pode achar que uma ida ao parque não faz mal, mas, se a mãe já disse que não, o pai tem de manter essenão. Sem esta renúncia, sem esta humildade, não há educação que resista e a vida em família transforma-se num inferno. 
Ter um filho exige a presença do nós,isto é, do casal, pai e mãe.
 
Dia 11 de Março de 2014- Terça Feira
 
Poema do Menino Jesus, por Fernando Pessoa.
Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva (…)

Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural. (…)

A mim, Ele ensinou-me tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas.

Ele aponta-me todas as cores que há nas flores e mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua casa.

Deita-me na tua cama.
Despe o meu ser, cansado e humano.
Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar.
 
 
Dia 12 de Março de 2014- Quarta Feira
 
Casamento e vida familiar dão-nos constantes oportunidades para nos negarmos a nós mesmos pelo bem de outros.
Ainda assim, a abnegação não é uma máscara de desprezo por si próprio, mas o meio necessário para alcançar o autodomínio;
O autodomínio, dentro do casamento, torna possível a nossa entrega ao outro e a nossa própria realização pessoal.
O mal não é querer demais, mas aceitarmos muito pouco,
É saber dar a outra face e ouvir sem dar má resposta, ainda que isso afecte o nosso orgulho.
O mal está em ficarmos pelo contentamento de nós próprios em vez de nos sentirmos preenchidos em entrega total ao outro que fortalece e frutifica o casamento e a relação a dois.
 
 
Dia 13 de Março de 2014- Quinta Feira
 
Escreve Inês Teotónio Pereira
“São raros os filhos que acatam uma ordem sem discussão, sem debate, nem polémica ou mesmo sem birra. (…)
Um filho, por princípio, não obedece aos pais.
No final do dia até pode ceder, depois de muito desgaste, algumas ameaças e uma ou outra palmada, mas o caminho que se tem de fazer para chegar a este estado de obediência é no mínimo desgastante.
A única forma de aliviar a tensão, de tornar este processo de exercício de autoridade possível, eficaz, moderado e consistente é escolher bem as ordens que se dá e resistir ao cansaço, ser firme.
Devemos ser criteriosos e justos na selecção das ordens para conquistarmos alguma credibilidade como agentes da autoridade. Se abusamos da nossa autoridade, temos o mesmo destino que qualquer líder totalitário: o uso da força. “
 
 
Dia 14 de Março de 2014- Sexta Feira
 
«Acabou!»
Com essa breve observação, muitas pessoas descrevem o final de seu casamento.
Em que lugar foram enterrados os sorrisos do dia do casamento e as promessas de fidelidade «até que a morte nos separe»?
Nenhum casamento termina “de repente”. Especialistas constatam que, normalmente, o caminho da desintegração tem quatro etapas, em que cada uma prepara a seguinte.
Na primeira, começam a surgir comentários negativos, do tipo «estás cada vez mais insuportável!». Para evitar este ponto, é preciso cultivar o diálogo com a capacidade de se colocar no lugar do outro lado.
Na segunda etapa, cresce o desprezo pelo outro. O importante é sair vencedor.
Só se supera essa fase quando ao menos um dos dois aceita não ver o outro como um inimigo e passa a acreditar que não precisa provar que é o mais forte.
Na terceira etapa, ninguém mais escuta ninguém. Acabou-se a comunicação e só se consegue cortar essa situação com a disposição de prestar atenção a ele, demonstrando que é importante.
Na quarta etapa, um dos dois passa a ficar em silêncio, talvez até com o desejo de não piorar a situação. É preciso, sim, deixar claro que se está a escutar o outro.
Só assim se salvam as crises que naturalmente acontecem em todos os casamentos.
 
Dia 17 de Março de 2013- Segunda Feira 
 
Em certa ocasião, um pai de família começou uma conferência com a seguinte pergunta: «Sabem qual é a primeira escola que os filhos devem ter?». As respostas foram muito variadas: um infantário, uma creche, um jardim-escola.
«Nada disso» ― respondeu o conferencista. «A minha experiência de pai de uma família numerosa é que a primeira e fundamental escola dos filhos é o amor entre os pais.
Se há amor entre o pai e a mãe ― amor que se manifesta em detalhes de espírito de serviço todos os dias ― a atmosfera que os filhos respiram é de entrega e de generosidade.
E o amor manifesta-se ― entre outras coisas ― na dedicação de tempo tanto ao cônjuge como aos filhos.
O amor entre os pais são as raízes que fazem florescer a árvore que são os filhos.

 
Dia 18 de Março 2014- Terça Feira
 
  Felizmente uma batalha ganha! A lei da co-adoção por casais de homossexuais foi chumbada!
  Afinal ainda há esperança de conseguir mudar um pouco do mundo que nos rodeia.
  Apesar de tanto ataque à família e de tantas medidas anti natalista e anti família, felizmente vingou o bom senso.
  Não baixemos os braços! Continuemos a rezar pela família e a lutar pela Vida! Todos podemos ajudar, nem que seja só com a oração.
  Há verdades irrefutáveis e caminhos que não devemos deixar de percorrer. Um deles é este de defender o valor indiscutível da família natural composta por pai e mãe e o bem dos filhos.
 
      
Dia 19 de Março de 2014- Quarta Feira
 
   Hoje não podíamos deixar que a nossa palavra fosse para os pais.
   Para todos os pais, os filhos são o seu orgulho. E para todos os filhos, os pais são os seus heróis.
  Faça verdadeiramente parte da vida do seu filho. Interesse-se pelos seus problemas, veja-os à escala dele enquanto criança, adolescente ou até mesmo já adulto.
  Saia hoje mais cedo do trabalho para estar mais tempo com os seus filhos, para que os seus filhos possam “gozar” da companhia do pai no dia de hoje.
  Não seja como esses pais dos filmes americanos que nunca estão presentes, que nunca têm tempo nem para assistir às festas da escola. Seja diferente! Se está na moda chegar tarde a casa, sair tarde do trabalho, pois seja diferente! Fuja à moda!
 Um bom dia do pai para todos os pais!
 
 
 
Dia 20 de Março de 2013- Quinta Feira
 
    A primavera está a chegar. Com ela, a cor, as flores, o bom tempo, a alegria.
    A alegria tem de estar sempre presente nas nossas vidas.
    Mesmo que haja dificuldades, e há-as sempre. Podemos estar alegres no meio das adversidades e das dificuldades.
   É importante não nos deixarmos levar pelas preocupações e contrariedades. A tristeza influencia negativamente e afasta os outros de nós. Que seja primavera na sua casa, à sua volta! Irradie alegria à sua volta!
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 21 de Março de 2014- Sexta Feira
 
  A foto premiada pela World Press Photo, prémio para a melhor fotojornalística, de 2013 foi para o fotógrafo americano John Stanmeyer. A foto foi tirada numa praia em Djibuti, de noite. Nela vêem-se alguns emigrantes a apontar os seus telemóveis para o ar, com a lua por trás, a tentar captar sinal de rede para, podemos dizer ou deduzir, conseguirem comunicar com os seus familiares.
 A emigração é na maioria das vezes uma fuga e uma tentativa de se encontrar uma vida melhor num país distante.
 Para quem não emigra, há a esperança que não deve morrer, que uma vida melhor se consegue no sítio onde estamos a fazer o que sempre fizemos. Basta olhar a vida com outros olhos.
 
 
 
Dia 24 de Março de 2014- Segunda Feira
 
  Em Portugal o número de famílias numerosas tem vindo a reduzir-se. É considerada família numerosa, uma família constituída pelos pais e 3 ou mais filhos.
  O terceiro filho está na mira e na vontade de muitos mas muitas vezes trata-se de uma barreira psicológica difícil de ultrapassar. Há quem considere os pais de uma família numerosa como loucos ou como valentes.
  É certo que a idade média da maternidade tem vindo a aumentar o que faz por si só reduzir o número de nascimentos.
  No entanto, ouvindo os testemunhos de muitos dos casais com três filhos, é comum a todos, a opinião que vale a pena e não é assim tão difícil. Pelo contrário, acabaram-se as preocupações excessivas do primeiro filho, os cuidados e mimos excessivos e as crianças habituam-se a partilhar e têm companhia para brincar.
 
 
 
Dia 25 de Março de 2014- Terça Feira
 
   Neste dia faz 30 anos que João Paulo II consagrou o mundo inteiro a Nossa Senhora e é o dia da incarnação de Jesus. 9 meses antes do Natal. Rezemos pelas famílias do mundo inteiro.
  Temos de transformar o mundo e gritar em voz alta que os valores da família têm de ser defendidos e a família apoiada.
 É importante que surjam rapidamente políticas de incentivo à natalidade para se vencer este inverno demográfico, são precisos apoios e subsídios para as mães que optem ficar em casa. Ser mãe a tempo inteiro é tao importante! Construir o lar, dar à casa esse ar de família, ter tempo para os filhos, ir buscá-los a horas decentes ao infantário ou ter temo para os acompanhar diariamente nos trabalhos de casa em vez de delegar a um terceiro..
  O trabalho da casa, o cuidado da família estão desvalorizados mas é um trabalho tao digno como outro qualquer mas sem dúvida, mais importante que qualquer outro.
 
 
 
Dia 26 de Março de 2013- Quarta Feira
 
   Os óscares de Hollywood foi uma noite desejada e ansiada por todos. “12 anos escravo” foi considerado o melhor filme e melhor atriz secundária.
 O filme retrata de forma violenta e real a escravatura e o racismo.
 Infelizmente pode-se dizer que hoje de certa forma também se vive na escravatura. Escravatura no trabalho pois hoje cada vez mais se sai mais tarde dos empregos, chega-se a casa fora de horas e sai-se casa muito cedo. Tudo em nome da produtividade e do lucro.
  Perdeu-se o sentido do razoável. Todos temos de trabalhar, mas o trabalho não é tudo. Devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar.
 Há outras prioridades na vida como a família, o descanso, a saúde.
 A produtividade não pode ser medida pelo número de horas que se fica na empresa ou pela hora tardia a que se sai.
 Estabeleça prioridades, trabalhe bem quando tem de trabalhar, mas não se esqueça que há de facto algo mais para além do trabalho.
 
 
Dia 27 de Março de 2014- Quinta Feira
 
  Na ONU, o México defende que a família é peça fundamental para o desenvolvimento económico, para a erradicação da pobreza, para a eliminação da violência, e que na família se ponteciam a educação e a igualdade.
A família é de facto a peça chave da sociedade. Sem família, os homens ficam sem
raízes, sem tradições, sem princípios. Ficam entregue s a si próprios e na maior solidão.
  É na família que encontramos amparo em momentos de dificuldade, é na família que aprendemos a esquecermo-nos de nós e darmo-nos aos outros de forma gratuita, é na família que aprendemos de onde vêm as nossas origens, de onde vem a história de cada um e que se delinea o futuro. É na família que se arende a amar e se descobre o que é ser amado. Sem amor o mundo cai na frieza.
  Há que defender e proteger a família e promover a natalidade. Há que acorder deste inverno demográfico, desta hibernação familiar.
 
 
Dia 28 de Março de 2014- Sexta Feira
 
   O drama do aborto continua a ser real e há histórias completamente horrendas e horripilantes. É o caso de um artigo do “Life Site News” que relata casos de bebés que quando são abortados nascem..vivos! Que horror.. Como agir? O que fazer?
O testemunho das enfermeiras é comovente. Na maioria das vezes em que o bebé que se pretende abortar nasce vivo, simplesmente deixa-se morrer, nalguns casos são transferidos para outro hospital para receberem assistências mas a maioria das vezes acabam por morrer. Que dor horrenda! Que crime tão grande! Que crueldade humana! Há que pôr fim ao aborto! Será que o homem não tem coração e não consegue perceber que se está a transformar em assassino a olhos vistos?
  É preciso defender a vida, viver de amor e com amor. Espalhar amor e não horror à nossa volta.
 
Dia 31 de Março de 2013- Segunda Feira
   
   As crianças até aos dois anos deviam de ser proibidas de mexer em equipamentos eletrónicos e até aos doze o uso dos mesmos deve ser controlado. Esta é a opinião de Cris Rowan, terapeuta pediátrica, conferencista e escritora.
 O cérebro das crianças está em franco desenvolvimento até aos 21 anos, sendo que o grosso do desenvolvimento dá-se nos primeiros anos de vida.
 O uso dos equipamentos eletrónicos, sejam eles tablets, smartphones ou jogo eletrónicos podem causar deficit de atenção, não estimulam a imaginação pois não se imaginam brincadeiras, aparecendo os jogos como feitos. Outro perigo muito importante, é o aumento da ansiedade, falta de controlo , irritação por não se ganhar o jogo e consequentemente birras.
Controle e limite pois o uso dos equipamentos eletrónicos fomentando em contrapartida a estimulação do imaginário tão próprio das crianças.