Canal do You Tube do Algarve pela Vida

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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Empresa incentiva trabalhadoras a engravidar

Uma empresa têxtil de Viseu que está a incentivar as funcionárias a engravidar. "Estar de esperanças" não é motivo de despedimento na Goucam, mas para os novos mães e pais receberem um prémio, um ordenado mínimo nacional, que é entregue no dia do nascimento para criança.

Ângela Castanheira tem 27 anos. Terminou há dois anos o curso de Gestão de Empresas e tomou posse na administração de um grupo têxtil, criado em 1978, pela família. Foi o pai que lhe passou o testemunho de algumas entrevistas de trabalho, que a sensibilizaram.
"Na altura, quando foi para fazer os contratos, uma das entrevistadas virou-se para o presidente da administração, que é o meu pai, e disse: 'Estou grávida', como se aquilo fosse um mal para não ser contratada. O meu pai perguntou-lhe se era uma doença estar grávida e [disse-lhe] que ali não discriminavam as mulheres", recorda.
Ângela Castanheira decidiu lançar um incentivo de natalidade, equivalente a um salário mínimo nacional.
"A medida tornou-se válida desde 1 de Janeiro de 2015 e já foram apoiadas três pessoas, e estão previstas mais sete pessoas para este ano", revela a jovem empresária.
A novidade da iniciativa espalhou-se pelo concelho de Viseu e já há outras entidades que se querem associar. "Duas entidades ou mais que se estão a juntar a nós e que vão apoiar com outros valores. Uma das entidades quer oferecer a primeira consulta de pediatria", explica Ângela Castanheira.
Marlene Santos, 31 anos, trabalha há dez na Goucam. Vai ser mãe pela primeira vez. Ainda não sabe se é menino ou menina, mas já sabe que em Dezembro vai receber uma ajuda extra. "Ajuda bastante em termos monetários, para comprar o enxoval do bebé. Dá mais iniciativa às mulheres", afirma.
A empresa viseense Goucam tem 380 trabalhadores e apenas 20 são homens. Também estes, no caso de irem ser pais, são contemplados com o prémio de natalidade.
No caso de serem gémeos, a empresa garante a atribuição de dois prémios monetários, uma vez que o valor é atribuído pelo número de crianças que vão nascer.
 
Fonte. RR

Partes de bebês abortados são vendidas de forma ilegal nos EUA

Vídeo mostra Diretora da Planned Parenthood negociando partes dos corpos de crianças abortadas. Trata-se de um estudo de jornalismo investigativo de quase 3 anos sobre o tráfico ilegal de órgãos da Planned Parenthood.
 
A Diretora Sênior de Serviços Médicos da Planned Parenthood Federation of America, Dra. Deborah Nucatola, foi flagrada negociando a venda de partes de bebês abortados. A notícia foi divulgada pela Agência LifeNews.
O vídeo foi gravado por meio de câmeras escondidas durante uma negociação na qual os atores estão em um almoço de negócios com a referida Dra. para tratar da compra de órgãos.
Os atores pertencem ao “Center for Medical Progress”, um grupo de jornalistas dedicados a monitorar e elaborar relatórios sobre ética médica e seus avanços, cujos esforços concentram-se com questões de bioéticas contemporâneas que afetam a dignidade humana. O vídeo é o primeiro da série "Capital Humano", um estudo de jornalismo investigativo de quase 3 anos sobre o tráfico ilegal de órgãos pela Planned Parenthood. O chefe do projeto, é David Daleiden que qualifica como “conspiração criminosa” a ação da PPFA. (Conheça mais sobre o “Center for Medical Progress”,clicando aqui).
A Dra. Deborah Nucatola, Diretora Sênior de Serviços Médicos, supervisiona a prática médica em todas as unidades da Planned Parenthood desde 2009 e também treina novos doutores em aborto até 24 semanas. No canal do YouTube do Center for Medical Progress é possível ter acesso ao vídeo completo da negociação (2h de duração), veja aqui. e aqui no Brasil pode-se ver um trecho legendado da conversa através desse link.
O vídeo foi gravado, informa também LifeNews, em junho de 2014 e teve agora, no dia 14 de julho de 2015, suas imagens veiculadas na mídia, na qual a Dra. Deborah Nucatola, em meio à sua refeição feita com naturalidade, revela todos os procedimentos aplicados para obtenção de órgãos de bebês abortados, inclusive citando preços e técnicas para maior aproveitamento das partes que estão sendo almejadas pelos compradores. Dentre elas a “Partial-Birth Abortion” que consiste em uma técnica de aborto com nascimento parcial utilizada nos últimos meses de gravidez, durante a qual é praticado um parto intravaginal parcial do feto vivo, seguido de uma aspiração do conteúdo cerebral antes de completar o parto. Esta prática foi aprovada em 2003 sendo na época rechaçada pela Igreja Católica através de nota do Pontifício Conselho para a Família , cfr aqui. 
Ao referir-se à procura de mercado e como o fazem para atender a demanda, a Dra. relata: "Temos sido muito bons em conseguir coração, pulmão, fígado, porque sabemos que não vamos esmagar essa parte, eu vou esmagar basicamente abaixo, eu vou esmagar acima, e assim ver se eu posso obter tudo intacto.” Os custos dos “espécimes”, como assim a Dra. define, varia  entre US $ 30 e US $ 100.
Apesar de ser uma prática ilegal, pois a lei federal dos EUA proíbe a venda de partes do corpo de bebês abortados punível com até 10 anos de prisão e uma multa de até US $ 500.000, a Dra. revela – segundo a agência LifeNews – que o escritório nacional da Planned Parenthood se preocupa com a sua responsabilidade nestes casos, citando que dispõem de um Departamento Jurídico que orienta não se envolverem nestas prática, mas em seguida revela: "Mas vou dizer-lhe que, por trás de portas fechadas essas conversas estão acontecendo com os filiados.”
Ao final do vídeo a Sra. Cecile Richards, CEO da Planned Parenthood elogia o trabalho da Dra. e como ela tem viabilizado todas as conexões para coleta dos órgãos. “Ela é incrível”, citou Cecile Richards.
A Planned Parenthood emitiu uma nota sobre o vídeo declarando serem falsas as informações e declarando: “Nos cuidados de saúde, os pacientes às vezes querem doar tecidos para investigação científica que pode ajudar a levar a descobertas médicas, tais como tratamentos e curas para doenças graves.”
Troy Newman, presidente da “Operation Rescue” que atua em conjunto com o “Center for Medical Progress” declarou: "As evidências mostram, ainda, que Planned Parenthood tem feito grandes esforços para impedir o público de nunca saber sobre o seu comércio ilícito de órgãos humanos, entendendo que se a notícia vazasse, poderia significar a ruína para esta gigante do aborto".
 
Fonte: Zénit

MÃE COM CANCRO TERMINAL QUER DEIXAR UMA VIDA EM CARTAS À FILHA

As cartas e vídeos são temáticos: uma carta de parabéns pelo primeiro amor, uma de coragem para enfrentar um coração partido, conselhos para o casamento, para o primeiro filho e até dicas na hora de tomar a primeira cerveja.
Heather McManamy, com 35 anos, já tem cartões para todos os pequenos e grandes momentos da vida da filha, Brianna.
Esta mãe do Wisconsin descobriu em 2013 que tinha um cancro da mama em estado avançado. Desde então, a doença ganhou força e Heather McManamy, considerada doente em fase terminal, quer ter a certeza que vai estar presente na vida da filha.
Nos últimos dois anos, o tumor espalhou-se para o fígado e ossos.

Cartas
créditos: Facebook

Com o apoio do marido, Jeff McManamy, a mãe começou a planear tudo para quando não puder estar perto da filha, atualmente com cinco anos.
A caixa cheia de memórias que está a preparar são uma espécie de terapia, conta. "Escrevi-os como se ainda estivesse cá. É reconfortante. Sinto que tenho alguma forma de controlo sobre uma situação que ninguém pode controlar, que ainda posso estar com ela quando morrer", explicou Heather McManamy à CNN.
"A maioria das pessoas morre de um dia para o outro. Recebi a dádiva de ter tempo para me preparar, para fazer o que puder para tornar isso mais fácil para a minha família", comenta.
Fonte: Daqui

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sobre a preocupação com os animais

Pontos 91 e 92 da última encíclica do Papa Francisco "Laudato Si" sobre a relação entre homens e animais.
 
91. Não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo não houver no coração ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos.
É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procur...
a destruir outro ser humano de que não gosta. Isto compromete o sentido da luta pelo meio ambiente. (....).
Tudo está interligado. Por isso, exige-se uma preocupação pelo meio ambiente, unida ao amor sincero pelos seres humanos e a um compromisso constante com os problemas da sociedade.

 92. (...) é verdade também que a indiferença ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aborto clandestino não significa necessariamente aumento de mortalidade das mães

In Portugal, abortion proponents are upset over a new pro-life bill that requires women to receive counseling prior to an abortion and pay for it themselves. In 2007, Portugal lawmakers passed a bill that allowed women to receive state-funded abortions until the 10th week of pregnancy.
 
However, World Magazine reports that the new law requires women to pay up to $55 to have an abortion. Pro-lifers believe the counseling portion of the law is important because women should know all their options before making the irreversible decision to have an abortion.
One pro-abortion lawmaker, Green MP Heloisa Apolonia, said that the law was created to embarrass women who want abortions. She said, “The final session of the legislature was exploited… to humiliate Portuguese women.” Carlos Abreu Amorim, a member of Social Democrats, disagreed and said the changes are “not a question of removing the right to abortion, but to improve the conditions in which women take these difficult decisions.” Currently, the pro-life legislation is awaiting the president’s approval.
Portugal is seen as a pro-life country because of its large Catholic population but abortion activists say that legalizing abortion will make the country better and safer for women. However, studies from the MELISA Institute prove otherwise. In countries where abortion is completely illegal, like Chile and El Salvador, maternal mortality rates are lower than ever.
As LifeNews previously reported, Dr. Elard Koch, the Director of Research of the MELISA Institute says that since Chile banned abortion in 1989, the number of maternal deaths has decreased from 41.3 to 12.7 per 100,000 women. Dr. Koch believes that the data “suggests that support programs directed to vulnerable women can prevent most induced abortions.”
He adds, “The Chilean experience represents a paradox in our times: even under a less permissive abortion legislation, maternal health indicators can be significantly improved by other factors, including a noteworthy reduction in mortality and morbidity associated to abortion.”
Chile is also considered a world leader in maternal health. Dr. Kock explains, “The high quality of Chilean vital statistics indicates these findings are unlikely to be the result of an artifact of the registry system. Rather, a decrease in hospital discharges due to complications from illegal abortion appears to explain virtually all the reduction in hospital discharges due to any type of abortion in Chile during the last decade. Not only are women not seeking abortions outside proper healthcare facilities, the number of women seeking abortions is declining.”
 
Fonte: Lifenews

Não faz sentido ser a favor da natureza mas contra a vida intra-uterina

 
 
"Uma vez que tudo está relacionado, também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto. 

 Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam e que, às vezes, são molestos e inoportunos, quando não se dá protecção a um embrião humano ainda que a sua chegada seja causa de incómodos e dificuldades:
«Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham também outras for
mas de acolhimento úteis à vida social»"

Laudato Si. Ponto 120 Papa Francisco

Estudos provam papel essencia do pai na formação da criança

 
 
Que o amor materno é fundamental para a vida de qualquer criança, não temos qualquer dúvida.
Aliás, em pleno século XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade (quase que exclusiva) da mãe os cuidados com os filhos (é uma criança que faz birra? Que bate no amiguinho? Que vai mal na escola? “A culpa é da mãe”, não é assim que ouvimos comumente por aí?).
Mas como fica o papel do pai nessa história?
Pois um estudo recente mostrou que ele é fundamental na formação da personalidade da criança, e como ela desenvolverá diversas características até a idade adulta.
Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crianças de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando são rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem são apegadas emocionalmente. E quando essa rejeição é do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.
Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crianças e adultos, a rejeição paterna tem essa influência tão marcante porque, em primeiro lugar, é mais comum do que a materna. E também porque a figura do homem é associada a prestígio e poder – ou seja, para a criança, é como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por alguém que todos consideram importante.
 
Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado são as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade.
A boa notícia é que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta.
Fonte: Mil dicas de mãe

domingo, 26 de julho de 2015

Portugal teve a 5ª maior perda de população do mundo

A perda de população em Portugal não surge só no ano passado.
O país surge entre as dez maiores perdas de população entre 2010 e 2014 (-1,7%), segundo o Banco Mundial. “Em Portugal há um declínio da população total devido à baixa fecundidade: os nascimentos são significativamente mais baixos que a mortalidade e o saldo migratório.
O saldo migratório é estimado como negativo neste período: em média, as pessoas estão a sair do país”, explica Kirill Andreev, demógrafo da Divisão de População das Nações Unidas e um dos responsáveis pelas projeções demográficas publicadas pela organização internacional.
A estimativa é que Portugal tenha 7,5 milhões de habitantes em 2100.
E porquê?
“A atual estrutura etária da população e o nível de fecundidade abaixo do nível necessário para a renovação das gerações [2,1 filhos por mulher] puxam a população para baixo”, alerta Andreev.
Maria Filomena Mendes completa o panorama demográfico. “Somos um país em acentuado declínio demográfico, temos uma queda acentuada da natalidade num quadro já anteriormente de declínio, o número de óbitos vem sendo superior ao número de nascimentos e também nos últimos anos a imigração diminuiu enquanto a emigração regista valores imprevisivelmente surpreendentes.”
E o que fazer para inverter a situação?
Para o demógrafo das Nações Unidas, o tempo necessário dependerá do "sucesso do governo português em recuperar a taxa de fecundidade do país para, no mínimo, o nível de renovação das gerações.
O envelhecimento da população continuará a aumentar no futuro, não vejo nenhuma forma de contrabalançar isso.
O governo terá de aumentar a idade da reforma para conseguir assegurar as finanças públicas, a segurança social e o sistema de saúde. A migração não vai ajudar a reverter essa tendência.”
Segundo Maria Filomena Mendes, inverter o saldo negativo da população “é difícil e praticamente impossível no curto prazo”.
Resta, por isso, “criar condições de atração de imigrantes e, simultaneamente, estancar a saída dos emigrantes (jovens, qualificados e em idade de casar e de ter filhos) – ou, aumentar de tal forma a imigração que compense as perdas devidas à emigração e à quebra da natalidade (neste caso, colmatando o défice entre nascimentos e óbitos).”

Fonte: Expresso

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mais uma prova da promiscuidade congénita dos gays

 
 
"Mais de metade dos participantes admitiu ter tido sexo com parceiros ocasionais no último ano e, neste tipo de relações, cerca de um terço não usou preservativo. A agravar, entre os que disseram ter utilizado este tipo de protecção, 85,6% admitiram não o ter feito de forma correcta.
Mesmo no contexto de uma relação estável, 16% afirmaram ter praticado penetração anal não protegida com parceiros que não sabiam se estavam infectados. Além disso, 82% reconheciam ter frequentado, nas últimas quatro semanas, “lugares de engate” onde homens se encontram para ter sexo.
Mas não é só a exposição ao VIH que preocupa os investigadores. Cerca de 30% dos inquiridos admitiram ainda não estar vacinados ou estar apenas parcialmente vacinados contra o vírus da hepatite B, outra infecção sexualmente transmissível.
Para Henrique Barros, estes resultados provam o “reassumir de um à vontade” nas relações sexuais desprotegidas que gerações anteriores evitavam, numa altura "em que viam os amigos a morrer à sua volta". Por isso, advoga, é preciso "repensar os modelos de prevenção""

Fonte: Público

É este o modelo de comportamento, o orgulho gay das paradas e das campanhas políticas e sociais que nos querem impingir a homossexualidade como algo de positivo e saudável ?

terça-feira, 16 de junho de 2015

Estado paga 45 abortos por dia, a 700 euros cada



CHOCANTE !!!
Num país em crise de natalidade profunda, onde o sistema de Segurança social corre riscos sérios de colapso pela redução do nº de contribuintes, onde existem listas de espera de casais que aguardam por uma criança para adoção, o Estado paga 45 abortos por dia, 45 vidas ceifadas diariamente, a 700 euros cada.
Quando é que esta chacina acaba ?
Quando é que se promove um efetivo e real planeamento familiar que evite esta chacina ?...
Quando é que se incentiva o casal que quer abortar, a dar para adoção ?
Quando é que se apoia verdadeiramente quem apenas aborta por motivos de natureza económica ?

«Interrupção voluntária da gravidez custou ao Estado mais de 11 milhões de euros em 2014. Oito mulheres abortaram mais de dez vezes.»
«Em Portugal forma realizados no último ano 16 589 abortos, 30 por cento dos quais em clínicas e hospitais privados. Por dia, de acordo com o Relatório dos Registos das Interrupções da Gravidez, há 45 mulheres que abortam. No total, os abortos custaram ao Estados 11,6 milhões de euros, uma média de 700 euros por cada interrupção voluntária.»

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A invasão ideológica do lobby gay



A pessoa é um todo, cujo funcionamento é à partida harmonioso entre as suas diferentes dimensões - corpo, afecto, espírito, etc. Como se pode conceber, seja cientificamente ou no senso-comum, que alguém viva num corpo masculino, dotado dum sistema afectivo-sexual obviamente formado e desenvolvido durante milhões de anos pelas espécies no sentido de permitir uma complementaridade que se completa no sistema afectivo-sexual feminino... para depois ser objecto dum deslocamento do destinatário natural desta corporeidade afectiva para outro destinatário, com perdas enormes em termos da riqueza inerente, e sem meios corporais para se realizar nessa orientação?
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Há muitos e fáceis sinais que nos indicam por que não é bom, e que a Igreja desenvolve em reflexões profundíssimas, como por exemplo a Teologia do Corpo, de João Paulo II. O problema é que os desejos humanos se querem sobrepor a esses sinais, abafá-los e negá-los.
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Quanto à perspectiva científica, realmente não existe um corpo de investigação credível para concluír aquilo que o Tiago diz. Para começar, existe uma imposição política e ideológica sobre a comunidade científica, em que nem sequer se permite experimentar científicamente hipóteses diferentes daquela que é veiculada pelo discurso dominante, coisa grave em termos da ciência - a falta de liberdade para a experimentação de hipóteses. Alguém confia num conhecimento científico baseado em hipóteses 99% formuladas segundo uma direcção, e apenas 1% formuladas noutra direcção? Que experimentação científica é esta?
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O DSM (manual de diagnóstico clínico americano) legitimou a homossexualidade como não patológica 10 anos antes da CID (a sua congénere europeia). Por que razão este intervalo de 10 anos haveria de ser tão longo, se houvesse evidências científicas sobre isso? Por os europeus serem mais rigorosos que os americanos? Nem pensar. É porque os motivos dessa mudança não foram científicos mas ideológicos, e isto é fácil de desmontar por qualquer pessoa que tenha isenção científica. Isto mostra como a transformação das directrizes científicas foram feitas atropelando a ciência, e não através da ciência.
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Há até um estudo australiano feito com milhares de gémeos idênticos – coisa normalmente respeitadíssima pela comunidade científica, um estudo com uma amostra tão grande, por ser muito fiável - que provam que não se nasce homossexual, e que são os factores pós-natais que explicam a homossexualidade (http://www.orthodoxytoday.org/.../identical-twin-studies.../). Sendo uma questão de factores pós-natais, isto inviabiliza o argumento de que a homossexualidade é uma predeterminação, e que essa predeterminação deve ser motivo da sua generalização como normativa.
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Quanto ao facto de a OMS, ou outras, emitirem definições fixas sobre estes assuntos, lembro que as Nações Unidas têm uma campanha no sentido de transformar o aborto num direito humano e de impô-lo às sociedades do mundo inteiro. Pelo que me parece muito perigoso que nós, em Igreja, não filtremos estas directrizes, mesmo que venham de organismos com autoridade a nível mundial.
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Para além de tudo isto, alguém católico acredita que alguma vez a Igreja irá considerar pertinente a parentalidade homossexual, dois pais ou duas mães, como equivalente à parentalidade heterossexual? Se não, então parece-me que a conclusão lógica é a de que a Igreja não considera nem a parentalidade homossexual, nem a família homossexual, nem a relação homossexual como uma coisa boa para as pessoas e para a realização da vocação humana, nem nunca poderia fazê-lo, porque tem razões teológicas e antropológicas fortes para isso. Parece-me que o que se passa é muito simples: uma grande campanha de condicionamento ideológico social que conseguiu afectar as representações que os cristãos têm, afastando-os da verdade. E um cristão, se aceitar a vocação de testemunha da verdade em que acredita, não pode senão ser claríssimo e afirmativo quanto a isto tudo, sem sacrificar isto a desejos de conciliação que impliquem a sua omissão

Sal do Mar

domingo, 31 de maio de 2015

Atriz suicida-se traumatizada com aborto

SYDNEY, 03 Mar. 14 / 03:48 am (ACI/EWTN Noticias).- La actriz australiana Charlotte Dawson, que se suicidó hace una semana en su departamento, había revelado previamente que la profunda depresión que sufría estaba relacionada con haberse sometido a un aborto, hace 15 años.
En su libro autobiográfico “Air Kiss & Tell”, publicado en 2012, Charlotte relató las circunstancias que la llevaron al aborto, su sensación de abandono por parte de su entonces esposo, el nadador olímpico Scott Miller, y la profunda depresión a la que se vio arrastrada.
En su libro, la actriz recordó que ella “sabía que estaba embarazada; no necesité hacerme la prueba, yo podía sentirlo”.
“Era la más brillante pero terrible sensación y la prueba, como esperaba, lo confirmó”, dijo.
“Íbamos a tener un bebé. Yo iba a ser realmente una madre. Si hubo espacio para tener mariposas en mi estómago, me imagino que podía habérmelas arreglado para eso también”.
Sin embargo, recordó Charlotte, “sentí algo de duda en Scott. Mi fecha de parto chocaría con los Juegos Olímpicos de 2000m y esto era muy preocupante. Todo lo que Scott había hecho llevaba a este momento, y nada podía oponerse en su camino, así que decidimos que abortaríamos al niño y trataríamos de nuevo luego”.
Como un lamento, Charlotte escribió que “¿quién necesita un feto desarrollándose cuando se ofrecía una medalla de oro, eh?”.
“Por dentro yo estaba en un caos total. Quería el bebé. ¿Cuánto tendríamos que esperar? ¿había siquiera alguna garantía de que quedaría embarazada otra vez? Por supuesto, acepté sin cuestionar que las Olimpiadas eran la prioridad número uno de Scott”, tal como él y otras personas interesadas le dijeron.
Charlotte se encontró sola en la clínica donde se sometió al aborto, pues Scott, su esposo, “me acompañó a la clínica local, pero no pudo lidiar con la atmósfera, así que me dejó ahí sola”.
“Yo estaba luchando con la decisión e intentando no parecer emocional o angustiada al respecto, para que Scott pudiera mantener su enfoque. Estaba tratando de entrenarme a mí misma para pensar en mi bebé como un inconveniente, como un estornudo en una transmisión televisiva. Era difícil”.
Luego, recordó Charlotte, “tuve que reconciliarme con la responsabilidad personal de tener un aborto. ¿Debería sentir culpa y vergüenza? Estaba enfrentando mi idea de que la maternidad era un tiempo sencillo y feliz, especialmente para los recién casados”.
“Consideré la posibilidad de que podría acabar siendo una mujer sin hijos, lo que era un prospecto frustrante y desmoralizador para mí, por lo mucho que quería ser una madre. ¿Qué pasaba si no podía tener otro hijo? ¿Qué si arruinaba mi única oportunidad de maternidad por sacrificar esta?”.
Contrario a lo que aseguran quienes promueven el aborto como una experiencia liberadora para la mujer, en el caso de Charlotte, la muerte de su bebé “fue un tiempo horrible, triste para mí, pero tuve que seguir recordando lo que tenía. Tenía un esposo y estábamos construyendo una vida y un hogar juntos”.
“Quería nuestro bebé, pero me sentía codiciosa, como si ya tuviera mucho, que el aborto era un compromiso que debía hacer”, recordó.
“A pesar de lo valiente que trataba de ser, y de lo mucho que trataba de reasegurarme a mí misma que lo que estaba haciendo era lo correcto, aún así era un momento desgarrador”.
Y al volver a casa tras someterse al aborto, escribió la actriz australiana, “sentí que algo había cambiado. Sentí un cambio. Quizás era hormonal, pero sentí los primeros matices de lo que ahora puedo identificar como mi primera experiencia con la depresión”.
“Debería haber comprado un sofá especialmente para el cuco de la depresión en ese momento. Si hubiera sabido que me iba a visitar tan a menudo, al menos hubiera tenido un lugar para sentarse, el bastardo”, dijo.
A pesar de sacrificar a su bebé en favor de la carrera deportiva de su esposo, Charlotte se encontró con la noticia de que este le había sido infiel con una nadadora.
Además, su participación en las olimpiadas se vio frustrada por la revelación de que consumía sustancias prohibidas para mejorar su rendimiento. No fue siquiera incluido en el equipo para las Olimpiadas de Sydney.
Al enterarse de la infidelidad de su esposo, la depresión de Charlotte se incrementó intensamente.
“Si comencé a sentir punzadas de depresión tras el aborto, el impacto de recibir estas noticias apenas a los seis meses de matrimonio fueron mucho para soportar. Algo dentro de mí se rompió completamente ese domingo, algo que no se puede reparar, algo que nunca ha vuelto”.
“Alrededor de este tiempo aprendí el gentil arfe de ahogar las penas con montones de vino”, escribió.
El síndrome post-aborto
El síndrome post aborto ha sido ha sido comparado con los traumas que enfrentan los soldados al retornar del campo de batalla.
En 2011, el Dr. Ernesto Beruti, especialista en clínica obstétrica y ex jefe de la Maternidad del hospital Rawson (Argentina), aseguró que "ante la tragedia del aborto siempre hay dos víctimas: la primera es el niño por nacer, que pierde el derecho más importante que tenemos todos los seres humanos, que es el derecho a la vida; la segunda es la mujer, que muchas veces lo hace por presión del entorno, del marido, de la familia, y muchas veces padece el síndrome postaborto, un calvario que le destroza el alma y la acompaña el resto de su vida".
“Es más fácil que una mujer se saque un hijo del vientre a que se lo saque de su cabeza y de su corazón", lamentó

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Porque não educar a brincar !


Quando se quer ser professor é necessário tirar o curso de professor, quando se quer ser médico é necessário tirar o curso de médico, enfim, poder-se ia-se enumerar a imensidão de cursos necessários mas para se ser pai e mãe na verdade não existe um curso. No entanto, quando se adquire a condição de pai e mãe é para toda a vida e durante vinte e quatro horas por dia. A questão é mesmo se os pais estão preparados para tamanha responsabilidade!

Normalmente seguem os modelos de educação mais próximos que são os dos pais e dos irmãos. Alguns mais preocupados procuram informações nas diversas formas mas colocar em prática só mesmo eles. Cada qual educa o filho da forma que lhe parece ser a mais adequada, a mais sensata. Mas a correria diária é na maioria das vezes a grande traidora porque faz com que os pais fiquem com menos tempo e disponibilidade para seguir mais de perto o seu dia-a-dia.

É fundamental “entrar” no pensamento do filho para perceber certas atitudes que este tem. O filho que normalmente conta tudo torna-se mais fácil, o problema reside essencialmente no que não exterioriza optando por guardar todas as situações e na maioria das vezes não consegue resolvê-las causando-lhe momentos de grande ansiedade.

Eis a história de um menino que “numa saída da escola, assim que chegou junto do pai fez questão de lhe dizer que estava com muita raiva de um colega porque este estava constantemente a humilhá-lo e a critica-lo. Estava tão chateado que lhe desejava todo o mal. O pai ouviu-o calmamente e levou-o até ao quintal onde havia um saco cheio de carvão. Pararam e o pai disse-lhe: “Filho faz de conta que aquela camisa branquinha, que está a secar no estendal é o teu colega e cada pedaço de carvão é um mau pensamento teu para com ele. A camisa é o teu alvo portanto quero que atires todo carvão que está dentro do saco até ao último pedaço, depois eu venho ver como ficou”.

O menino com toda a raiva que tinha e recorrendo à sua força começou a atirar pedaço por pedaço mas o estendal estava longe e poucos eram os pedaços que acertavam no alvo.

Uma hora depois o menino terminou a tarefa. O pai que tinha estado escondido a observá-lo aproximou-se e perguntou-lhe como é que se estava a sentir naquele momento depois de ter esvaziado o saco. O filho aparentemente extenuado e com a garganta seca de cansaço prontamente lhe respondeu que mesmo cansado estava muito feliz porque tinha acertado em muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai calmamente pegou na mão do filho e levou-o até ao seu quarto colocando-o à frente do grande espelho onde este se conseguiu ver por inteiro. Assim que viu a sua imagem o susto foi tão grande que recuou dois passos para trás pois apenas via o brilho do seu olhar e a brancura dos seus dentes.

O pai olhou para ele com um olhar marcante mas já habitual em certas situações, como tal, sabia que o que lhe iria dizer era muito importante. Não se enganou, o pai pestanejou e disse-lhe: “Filho viste que a camisa quase não se sujou, mas olha como tu estás. O mal que desejamos aos outros é como o que te acontece a ti.”

Este é um exemplo de um pai que conseguiu tornar uma situação séria num momento lúdico mas muito bem trabalhado. Certamente que este menino nunca mais se esquecerá daquele momento mas se o pai simplesmente lhe tivesse dito que não se deve fazer mal aos outros porque recai sempre para ele certamente que não teria qualquer efeito. Assim, o menino percebeu que “ quando alguém o magoa tem duas opções: se vingar e ser feliz por alguns minutos ou perdoar e ser feliz a vida inteira”. Perdoar é pois uma das chaves que abre a porta da felicidade ainda que no momento não seja fácil. E é nesse preciso momento que o papel dos pais faz toda a diferença no tipo de atitude que os filhos terão ao longo da vida. Como Khalil Gibran disse “os pais são como arcos por onde os vossos filhos, como flechas vivas, se projetam”.

 
anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hospital das camisas

 
 
O Carlos começou a achar a Sandra mais distante.
Ao fim de 8 anos de casamento, com os 3 filhos, o trabalho e os multíplos afazeres da casa, tornou-se mais fria e parecia estar sempre irritada e implicativa.
Até que um dia, ela explodiu e começou a falar em divórcio e em levar os miúdos, dizendo que talvez sozinha fosse melhor para todos. O divórcio poderia resolver os problemas e, cada um, poderia ainda procurar outras vias e fazer, sozinho, aquilo que sempre gostaria de fazer e que deixou de poder fazer por causa da família.
O Carlos ficou em estado de choque.
Tudo lhe parecia tão garantido e seguro, tão garantido que começou a descurar a atenção à Sandra, muitas vezes sem se aperceber, deixando de a "cativar" e "namorar", sempre muito preocupado com tudo e menos com o que devia estar em primeiro lugar. As prendas de namoro tinham deixado de ter sentido, agora, que existiam outras despesas, prioridades e diferenças que, antes nem se notavam, mas que agora se tornaram ensurdecedoras.
A Sandra gosta muito de sair  enquanto o Carlos é mais caseiro e pacato; o Carlos levanta-se sempre cedo ao fim de semana enquanto a Sandra gosta de ficar na cama até tarde, e ele acaba por criticá-la, dizendo "com tantos filhos, como é que podes ficar na cama até tão tarde!". A paciência começa a esgotar-se para cada um dos lados e aqueles defeitos que, no início, pareciam virtudes, agora tornaram-se insuportáveis enquanto que até as virtudes do outro mais parecem agora defeitos desagradáveis.
No inicio o Carlos e a Sandra falavam tanto (e era tão bom!), mas isso foi-se perdendo no meio dos afazeres do relatório que ainda tem de ser enviado hoje, das fraldas que falta trocar, do remédio que se esqueceu de dar à que está doente, da roupa que ficou dentro da máquina por estender, na loiça lavada que falta arrumar, nas compras que há por fazer, nas contas que há que pagar...
 
O Carlos acabou por concluir que o peso da família matou o que de melhor deveria ter cultivado, o namoro com a Sandra; a sua atenção para com ela, o diálogo; o carinho. Tudo passou a parecer dispensável em face das prioridades do trabalho que lhe dão dinheiro para pagar as contas e dos cuidados aos filhos.
A palavra “amor”, no meio do cansaço do trabalho e dos afazeres diários perdeu força e sentido.
Será então a separação a cura para estes males, como se de uma solução milagrosa se tratasse?
Infelizmente todas as famílias são alvos a abater e a separação e o divórcio parecem ser o caminho mais fácil. O difícil é enfrentar os problemas, fazer “stop” e “rewind” e recomeçar sempre, ainda que uns meses depois se volte ao mesmo e se tenha de fazer um novo “stop” e um novo“rewind”.
Mas quem é que disse que a vida em geral e a vida familiar tinham de ser sempre um caminho paradisíaco feito só de coisas bons e sempre para melhor ?
Há muitos anos atrás dizia-se que quando se avariava alguma coisa, não se deitava fora, mas reparavam-na. Em Lisboa existia mesmo um “hospital das camisas” onde as golas gastas eram substituídas nas camisas mais antigas que, desta forma, voltavam ao uso, como novas.
Hoje em dia o casamento é algo descartável, tal como um bébé indesejado ou um idoso acamado. Nas telenovelas e nas revistas cor-de rosa é isso que nos ensinam. Quando corre mal, acaba-se  e segue-se em frente à procura da felicidade num outro lugar, numa outra relação. Porque o que interessa é as pessoas serem sempre felizes, em cada momento e “sentirem” de forma permanente emoções e sentimentos.
Com a falta de tempo, as pessoas deixam de reflectir e passam a agir apenas por reacções, como de animais irracionais se tratassem.
Desistir e não enfrentar as dificuldades, por maiores que sejam, parece sempre ser a melhor solução, mas a realidade é que a desistência trás consequências mais graves e piores que o próprio problema de origem.
O Carlos e a Sandra arriscam tentar, de novo, e de novo, voltarão a tentar outra vez, ou preferem simplesmente desistir ?                                                                                                    
Artigo de opinião de Abril do "Notícias de S.Brás"
Miguel Reis Cunha

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Espanha. Jovens com 16 e 17 anos só podem abortar se os pais autorizarem

 
 
A partir de agora, em Espanha, as jovens com 16 e 17 anos que queiram interromper voluntariamente a gravidez têm de pedir autorização aos pais. A lei foi aprovada na generalidade, na terça-feira, no Parlamento espanhol.
Desde 2010, quando estava no poder o Governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero, era permitido abortar sem qualquer restrição até às 14 semanas de gestação. Em setembro passado, o atual Governo aprovou um plano que revertia a lei socialista. Agora, já legislado passa a existir regras na interrupção voluntária da gravidez.
Segundo a Associated Press, a lei ainda vai demorar algum tempo para entrar em vigor, só sendo colocada em prática em junho.
A medida - uma proposta do Partido Popular, no governo - foi aprovada por maioria absoluta, enquanto a maior parte da oposição votou contra.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/espanha-jovens-com-16-e-17-anos-so-podem-abortar-se-os-pais-autorizarem=f919929#ixzz3XUc1SVkY

A esquerda acordou para o problema da crise demográfica

Esta avalancha de propostas para promoção da natalidade chega com mais de 20 anos de atraso. Pior: são propostas sem custos quantificados que podem ir para o lixo após Outubro

 
... E, de repente, todos os partidos com assento parlamentar acordaram para o problema da natalidade. Mais vale tarde que nunca, é certo. Mas este “tarde”, com as eleições de Outubro em pano de fundo, é mesmo demasiado tarde. São muitos anos a negar o óbvio:um país que não consegue renovar as suas gerações, um país em que morrem mais pessoas do aquelas que nascem é um país que está condenado a não ter futuro.
 
Recordemos a data em que a natalidade começou a ser um problema: 1981. Este foi o último ano em que as mulheres portugueses tiveram, em média, 2,1 filhos. Hoje temos praticamente metade deste valor. Isto é, a renovação de gerações deixou de ser feita em Portugal há mais de 34 anos. Desde o início dos anos 90 que temos das mais baixas taxas de natalidade da União Europeia. Há mais de 20 anos, no mínimo, que este é um problema que, qual bola de neve, não pára de crescer sem que nenhum partido parlamentar enfrentasse a questão de frente.
 
Tal aconteceu por várias razões, como a subida do poder de compra ter transformado os adultos em seres mais egoístas. Mas, considerações filosóficas e sociológicas à parte, não é menos verdade que se trata também de um problema cultural do regime democrático. Consciente ou inconscientemente, os valores da família e da natalidade sempre foram associados pelas forças partidárias e culturais da esquerda portuguesa à ditadura do regime salazarista, como se fossem valores negativos, ultrapassados e decadentes.
 
Foi devido a essa cultura, apoiada por boa parte da comunicação social, que a gravidade do problema da natalidade foi sendo totalmente desvalorizada. Em vez de discutir soluções para promover o nascimento de mais crianças, a esquerda focou-se em discutir causas fracturantes como a interrupção voluntária da gravidez ou os direitos civis dos homossexuais e conseguiu convencer o país a não debater os temas ligados à família. 
 
 
(...)
 
Foi necessário chegarmos a este ponto dramático em termos de natalidade para todos os partidos abrirem os olhos para o assunto. Todos os projectos de lei ontem apresentados no parlamento têm, coisa rara, aspectos positivos. Mas também todos têm um problema comum: não quantificam os custos financeiros para o Estado de todas as propostas e são apresentados a seis meses das eleições. O que faz com que seja lícito pensar que terão o mesmo destino do último grande pacote da natalidade apresentado em 2009 por José Sócrates: o caixote do lixo. Do pacote Sócrates ficou apenas o alargamento da licença de maternidade para seis meses, e pouco mais. É,por isso, fundamental que a maioria PSD/CDSe o PS aprovem em conjunto as medidas essenciais para que estas perdurem no tempo. Poderá ser o início do combate ao problema, que é real há demasiado tempo. Empurrar os problemas com a barriga nunca é a solução. Há sempre o dia em que a realidade nos bate na cara de forma violenta, como sempre acontece a quem gosta de ilusões.

Por Luís Rosa, jornalista e diretor de informação do diário "i"
publicado em 16 Abr 2015 in diário "i"

domingo, 12 de abril de 2015

O consumo de pornografia na adolescência



"Não procuro a pornografia na net só por si. Procuro no contexto de masturbação. Vou ver o que há e escolho o que é mais agradável." David, 17 anos, morador na zona de Lisboa, lembra-se de ter tido o primeiro contacto com a pornografia online aos 14, com amigos que foram a sua casa e lhe mostraram, no seu computador, onde encontrar. "Talvez tivesse visto pela primeira vez a passar canais na TV, mais ou menos na mesma altura. Os meus amigos já conheciam, eu nunca tinha andado à procura. Não me lembro de ter tido um impacto muito grande. Achei curioso, um pouco estranho. E fiquei surpreendido de ser tão fácil." Filho de uma doméstica de 49 anos e de um gestor de 48, nunca mencionou o assunto aos pais. Nem sequer fala sobre isso com o irmão mais novo, de 14. "Tenho a certeza de que sabe da existência, mas não sei se vê diariamente." Ele, que certifica consumir "uma média de quatro vezes por semana, e geralmente à noite", faz uma pausa. "A pornografia é um tabu, não é algo de que se fale. Pelo contrário: é algo que se tenta manter em privado."
Roberto, 19 anos, foi mais precoce. "Tinha uns 12, 13 anos quando comecei a usar mais a net. Acho que me dei conta através de publicidade não solicitada no mail e pop-ups [janelas que se abrem em determinados sites com links para outras páginas]. Fiquei um bocado espantado." Também Roberto, que habita "no litoral Oeste", não comentou o assunto com os pais. "Achava um bocado estranho falar sobre isto com os meus familiares e mesmo com os amigos. Mas não me admiraria se os meus colegas também vissem." Sobre a influência que a pornografia teve em si, é franco. "Como nunca tinha tido relações sexuais, fiquei com uma imagem do que é. E acho que, sabendo separar o fictício do real, não há motivo para ser prejudicial, até é saudável. Aliás, quando penso em sexo e masturbação não recorro sistematicamente à pornografia."
Confessando que ainda não teve sexo com alguém - "Nunca encontrei a pessoa certa, quero que isso aconteça quando estiver apaixonado." -, Roberto não tem receio de que o consumo de pornografia lhe tenha de alguma forma "viciado" as expectativas. "Compreendo que haja a possibilidade de haver pessoas influenciadas pelo jogo de papéis que há na pornografia, os homens dominadores, as mulheres submissas, a ideia do sexo sem contexto, dos corpos como objetos, mas isso é para quem não consegue separar a realidade da ficção. Eu sei que a realidade é diferente, que aquilo é feito com atores." Ainda assim, admite que pode ter sido algo influenciado pela forma como, naquele universo, as coisas se passam, até em termos do tipo de atos sexuais encenados: "Em certas coisas, sim. Mas deve haver partes em que é como ali e outras que não."
Parece para já não haver estudos sobre consumo de pornografia por adolescentes em Portugal. O mais próximo será "Eu e a pornografia: a exposição de jovens adultos à pornografia e a sua sexualidade", de Andreia Matias e Nuno Nodin (2004). Com base em informação recolhida junto de portugueses entre os 20 e os 30 anos, permitiu concluir que 40% deles tiveram o primeiro contacto - em TV e vídeos - entre os 8 e os 10 anos, 40% entre os 11 e os 13 e 20% entre os 14 e os 16. Na era da internet, porém, o acesso só pode ser ainda mais precoce e generalizado. E até sem querer.
Que o diga Ondina Freixo, 50 anos, professora de Biologia/Geologia do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira (Viseu). "Os miúdos têm acesso desde muito cedo, e em simples pesquisas, o mais inocentes possível, na net. (...)." Mas apressa-se a certificar que não na escola: "Esse tipo de conteúdos, e até o Facebook, estão bloqueados na nossa escola, e acho muito bem. Mas uma vez quis mostrar um vídeo num contexto de educação sexual e não conseguia por causa desse bloqueio." Ri-se. "Mas sabemos que eles acedem em casa ou noutros locais. Aliás, isto não é novo. Antes apanhávamos aos miúdos revistas porno, agora já não, para que hão de gastar dinheiro? É tudo grátis na net. E, claro, aos 13 ou 14 anos sabem coisas que, caramba, nós não imaginávamos na idade deles. Não podemos pôr a cabeça na areia. A nossa sexualidade foi diferente da dos nossos pais e a deles (miúdos) é completamente diferente da nossa. E já não existe aquela dicotomia cidade/interior. É a aldeia global."
(....)
E que acharia Ondina Freixo de, como defendeu recentemente um dos mais proeminentes sexólogos dinamarqueses, Christian Graugaard, as aulas de Educação Sexual incluírem visionamento de pornografia, para ajudar os estudantes a serem "consumidores conscientes e críticos, capazes de discernir a diferença entre aquilo que se vê nesse tipo de conteúdo e a realidade das relações que incluem sexo? "A minha proposta é discutir criticamente a pornografia com alunos dos 8.º e 9.º anos [a partir dos 15 anos, a idade legal do consentimento na Dinamarca - em Portugal é 14] como parte de uma estratégia didática sensata desenvolvida por professores treinados", explicou este professor da Universidade de Aalborg ao jornal britânico The Guardian. "Sabemos pelos estudos feitos que a esmagadora maioria dos adolescentes [há inquéritos escandinavos que indicam que aos 16 anos 99% dos rapazes e 86% das raparigas já viram filmes porno] começou a ver pornografia muito cedo, portanto não se trata de lhes mostrar isso pela primeira vez. Devemos fortalecer a capacidade deles de distinguir entre a representação do corpo e do sexo na pornografia e nos media e a vida normal de um adolescente." Ondina reflete: "Tudo o que tenha a ver com esclarecimento, contribuir para uma educação sexual melhor e uma vida mais saudável, sou a favor. Por esse motivo, faz-me sentido falar disso. Mas nunca mostrar imagens. Isso não. Tenho muito à-vontade com as minhas filhas, mas era incapaz de ver um filme desses com elas."
Ana, uma lisboeta de 17 anos, tende a concordar. "No 9.º ano, que é aquela idade mais da adolescência, os rapazes falavam imenso disso, de pornografia. Riam, falavam das posições... Lembro-me de no 7.º ano ter começado a ouvi-los comentar e ficar espantada, não sabia nada." Porquê essa diferença entre os rapazes e as raparigas? "Somos meninas, não é? Não temos tanta curiosidade, acho. E é aquela coisa do segredo, do mistério... E da vergonha, também. Quando os nossos amigos nos falavam daquilo percebiam com certeza que não percebíamos nada, que éramos completamente burras."
Apesar de alertadas, ela e as amigas, garante, nunca foram ver. "Faço uma ideia do que é pornografia. Devo ter apanhado do ar, ou talvez ao passar canais na TV. Mas ver ver nunca vi, porque realmente estar a olhar para um ecrã onde estão duas pessoas a fazer algo que não me diz nada não é produtivo. Acho aquilo muito animalesco, não me parece muito positivo, é só sexo sem mais nada por trás. Banaliza imenso, acho." Algo que, pensa, pode estar relacionado com haver rapazes "que têm namorada e andam com 30 outras raparigas. O que é o sexo para eles? É só aquilo?"


A psicóloga Margarida Gaspar de Matos, professora na Universidade de Lisboa e coordenadora nacional dos estudos sobre comportamentos de saúde em jovens em idade escolar, no âmbito da Organização Mundial da Saúde, sorri. "Há quem defenda que o cérebro emocional só está desenvolvido aos 25 anos, que o melhor é proibir tudo. Mas eu acho que a sexualidade está muito mais natural agora do que no tempo dos nossos avós. Pôr os males todos na época contemporânea é uma coisa estranha."
A recordação sobre a forma como tradicionalmente, até há poucas décadas, os rapazes eram "iniciados" no sexo, sendo levados a frequentar prostitutas, e as raparigas mantidas (idealmente) virgens "até ao casamento", em rígida atribuição de papéis sexuais que conformavam as relações e as expectativas de forma muito mais artificial que a de hoje, permite colocar em perspetiva a atual polémica sobre o acesso precoce a imagens sexuais. "O frisson para ver uma fulana mais despida ou um tipo mais despido é natural, e não vale a pena fazer uma grande história com isso. Mas para quem nunca teve relações sexuais, a pornografia pode fixar uma bitola que não é real. As pessoas nas primeiras vezes estão sempre inseguras e pior ainda quando têm um modelo que não corresponde à realidade. Pode pensar-se que aquilo é que é sexo, que aquilo é que são pénis, que aquilo é que são corpos. E há a possibilidade de perda do que é "bonito" na descoberta e das fases do namoro e do envolvimento amoroso e do seu tempo e ritmo. O mais perigoso, porém, pode ser a formatação de modelos, o associar do sexo à violência e à desvalorização das mulheres." E, claro, a possibilidade de desenvolvimento de comportamentos aditivos.
Há casos reportados na literatura científica, mas, certifica o presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e um dos pioneiros da sexologia em Portugal, Luís Gamito, não é frequente surgirem na clínica, em Portugal, adolescentes com dependência da pornografia. "Só aparecem se houver uma situação crítica, se houver falência das outras dimensões da vida porque o jovem só consegue pensar naquilo, não tem tempo para as outras matérias. A dependência é isso, ter a mente inundada por pensamentos relacionados com a pornografia. Um dos sinais é fechar-se no quarto horas e horas, a família ter dificuldade em falar com ele." Casos raros, segundo a literatura científica, e que Gamito associa a personalidades com tendência para dependências patológicas e perturbação obsessivo-compulsiva.
A pornografia, então, como o jogo, o álcool e outras substâncias passíveis de causar dependência, capaz de viciar quem seja de vícios (...)

F. Câncio Diário de Notícias 11/04/2015