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sábado, 18 de Outubro de 2014

A luz que de noite resplandece



 
 
Declaração final do Sínodo Extraordinário dos Bispos (18 de Outubro de 2014)

 

Existe, antes de tudo, os grandes desafios da fidelidade no amor conjugal, do enfraquecimento da fé e dos valores, do individualismo, do empobrecimento das relações, do stress, de um alvoroço que ignora a reflexão, que também marcam a vida familiar.

Assiste-se, assim, a não poucas crises matrimoniais enfrentadas, frequentemente, em modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício.

 Os fracassos dão, assim, origem a novas relações, novos casais, novas uniões e novos matrimônios, criando situações familiares complexas e problemáticas para a escolha cristã.

Entre estes desafios queremos evocar também o cansaço da própria existência.

Pensemos no sofrimento que pode aparecer num filho portador de deficiência, numa doença grave, na degeneração neurológica da velhice, na morte de uma pessoa querida. É admirável a fidelidade generosa de muitas famílias que vivem estas provações com coragem, fé e amor, considerando-as não como alguma coisa que é arrancada ou infligida, mas como alguma coisa que lhes é doada e que eles doam, vendo Cristo sofredor naquelas carnes doentes.

Pensemos às dificuldades económicas causadas por sistemas perversos, pelo “fetichismo do dinheiro e na ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” (Evangelii Gaudium 55), que humilha a dignidade das pessoas.

Pensemos ao pai ou à mãe desempregados, impotentes diante das necessidades também primárias de suas famílias, e aos jovens que se encontram diante de dias vazios e sem expectativas, e que podem tornar-se presa dos desvios na droga e na criminalidade.

Pensemos também na multidão das famílias pobres, àquelas que se agarram em um barco para atingir uma meta de sobrevivência, às famílias refugiadas que sem esperança migram nos desertos, àquelas perseguidas simplesmente pela sua fé e pelos seus valores espirituais e humanos, àquelas atingidas pela brutalidade das guerras e das opressões.

Pensemos também às mulheres que sofrem violência e são submetidas à exploração, ao tráfico de pessoas, às crianças e jovens vítimas de abusos até mesmo por parte daqueles que deveriam protegê-las e fazê-las crescer na confiança e aos membros de tantas famílias humilhadas e em dificuldade.

“A cultura do bem-estar anestesia-nos e (...) todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma” (Evangelii Gaudium, 54).

(…..)

Cristo quis que a sua Igreja fosse uma casa com a porta sempre aberta na acolhida, sem excluir ninguém.

(….)

Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas.

Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, acende-se com o encontro: é um dom, uma graça que se expressa – como diz o Livro do Génesis (2,18) – quando os dois vultos estão um diante o outro, numa “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca.

O amor do homem e da mulher nos ensina que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo.

É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).

Sofrer sem incomodar

Vivemos num tempo em que o sofrimento é visto como algo vergonhoso. Em que as pessoas devem manter as suas dores sob controlo a fim de que os outros sejam poupados ao peso do que entendem não ser seu.… um sofrimento sem expressão… tão escondido como um qualquer pecado obsceno.
São poucos os que querem que a luta interior de alguém seja uma luta comum... Temem-se as dores, mas teme-se mais ainda o seu inevitável contágio a que alguns chamam partilha. Amor.
Mesmo depois de uma grande perda, o luto é uma luta que não deve ser travada longe dos outros. Cada um carrega o seu fardo, mas se o partilhar, a viagem torna-se menos penosa. Porque se aliviam, um pouco, a pena e a solidão.
Claro, há muitas simpatias e compaixões, mas a maior parte delas é apenas aparente. São cada vez menos os que conseguem prestar uma ajuda desinteressada a quem precisa.
As alegrias não incomodam tanto como as tristezas. Embora em ambos os casos seja raro haver partilha.
Vivemos numa enorme tapeçaria de aparências: os egoísmos, disfarçados de coisas belas, escondem podridões... mentiras sempre assumidas de um modo diplomático e inteligente. Afinal, todos temos os nossos problemas – dizem.
Escondo-me nuns óculos escuros, porque não quero que vejam as minhas lágrimas. Visto-me de preto, para me esconder na noite de mim mesmo, quero passar despercebido, oculto, silencioso… não quero incomodar ninguém. Não quero que a minha tristeza estrague a vida de mais ninguém... tenho medo.
Mas é o medo que nos impede de sermos felizes. Porque quem tem medo, não ama, e quem não ama não é feliz.
 
Por José Luís Nunes Martins
publicado em 18 Out 2014 "i"

Curso de planeamento familiar

 
 

A Associação Família e Sociedade vai realizar mais uma edição do curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 8 e 15 de novembro de  2014 (das 14h30 às 19h), em Lisboa, no no Auditório da Rádio Renascença (R. Ivens 14).  

A inscrição inclui, para além do curso teórico: documentação, entrevista com médico/ monitor de PFN; aconselhamento semanal ou quinzenal do casal, para reforço da aprendizagem durante 3 meses. 
Inscrição: 50 euros (Casal); 40 euros (Profissionais da área da saúde) (Se o factor económico for impeditivo para frequentar o curso, queira contactar-nos.)
Envia-se a ficha de inscrição em anexo.
 
Caso seja necessário alguma informação adicional poderão contactar a Associação preferencialmente por email:
familiasociedade@sapo.pt ou pelo telefone 21 314 95 85 

 Planeamento familiar natural
  
O Planeamento familiar Natural torna o casal apto a reconhecer, pela auto-observação, em que momentos é fértil ou infértil, de modo a orientar as suas relações conjugais conforme deseja conseguir ou adiar a gravidez.
 
 
Estes métodos são totalmente inócuos pois não interferem no normal funcionamento do aparelho reprodutor da mulher ou do homem.
 
A eficácia do Método Billings e do Método Sintotérmico é comparável à eficácia da pílula.
 
Vantagens:
 
• Não são difíceis de aprender
• São seguros
• Não implicam despesas
• Fortalecem a relação do casal
• Estão ao alcance de todos

 

A Felicidade e Harmonia conjugal estão relacionadas com opções que o casal faz no campo da Regulação da Fertilidade

 

  

É eficaz, Vale a pena tentar!  
Para saber mais, ligue-se a:
· http://www.youtube.com/watch?v=CQP4WJz-BNg (apresentação sobre Planeamento Familiar Natural) · http://www.woomb.org/bom/lit/teach/index_pt.html (Método de Billings) · http://archive.irh.org/resources-SymptothermalMethod.htm (Método Sintotérmico)

 

Frequente o CURSO DE METODOS NATURAIS DE PLANEAMENTO FAMILIAR
 

Conteúdos do curso

 

O que é a Regulação natural da fertilidade

Anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor feminino e masculino

Indicadores de fertilidade

 O Método Billings

O Método sintótermico

Sexualidade responsável

O papel do marido e da mulher

 

 

Descrição: logotipo_AFS_2010.jpg

NOVA MORADA

Rua do Lumiar 76 / 1750-164 Lisboa

Telf: 21 314 95 85


sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Concupiscência e dom de si

 
 
"O corpo humano na sua masculinidade-feminilidade quase perdeu a capacidade de exprimir esse amor, em que o homem-pessoa se torna dom, conforme a mais profunda estrutura e finalidade da sua existência pessoal
(...).
O «coração» tornou-se campo de batalha entre o amor e a concupiscência. Quanto mais a concupiscência domina o coração, tanto menos este experimenta o significado esponsal do corpo, e tanto menos se torna sensível ao dom da pessoa que, nas relações recíprocas do h
omem e da mulher, exprime precisamente esse significado.
(...)
Quer forçosamente isto dizer que tenhamos o dever de desconfiar do coração humano ?
Não !
Quer somente dizer que devemos mante-lo sob controlo".

 
João Paulo II.
Teologia do Corpo Audiência Geral de 23 de Julho de 1980

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Adolescentes com Trissomia 21



Hoje em dia os jovens adolescentes com trissomia 21 conseguem ter vidas muito próximas do que se considera ser um padrão: sabem ler e escrever, conseguem exprimir-se, ter um comportamento social adequado, serem muito autónomos em casa e na escola e trabalharem.
Como qualquer adolescente têm os seus gostos, as suas músicas favoritas, os seus amigos, as suas paixões.
Mais do que nunca na adolescência, tal como os outros jovens, despertam para a sexualidade.
É muito importante ...dar-lhes informação clara e acessível tal como faríamos com outro adolescente, de modo a terem sempre um comportamento adequado, insistindo uma e outra vez usando sempre a mesma argumentação, clara e concisa.
 
 
Fonte: Pais 21

O REAJUSTAR DA AMIZADE INCONDICIONAL


 


“Já não existem amizades como antigamente” é uma frase que passa de boca em boca com alguma frequência e de certo modo corresponde à realidade de quem as vivenciou em épocas anteriores. Mas a sociedade mudou e os valores também se alteraram. Vive-se num período em que a amizade é um meio para atingir um fim, um sentimento descartável; recorre-se a ela quando há necessidade, atropela-se, esmaga-se se for preciso e “deita-se no lixo” quando já não faz falta. Assim sendo talvez seja importante refletir e encontrar a melhor forma de redefinir o conceito de amizade! Conceito esse que, evidentemente assentará em princípios diferentes dos existentes há por exemplo quarenta anos a trás.

Num velho livro gasto pelo tempo consegue-se ler uma lenda árabe que descreve uma viagem de dois amigos pelo deserto e que em determinado momento tiveram uma grande discussão. Não se sabe o porquê da mesma. Mas o certo é que um deles de tão ofendido que ficou, ainda que não lhe dissesse nada escreveu na areia: “hoje o meu melhor amigo bateu-me na cara”.

Continuaram a caminhar e assim que chegaram junto de um oásis não resistiram e foram tomar banho. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se mas o amigo salvou-o. Ao recuperar, pegou numa pedra e sobre outra pedra escreveu “hoje o meu melhor amigo salvou-me a vida”. Intrigado, o amigo perguntou-lhe porque escrevera na areia quando lhe batera no rosto e numa pedra quando o ajudara no oásis. Sorrindo o outro respondeu-lhe que quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia o que o vento do esquecimento e do perdão se encarregará de apagar, porém quando ele nos faz algo de grandioso, devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, que vento nenhum do mundo poderá apagar.

Todas as lendas são especiais porque cada individuo que as lê sente-se mais ou menos tocado por elas.

Dalai Lama considera que “o verdadeiro herói é aquele que vence a sua própria raiva e ódio… sem amor não poderíamos sobreviver. Os seres humanos são criaturas sociais e sentir-se valorizado pelos outros é a própria base da vida em comunidade”.

Seja na família, no trabalho ou nos amigos há que apagar da memória os pequenos desentendimentos que surgem diariamente. Por outro lado contrariar aquilo que normalmente acontece e que é lembrar as coisas boas, falar sobre elas e porque não ter a humildade de agradecer. Pois a tendência do individuo é criticar o que está menos bem partindo do pressuposto que quando corre bem é quase uma obrigação daí a ausência de agradecimento.

Fique-se com o pensamento de Charles Chaplin “ às vezes só precisamos de alguém que nos ouça. Que não nos julgue, que não nos subestime, que não nos analise, apenas nos oiça” que se resume numa amizade incondicional.

 
anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Educação parental: Boas Práticas

A CPCJ de Vila do Bispo vai organizar no próximo dia 24 de Outubro o seu II Seminário sobre a temática “Educação Parental: Boas práticas”, que pretende reflectir sobre diversas práticas profissionais desenvolvidas no âmbito de Programas de Educação Parental, em diferentes contextos de intervenção.
Esta iniciativa terá lugar no auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo e contará com oradores de grande valor e com muita experiência nesta área. A participação é gratuita e sujeita a inscrição até ao dia 20 de Outubro, através de e-mail ou telefone.
Em anexo enviamos o cartaz de divulgação com o respectivo programa e o desdobrável com ficha de inscrição.
Solicitamos a vossa colaboração na divulgação desta iniciativa, junto de colaboradores e/ou outros contactos privilegiados.
Para qualquer informação adicional não hesite em contactar-nos através do telefone 282 639 059 ou cpcjviladobispo@cm-viladobispo.pt
Com os melhores cumprimentos,
Pela CPCJ Vila do Bispo
Carla Agostinho

Preocupações inúteis

 
 
Sobra-nos pouco tempo para nos preocuparmos com o que merece a nossa atenção. É essa antecipação que fará diferença.
Andamos quase sempre muito preocupados com pouco. Desperdiçamos demasiado tempo com assuntos pouco importantes. O tempo limitado que temos neste mundo devia inspirar-nos a ser mais sábios na gestão das nossas prioridades, uma vez que nem sempre nos preocupamos com o que devemos. Tendemos a desprezar, muitas vezes, o que é importante. Porque nos parece que temos sempre muitas preocupações e lamentos.
A possibilidade de uma catástrofe é algo que angustia muitos homens. Mas será que esta ansiedade se justifica? A possibilidade da sua ocorrência é algo que nos ultrapassa por completo, pelo que pouco ou nada podemos fazer. Sofremos demais por males que nunca nos chegarão perto…
Também nos pesam as nossas más decisões no passado. Inquietação inútil. Podemos arrepender-nos, comprometendo-nos a um futuro em que o erro seja lição para rumar a melhor. Mas, por isso mesmo, a nossa preocupação deve ser para diante, não para trás.
A possibilidade de doenças e trágicos acidentes, com baixa probabilidade de ocorrência, leva-nos a um desassossego que nos faz descuidar de outros problemas que, não sendo tão sérios, podem realizar-se com maior facilidade. Somos responsáveis por prevenir as grandes tragédias, mas, mais ainda, as pequenas. Dado que a prioridade deve ser dada às que nos estão mais próximas.
Passamos, ainda, muito tempo a carregar o peso das ansiedades a respeito das pessoas que nos são mais chegadas, como se carregar as preocupações deles fosse uma missão nossa! A verdade é que cada uma dessas pessoas (incluindo as crianças!) é dotada de elementar bom senso, algo que lhes permite, a todos e a cada uma, salvaguardar-se de perigos comuns que conhecem. Mais, é bem possível que elas possam até estar melhor preparadas do que julgamos… melhor preparadas que nós! Talvez nos devêssemos preocupar em aprender mais com elas…
Sobra-nos pouco tempo para nos preocuparmos com o que merece a nossa atenção. É essa antecipação que fará diferença.
Não somos assim tão fortes que possamos carregar o gigantesco peso de todas as preocupações do mundo, as dos outros e ainda as nossas...
Quantas maravilhas nos passam ao lado, enquanto andamos perturbados com as tragédias que apenas se passam na nossa imaginação!
É preciso reconquistarmos a nossa paz a um campo que costuma ser ocupado por ansiedades e medos. Sem permitir que, a nossa ignorância sobre as causas do que nos sucede, nos torne reféns e incapazes de pensar em mais nada.
A vida não é para ser explicada ou compreendida. É para ser vivida e… bem vivida. Viver é buscar a felicidade, e isso passa muito por aprender a suportar, aceitar e esquecer.
A nossa cultura ensina-nos a enfrentar tudo. Assim, se algo se colocar entre nós e o nosso sonho, deve ser combatido até à destruição! Dizem-nos até que a nossa coragem, vontade e persistência são invencíveis! E que nós, por isso, também!
Mas há problemas perante os quais nada disto funciona. As adversidades como a morte, a doença grave ou uma tragédia mais séria, não se conseguem anular, faça-se o que se fizer. Aplicar aí a nossa coragem, vontade e persistência no sentido de destruir isso só terá um resultado efetivo: aniquila-nos, porque estaremos a tentar empurrar, não uma pedra pesada, nem sequer uma montanha, mas o próprio peso do mundo... sem termos os pés assentes em nada.
Há muitas adversidades que só se vencem se as suportarmos e aceitarmos tal como são, sem grandes explicações ou sentidos, sem perder tempo, nem forças, a tentar mudar o que não muda.
A nossa paz interior é essencial e preciosa. O silêncio e o discernimento, que se conseguem quando não há revolta interior, permitem-nos aceitar melhor as nossas dificuldades, escolher o caminho que queremos construir… enquanto vamos aprendendo a admirar as maravilhas deste mundo.
 
Por José Luís Nunes Martins
publicado em 11 Out 2014 Jornal "i"
 

Mulher decide manter gravidez após violação


sábado, 11 de Outubro de 2014

Educar para a poesia da vida

 
 
"É preciso subtilmente deitar-lhes no sangue este veneno- não tanto para que gostem de versos ou saibam versos de cor, como para que olhem o mundo através da janela da poesia, para que beijem tudo graças a Deus, para que saibam olhar, para que reparem nas flores e nas ovelhas. Isto é que se quer que eles façam, sem respeito humano, pela vida fora."
 
Sebastião da Gama. Diário Pág 54.
 
E, para ser poeta, só "É preciso saber olhar".
 
Sebastião da Gama Diário Pág. 53.
 

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Pelo direito de nascer: Recolha de assinaturas !



Iniciativa de cidadãos para reconhecer "o direito a nascer", junto do parlamento.

A recolha de assinaturas teve início ao final da tarde de sábado, após terminar a "Caminhada pela Vida", que decorreu em Lisboa com o objetivo de afirmar a importância do direito à vida, disse hoje à Lusa Filipe D'Avillez, da organização.

O objetivo é recolher 35 mil assinaturas para "obrigar o parlamento a apreciar e votar" a "lei de apoio à maternidade e paternidade -- do direito a nascer", que será apresentada através de uma iniciativa legislativa de cidadãos, promovida pela Plataforma pelo Direito a Viver. Na proposta de lei, os promotores afirmam que "Portugal vive uma crise de natalidade grave e profunda", considerando que a solução para o problema passa pelo "reconhecimento do direito à maternidade, à paternidade e do direito de nascer".

Fonte: Correio da Manhã

Descarregar as folhas para assinaturas e memorando explicativo aqui

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Lealdade e fidelidade

Ao longo de séculos empresas e instituições viveram de um património de lealdade que era produzido pelos valores, pelo esforço e pelo modo de fazer de famílias, igrejas e comunidades; e era alimentado pelas grandes narrativas, da arte e da literatura. Nas últimas décadas deixámos de produzir intencionalmente estes valores e modos de fazer; mas a necessidade de lealdade continua a existir e aumenta.
Há alguns decénios, então, pensou-se ser possível substituir a lealdade por incentivos, pagando e controlando trabalhadores e dirigentes; esperava-se com isso torná-los «leais» quando «não há ninguém em casa» (Génesis 39,11) a ver e a controlar. Pena é que  – estamos a verificá-lo – esta substituição só funciona para as coisas simples; mas é nociva quando se trata de gerir situações importantes e críticas. Uma fragilidade radical do nosso sistema económico-social deriva de uma grave carência da virtude da lealdade; seria já um grande passo se tomássemos coletivamente consciência desse facto.
(...)A lealdade (...) tem sempre um custo e traduz-se frequentemente em "não fazer
"; o que é também motivo para que seja difícil de ver.
Sendo a lealdade virtude silenciosa e invisível na sua parte mais profunda e verdadeira, não pode então contar com os típicos prémios e aplausos que sustentam e reforçam muitas virtudes "públicas". A recompensa pelos custos enfrentados para ser e permanecer leal é totalmente intrínseca; por isso, quem não tiver vida interior de onde brota a única recompensa não poderá tornar-se ou continuar a ser leal. Para que o mundo e as instituições de amanhã sejam mais leais, é necessário suscitar uma nova corrente de vida interior e de espiritualidade. Sem lealdade ninguém pode manter-se fiel: a pactos e promessas primários da vida, antes de mais; mas tampouco a contratos, logo a seguir.
Por fim, como a lealdade, por sua natureza, é dificilmente observável, então no mundo em geral e nas pessoas que nos querem bem existe muito mais lealdade de quanta somos capazes de ver. Se pudéssemos olhar mais em profundidade, os nossos amigos, esposas, maridos haveríamos de descobrir como por detrás do seu amor fiel e dos seus olhos bons se escondem, invisíveis e silenciosos, muitos atos de lealdade que deram fundamento sólido a estes relacionamentos fortes.
Esta lealdade-fidelidade decisiva oferecemo-la reciprocamente nos últimos instantes da vida, como a herança mais preciosa que deixamos; outras formas, talvez ainda mais belas e certamente mais dolorosas, não podem ou não conseguem ser contadas e morrem connosco; mas todas dão muito fruto e tornam mais belo e digno o mundo em que vivemos.

Luigino Bruni 
In Avvenire, 29.6.2014 
Trad.: P. António Bacelar, José Alberto BF 
Publicado em 08.10.2014 em SNP Cultura
 
 

domingo, 5 de Outubro de 2014

A alegria do dom da vida



“A alegria do dom da vida”: esse é o segredo, e essa é a descoberta que nem todos, infelizmente, têm a possibilidade de fazer…

É que muitas vezes levam-nos a confundir a alegria com a gargalhada e a distração, senão mesmo com a inconsciência. Basta ver um pouco daquilo que é a Lisboa nocturna do fim de semana – e damo-nos conta dela quando, na manhã seguinte, acordamos e saímos antes dos carros do lixo passarem, e vemos no chão os copos e garrafas, senão mesmo alguém que por ali ficou, não por ter falta de tecto mas simplesmente porque não foi capaz de se erguer para regressar. E dizem que isso é fruto da alegria de viver…

Incapazes de enfrentar a vida com as dificuldades e sofrimentos que ela sempre traz, procuramos tantas vezes esquecer, voltar-lhe as costas, viver num mundo que alguém ou nós próprios imaginámos, criámos, numas horas de inconsciência vazia.

Isto para já não falar de tantos outros dramas que quase parecem não ter solução. E não terão nunca, enquanto aquele que os vive não descobrir que a vida é um dom, uma realidade que nos foi dada; melhor: uma realidade que nos é dada em cada momento que passa. Perceber que Deus não se limitou a criar-nos num qualquer dia longínquo, mas que, mesmo no meio do sofrimento, o seu amor por nós é eterno e concreto, infinito.

É essa vida que nos é dada, cheia de sentido a ser descoberto e partilhado – sentido para nós, para os outros e com todos – que vale a pena ser vivida, bem vivida até ao fim. Num caminho cada dia mais intenso. É por ela e nela que vale a pena caminhar.
D.Nuno Brás

 in Voz da Verdade

sábado, 4 de Outubro de 2014

Doidas andam as mamãs




Cuidados paliativos


Proposta para alteração da regulamentação da lei do aborto



Um movimento de cidadãos está empenhado em mudar a regulamentação da lei do aborto, face à “crise de natalidade grave” que Portugal hoje enfrenta. Além de reclamarem que a interrupção voluntária de gravidez (IVG) até às dez semanas deixe de ser gratuita, propõem que as mulheres que estão a pensar abortar tenham um aconselhamento prévio feito por psicólogos e técnicos sociais e vejam e assinem as ecografias feitas para determinação do tempo de gestação.
Sete anos após o segundo referendo que legalizou a IVG até às dez semanas a pedido da mulher, esta “plataforma pelo direito a nascer” quer ainda que as mulheres que abortam deixem de poder gozar licenças de parentalidade pagas a 100% pela Segurança Social e que o pai também seja ouvido.
A proposta de lei, que inclui a criação de uma Comissão e um Plano Nacional de Apoio pelo Direito ao Nascer, será apresentada ao Parlamento através de um mecanismo que ainda tem sido pouco usado em Portugal, uma iniciativa legislativa de cidadãos, que necessita de pelo menos 35 mil assinaturas para ser apreciada e obrigatoriamente votada pelos deputados.
Intitulada “Lei de Protecção da Maternidade e Paternidade e Pelo Direito de Nascer”, a iniciativa foi apresentada este sábado em Lisboa, no final da 5ª edição da “Caminhada pela Vida”, que reuniu centenas de pessoas, que desfilaram entre o Largo de Camões a Assembleia da República.
Isilda Pegado, coordenadora da Federação pela Vida e uma das organizadoras da caminhada, acredita que os cidadãos vão aderir a esta iniciativa porque estão “preocupados com a quebra de natalidade”.  “O povo está preocupado com este problema, ao contrário dos políticos que não fizeram nada. A regulamentação da lei do aborto continua a ser uma grande chaga”, defende Isilda Pegado, que recorda as sucessivas petições para mudança legislativa já apresentadas no Parlamento.
A iniciativa agora divulgada, frisa, consubstancia-se em “propostas concretas e efectivas” de mudança, como a da contagem, como tempo de trabalho, da licença de maternidade das mulheres que fazem estágios laborais e a auscultação do pai quando a mulher pensa em interromper a gravidez. “Muitas vezes as mulheres abortam porque estão sozinhas. O que queremos é que a consulta prévia não seja apenas uma guia de marcha para irem a uma clínica [interromper a gravidez]”, explica.
Tentar dissuadir as mulheres de dar este passo é o objectivo, por isso se propõe que as ecografias sejam visualizadas. “Actualmente, os médicos fazem a ecografia mas não a mostram”, lamenta Isilda Pegado, que está convencida de que, se isso passasse a acontecer, muitas mulheres optariam por prosseguir com a gravidez. Os promotores da iniciativa pretendem igualmente que os médicos objectores de consciência possam continuar a seguir as suas pacientes, ao contrário do que acontece actualmente.
 “Nos últimos três anos (2011 e 2013) houve uma média anual de 19 mil abortos a pedido da mulher (…) e cerca de um quarto dos quais são repetições (no próprio ano ou em anos anteriores), refere o memorando que explica os motivos que estiveram na base do lançamento desta iniciativa.
No final da caminhada, os deputados António Proa (PSD), Raul Almeida (CDS), Pedro Pimenta Braz (ex-vereador na Câmara de Santarém pelo PS) e Eduardo Libâneo (autarca da CDU em Mafra) sensibilizaram os participantes para a importância de subscreverem a proposta e foi lida uma mensagem do Papa Francisco.
A Caminhada pela Vida surgiu na sequência dos referendos à interrupção voluntária de gravidez, o primeiro em 1998, e o segundo em 2007, e em 2012 voltou a ser realizada, passando desde então a ter periodicidade anual.

Fonte: Público

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

PORTUGAL – COESÃO SOCIAL EM RISCO

 
 
 
VII Congresso Europeu de Famílias Numerosas encerrou, dia 20 de setembro, em Cascais
 
 
 
Portugal está na cauda da Europa não só na taxa de natalidade de 1.2 filhos por mulher, bem longe dos 2.1 necessários para a reposição das gerações. Portugal está também na cauda da Europa nas transferências do Estado para as famílias, com 1,5% do PIB, contra 2,3% da média europeia.
Este cenário conduziu a um défice atual de um milhão e 400 mil crianças, uma difícil situação tendo em vista não só a sustentabilidade do modelo social português como também da própria coesão social.
Estas são as principais conclusões de um estudo apresentado no VII Congresso Europeu das Famílias Numerosas, realizado pelo Gabinete de Estudos da APFN, baseado numa análise alargada e comparativa de 15 países europeus.
Em representação do Primeiro-Ministro, o secretário de Estado Pedro Lomba reconheceu “os infernos” pelos quais as famílias têm que passar, “mesmo em coisas tão simples como encontrar uma creche para os seus filhos”. O mesmo responsável frisou que “o governo lançou uma estratégia nacional para a natalidade, como corolário da liberdade e da justiça social” deixando a promessa de que “o governo saberá transformar em medidas concretas os vossos trabalhos e as vossas conclusões”.
Clara Gaymard, Presidente da GE France e mãe de nove filhos, referiu que, neste momento, “o que importa é tornar o futuro possível”, frisando que a sua opção de mãe e profissional só foi possível “pelo contexto francês de apoio abrangente às famílias, em especial as famílias numerosas”.
Livia Oláh, investigadora de demografia na Universidade de Estocolmo, apresentou os vários modelos de organização social da Europa, demonstrando que, em matéria de família, os países nórdicos e França são aqueles que, objetivamente, conseguiram manter padrões equilibrados de natalidade e coesão. Esses países registam um investimento importante nas políticas de família como um todo – natalidade, conciliação, sistema fiscal, abono de família, infraestruturas, etc.
Martin Werding, economista e consultor do governo alemão para as questões da Família, insistiu na urgência de se ter em conta que cada criança representa um investimento de retorno económico e social incontornável para a sustentabilidade global das sociedades.
O VII Congresso Europeu das Famílias Numerosas decorreu em Cascais nos dias 19 e 20 de setembro, contado com a participação de centenas de pessoas, oriundas de 14 países europeus.
Estiveram presentes no evento a Ministra da Hungria para a Família e a Juventude, o Presidente da Câmara de Cascais, os secretários de Estado Pedro Lomba e Cardoso da Costa, os deputados Elsa Cordeiro (PSD) e José Ribeiro e Castro (CDS).
 APFN, 21 de Setembro de 2014
 

Sobre a APFN – Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

A APFN foi formalmente constituída em 1999 e integra famílias com três ou mais filhos. Acredita e defende os valores da família, contando atualmente com mais de 10.000 associados. A APFN pretende, com a sua actividade, mudar as mentalidades e as políticas relativamente à família e  transformar o actual cenário de inverno demográfico que, se não for alterado, continuará a conduzir à insustentabilidade económica e social do país. A APFN acredita na família como a solução do futuro e enquanto resposta histórica em todos os momentos de crise. Está convicta que o país precisa de mais crianças e jovens mas também precisa que essas crianças e jovens possuam as competências suficientes para enfrentar os desafios do Futuro. O lema da APFN é “Apostar na Família é construir o Futuro”.

 

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

O indíviduo está permanentemente a ser julgado




Numa sala cheia de ouvintes, um grande orador fazia questão de repetir mais que uma vez: “Não é à toa que nós nascemos chorando, é porque sabemos a “barra” que vamos enfrentar na vida. Aqui temos momentos felizes e momentos menos felizes, como se fosse uma montanha russa. Momentos em que estamos muito bem e outros em que não estamos por isso temos que pensar que quando estamos mal vai melhorar, assim como se tiver muito bem não vai demorar muito tempo porque passará a estar mal”. É importante que se saiba como resistir nos momentos menos bons que segundo William “ao que tudo indica, o sucesso é apenas uma questão de continuar a andar quando os outros desistiram”.

Para se chegar ao topo da escada é necessário subir degrau a degrau com cuidado não vá um deles partir-se e provocar a inevitável queda. Caso isso aconteça só restam duas hipóteses: desistir ou voltar a subir. E aqui reside a diferença enquanto uns recomeçam com a mesma motivação, outros simplesmente desistem.

Eis a história de um Delegado de Informação Médica que vivia no Brasil mas queria ir trabalhar para os Estados Unidos. Para ocupar o cargo teve que se submeter a oito entrevistas mas todas com sucesso. Só lhe faltava a última que iria ser feita pelo Presidente que vinha de prepósito de outro país.

Eis que chegou o grande dia como tal teve o cuidado de vestir a melhor camisa, o melhor fato, a melhor gravata, os melhores sapatos, enfim, tudo perfeito para finalmente atingir o seu grande sonho. Quando chegou junto do prédio onde ia ser entrevistado, ao estacionar o seu carro, outro condutor estacionou e ele abriu o vidro e fez um gesto menos correto.

Depois de estacionar apresentou-se junto da administrativa para a entrevista e aguardou pela hora marcada. Ao entrar na sala acompanhado da mesma imagine-se quem estava do outro lado da secretária?! O Presidente da empresa, aquele a quem ele tinha acenado com o tal gesto. Resultado, não foi admitido e desenvolveu um cancro de estomago acabando por morrer pouco tempo depois.

Ele ficou muito mal porque era o seu grande sonho e fez tudo para o conseguir, só faltava aquela entrevista e por causa de um simples gesto foi embora. Levou oito segundos para destruir aquilo que tinha conseguido em oito anos.

Este é um dos muitos casos que acontece diariamente. Os indivíduos têm determinadas atitudes perante os outros porque pensam estar num patamar mais acima, e mesmo que estejam, esquecem que num instante podem descer e os outros passam por eles.

Ainda que não se aperceba o individuo está permanentemente a ser julgado pelo que faz, pelo que diz e como diz o que diz. Como o provérbio Chinês refere “Há três coisas que nunca voltam atrás: a flexa lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”.

anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

 

 

 

 

sábado, 27 de Setembro de 2014

Verdades inconvenientes


Últimos textos da nossa rubrica na Rádio Costa D'Oiro


 

Dia 19 de Agosto 2014- Terça-Feira

 

Há poucas semanas atrás, o Conselho de Direitos humanos da Organização das Nações Unidas aprovou a resolução de “Proteção à Família”, que reconhece a família como o núcleo “natural e fundamental da sociedade, e tem direito a proteção por parte da sociedade e o Estado”.

Na resolução, aprovada por 26 votos a favor e 14 contra e 6 abstenções, o Conselho de Direitos humanos da ONU reconhece também “que a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças da mesma forma em que as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, devem crescer num ambiente familiar e numa atmosfera de felicidade, amor e entendimento”.

Dar formação às famílias e animar a que as famílias eduquem suas crianças é um meio fundamental para fortalecer e tornar as sociedades mais saudáveis de forma a que permitam que todos superem até mesmo situações difíceis de crise ou doença.

 

 

 

Dia 20 de Agosto de 2014- Quarta-Feira

 

Num estudo recente promovido pelo Centro de Ciências Médicas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, 2 neuro- cirurgeões consideram que o vício da pornografia pode ser quase equiparado ao vício das drogas, na medida em que os viciados sofrem de disfunções cerebrais que se traduzem numa redução da actividade cerebral numa parte do cérebro responsável pela toma de decisões mais reflexivas e estratégicas

Por outro lado, o consumo de pornografia altera o comportamento sexual nos adolescents, afectando a consolidação dos laços emocionais entre casais, prejudica o desempenho profissional e escolar e potencia os atos de pedofilia e de prática de comportamentos violentos para com as mulheres.

Um problema, pois, de saúde pública que continua a ser escamoteado por governos e entidades sanitárias.




 

 

 

Dia 21 de Agosto de 2014- Quinta-Feira

 

O líder de uma empresa de Relações Públicas, que representa personalidades como o Dalai Lama ou o Príncipe de Inglaterra, vai renunciar à liderança da empresa, que está avaliada em mais de 1 milhão de euros, para ser pai a tempo inteiro.

De acordo com a BBC, Simon Cohen quer centrar-se na família e andar pelo mundo em trabalho não era compatível com esse objetivo.

Assim, o empresário vai dispensar 95% da companhia, após dez anos de serviço. Este manter-se-á, no entanto, durante o próximo ano, como mentor do novo chefe da companhia.
“Estou a renunciar a muito dinheiro. É assustador. Mas encaro a riqueza de um ponto de vista diferente”, afirma.
Cohen vai agora dedicar-se a escrever um livro onde contará a experiência de como é ser pai a tempo inteiro.

 

Dia 22 de Agosto de 2014- Sexta-Feira

 

No atual contexto de crise que ainda vivemos, aqui no Algarve (e provavelmente em outras zonas do país) é chocante ver a indiferença de uma enorme quantidade de gente perante quem está a passar mal.

Não se trata  só do abandono de idosos nos lares, sem visitas e sem que alguém da sua família mostre interesse e carinho.

Trata-se sobretudo do alheamento da esmagadora maioria das pessoas, em particular, daquelas que, fruto do seu trabalho ou de heranças, têm mais possibilidades financeiras e mais poderiam ajudar quem sofre com o desemprego, a falta de comida para alimentar os filhos, de dinheiro para pagar rendas, a água, luz, uma botija de gás, etc.

Mas a maioria daquelas a quem a vida corre bem pensa “O que é que isso me interessa! Os seus problemas são lá com eles. Cada um que saiba de si! O Estado que se endivide mais para lhes dar subsídios e apoios!”

Uma parte da população apenas se preocupa com o seu umbigu, as suas viagens, o seu bem estar, os seus programs e o resto é lá com eles.

Não nos deixemos adormecer por esta globalização da indiferença, como lhe chamou o Papa Francisco.

 

 

Dia 25 de Agosto de 2014- Segunda-Feira

 

Na biografia 'Mãe Coragem', lançada esta semana, Dolores dos Santos faz revelações inéditas: fala da extrema pobreza vivida na Madeira e conta como quis fazer um aborto quando soube que estava grávida de Cristiano Ronaldo. 

Em Mãe Coragem, a mãe do melhor jogador do mundo recorda que quando ficou grávida de Cristiano Ronaldo já era mãe de três filhos com um pai muito ausente e trabalhava de sol a sol. "Quis abortar, mas o médico não me apoiou nessa decisão", conta Dolores dos Santos no livro.

A mãe de Ronaldo, Elma, Kátia e Hugo tentou recorreu então a uma receita caseira: beber cerveja preta quente e correr até o corpo não aguentar mais.

O que não resultou.

Dessa gravidez nasceria Cristiano Ronaldo.

O aborto é sempre uma solução definitiva para um problema temporário

 

 

 Dia 26 de Agosto de 2014- Terça-Feira

 

É engraçado que muitas  histórias de heróis e grandes façanhas, verdadeiras ou de ficção, começam com um dilema moral.

Falam-nos de pessoas normais, objectivamente sem grandes meios humanos ou materiais que, a dada altura são "importunadas" por alguém com quem se cruzam e alguém que os despertam para desafios e realidades que até aí lhes eram completamente alheias. E estando numa situação acomodada, aburguesada, com projetos de bem estar e conforto são abanadas e atraídas a sair da sua concha.

Alguém lhes atira um balde de água fria à cara e lhes pede que compliquem a sua vida, deixem de olhar só para o seu umbigo, os seus bens e os seus programas para se meterem em assuntos e pessoas que nada têm a ver com a sua vida: gente que não é da sua familia, nem sequer sua amiga ou do seu país ou região; gente que, pelas mais variadas razões, são oprimidas, passam mal e são vítimas de injustiça.

E este dilema moral está lá sempre presente: “esqueço ou preocupo-me” ?

Alguém nos coloca ou colocou alguma vez este dilema ?

E se sim, qual é a nossa resposta ?

 

 

Dia 27 de Agosto de 2013- Quarta-Feira

 

Escreveu Miguel Torga, no seu Diário de 1982, um texto denominado “

Nascer Todas as Manhãs”

Diz assim:

Apesar da idade, não me acostumar à vida.

Vivê-la até ao derradeiro suspiro de credo na boca.

Sempre pela primeira vez, com a mesma apetência, o mesmo espanto, a mesma aflição. Não consentir que ela se banalize nos sentidos e no entendimento.

Esquecer em cada poente o do dia anterior.

Saborear os frutos do quotidiano sem ter o gosto deles na memória.

Isso é nascer todas as manhãs. "

 

 

Dia 28 de Agosto de 2014- Quinta-Feira

 

Infelizmente o que se vê à nossa roda, é a esmagadora maioria das pessoas metidas em si mesmas e nas suas coisas, querendo gozar tudo o que de bom a vida tem para dar, encolhendo apenas os braços pela má sorte de outras pessoas menos afortunadas. Par muitos o objectivo é simplesmente acumular bens materiais, ter um bom carro que dê nas vistas, dinheiro para viajar e quanto mais melhor.

Parece que esta vida aquina terra nunca terá fim e que os problemas de saúde nunca virão.

Muitos sentem-se imortais e acha que o dinheiro que têm se manterá sempre com eles e tratam da sua vida e dos seus bens como a personagem de Smeagol do Senhor do Anéis que venerava e idolatrava o seu poderoso anel ao ponto de o deformar por dentro e por fora.

Um dia a nossa vida terá um fim e os que estão próximos farão um balanço do que ela foi.

Será o balanço de uma vida de egoísmo ou de partilha e dádiva ?

 

 

Dia 29 de Agosto de 2014- Sexta-Feira

 

Escreve João Silveira “ Três anos depois de ser eleito, e depois de ter criado uma “comissão para a natalidade”, o nosso governo percebeu o seguinte silogismo:

 

- O Estado social precisa de ser sustentado pelas novas gerações;

- A taxa de natalidade em Portugal é a mais baixa da Europa, cerca de 1,2 filhos por mulher em idade fértil (muito longe nível de substituição de 2,1);

- Se isto continua assim Portugal pode dizer adeus ao Estado social porque não vai haver ninguém para pagar as contas.

Mesmo que não fosse a coisa mais óbvia do mundo, este panorama já tinha sido anunciado há muito tempo, e repetido até à exaustão na campanha contra a legalização do aborto, em 2007.

Para tentar remediar esta previsível catástrofe, o governo deverá brindar os progenitores com uma vasta panóplia de (pequenas) vantagens económicas por gerarem descendência, esperando que sirvam como um incentivo à natalidade”.

Mas isso só não basta, há que mudar mentalidades

 

 

Dia 1 de Setembro de 2013- Segunda-Feira

 

Escreve João Silveira “A falta de filhos não existe por causa da crise, mas provém da mentalidade anti-família que se foi instalando na sociedade ocidental.

Um dos grandes culpados pela propagação desta doutrina em Portugal foi o governo de José Sócrates, que conseguiu a proeza de legalizar o aborto, aprovar o divórcio-expresso e sem culpa, e o “casamento gay”.

Enquanto nada disto mudar, o governo atual bem pode arranjar umas promoções jeitosas, que vão apenas fazer ricochete e o problema de fundo irá continuar.

É uma questão de mentalidade, de maneira de encarar a vida e o que andamos cá a fazer, e isso não se muda com descontos no IRS”.



 
Dia 16 de Setembro 2014- Terça-Feira
 
   Bem perto de nós, aqui no Algarve, decorrem nos dias 5 e 6 de Setembro o Festival F em Faro. No palco do Bar o Castelo, uma série de concertos para passar bem estas fantásticas últimas noites de verão.
  Aproveitar até ao fim as férias, com animação, bons amigos, família e alegria.
  Depois das férias ficarão as recordações dos bons momentos vividos nas noites quentes de verão. 
  Recuperar forças para mais um ano letivo e um ano de trabalho, até às próximas férias.
  Férias não significa ócio, mas significa, descanso, aproveitar o tempo para visitar lugares que há muito não visitamos, ir à praia, ouvir concertos, rir com os amigos, estar com a família.
  Bom fim de férias!
 
 
Dia 17 de Setembro de 2014- Quarta-Feira
 
   Uma leitura boa para crianças e graúdos é o livro do plano nacional de leitura, Pedro Alecrim escrito por António Mota.
   Retrata a vida de uma criança de cerca de 12 anos, o Pedro Alecrim, que está no 6º ano escolar e mora numa aldeia longe da escola, tem de apanhar autocarro e andar imenso a pé para ir e vir da escola. Pedro tem uma vida difícil pois mal chega a casa tem de ajudar os pais nos trabalhos do campo, cuidar dos animais.. etc.. A vida torna-se mais difícil com a morte do pai. Ao mesmo tempo a vida dos seus amigos nem sempre é mais cor de rosa embora assim o aparente. O seu amigo Luis , rico e que vive na cidade, vê os pais separarem-se. Pedro percebe que o dinheiro não é tudo e é mais feliz que o Luis pois sempre viu os seus pais unidos.
 Um livro que se lê em três tempos e nos proporciona boas reflexões sobre a vida e o seu significado.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 18 de Setembro de 2014- Quinta-Feira
 
  Bill Gates deu recentemente uma conferência a alunos onde expôs 11 regras que não se aprenderão na escola. Algumas são bastante interessantes.
1ª regra - A vida não é justa, acostuma-te a isso
2ª regra – Ao mundo não importa a tua autoestima. El mundo esperará que consigas algo, independentemente de que te sintas bem ou não contigo mesmo.
Regra nº3 - No ganharás US$5.000 mensais logo após saíres da faculdade, e não serás vice presidente de uma empresa, com carro grátis, até que tenhas estudado e trabalhado.
sexta regra – Se te enganares ou errares, a culpa não é dos teus pais, por isso não chores pelos teus erros. Aprende com eles.
Décima regra - A televisão não é a vida real. Na vida quotidiana, as pessoas de verdade têm de sair do café do filme para irem trabalhar.
Apenas algumas regras que no fundo transmitem que na vida, para se conseguir o que se quer tem de se estudar e trabalhar.
 
 
Dia 19 de Setembro de 2014- Sexta-Feira
 
  Um estudo interessante publicado no “The Economist” refere que os jovens da geração de hoje, ao contrário do que se poderia pensar, é menos delinquente e menos rebelde nalguns países, que a geração do “babyboom” dos anos 60.
  Segundo estatísticas alemãs e americanas, os jovens consomem menos álcool por exemplo na Alemanha em 2012, 30% dos jovens não consomem álcool enquanto que em 2002 apenas 13% não consumiam.
 O mesmo se passa em relação ao tabaco. São menos os jovens que fumam.
 Diminui assim por consequência a deliquência juvenil.
 Estudo interessante e animador que nos dá maior esperança em relação ao futuro e face à falta de valores que muitas vezes parece haver na sociedade.
 Deus queira que estes jovens façam de facto a diferença amanhã e que esta tendência continue assim na Alemanha e nos EUA mas também na restante Europa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 22 de Setembro de 2014- Segunda-Feira
 
  Esta semana é a última das férias de verão.
  Mais um recomeçar. Um novo ano letivo, um recomeçar em Outono que para muitos sabe mais a um novo recomeço do que no dia 1 de Janeiro do ano civil.
  É depois do verão que se recomeça, depois de mais repousados e mais frescos das férias.
  Novas etapas, novos ciclos escolares, novos desafios e aventuras. É o ciclo da vida que corre e se renova. Desafios constantes que nos são lançados e que nos pedem que demos o melhor de nós, que nos ensinam que conseguimos mais do que pensamos, que nos ensinam a ultrapassar dificuldades.
 É importante dar coragem às crianças neste início de ano, encherem-se os adultos de confiança noutro ano letivo e de trabalho.
 A vida é bonita de viver, tem dificuldades claro mas que se conseguem ultrapassar com confiança e tem muitas alegrias que bem valem a pena serem vividas.
 
 Dia 23 de Setembro de 2014- Terça-Feira
                  
   Os últimos dias de férias podem ser aproveitados para ler, ir ao cinema, ir ao um teatro.. Pode ser mais caro, mas um dia não são dias e também é importante cultivar a cultura.
  Outra opção pode ser jogar “trivial pursuit” em família ou entre amigos. Porque não?
É um jogo bastante didático e divertido.
 Hoje em dia há muitos programas de entretenimento, muitos festivais de rua e festas de verão, mas será isso cultura ou apenas entretenimento?
 Como se costuma dizer, “o saber não ocupa lugar”.
 Não se estuda ou aprende apenas na escola. Ao longo da vida, em todas as etapas é importante fomentar o gosto pelo saber, pelo pensar, pelo filosofar. Saber ter ideias fundamentadas sobre determinado tema para poder argumentar.
 Vê-se muita televisão, passamos o tempo no facebook, mas… os temas das nossas conversas são sobre quê? A vida dos outros?
 Ler, saber, estudar, aprofundar. Um bom propósito para este ano letivo que começa e para as tardes de outono que aí vêm.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dia 24 de Setembro de 2013- Quarta-Feira
 
  Embora a comunicação social já não dê tanta importância ao tema ou o relate de forma mais ligeira e passageira, a verdade é que o horror continua a viver-se no iraque.
 Medo, horror, choro… realidades que não deveriam existir no século XXI mas que infelizmente ainda acontecem.
 Há pouco tempo foi decapitado um jornalista católico e que rezava o terço. Estes pormenores não passam nos jornais e raramente são comentados, mas são relevantes e podem fazer a diferença.
 Podem fazer a diferença para muitos que têm vergonha de no seu lugar habitual do dia a dia, no emprego , na escola, na praia afirmar que são católicos , que vão à missa e que rezam o terço. O testemunho de vida é algo muito importante e a sociedade de hoje precisa destes testemunhos.
  Que a guerra acabe depressa mas que estes testemunhos não esmureçam.
 
 
Dia 25 de Setembro de 2014- Quinta-Feira
 
  Um livro eterno, amoroso e com imensa sabedoria é “O Principezinho” de Exupery.
Uma das tantas frases belas e sábias é esta “O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração”.
  Tanta coisa que o mundo oferece e nos entra pelos olhos dentro mas que de facto não interessam, montras e montras de brinquedos, roupas, acessórios supérfluos, programas e programas de televisão a toda a hora, videojogos, wii, mas.. e que fica?
  Há outras coisas também belas que são visíveis aos olhos e bem merecem ser apreciadas como uma bonita paisagem campestre, a linha do horizonte delineada ao fundo do mar, o céu cheio de estrelas. Coisas visíveis que nos enchem a alma.
 Mas realmente há tantas outras coisas invisíveis que só se podem ver com o coração.
 Descobrir se quem nos rodeia está triste e alegre e compartilhar as suas dores e alegrias.
 O amor de uma mãe debruçada sobre o berço do filho que chora, a paz que se respira ao contemplar a natureza..
 O essencial da amizade, do amor, da saúde, da família… o essencial que verdadeiramente no enche o coração e a alma transcendem o material.
O material desgasta-se, o que não se vê e nos enche permanece.
  
Dia 26 de Setembro de 2014- Sexta-Feira
 
Protege o teu coração” é um projeto de educação sexual completo para adolescentes.
Em vez de ver o sexo apenas como fonte de doenças e apelar ao “sexo seguro”, este programa desenvolvido por um casal mexicano e estendido já por mais de 15 países, ensina a ver a sexualidade como algo de positivo e não como um problema.
  A educação sexual atual apenas olha para a vertente biológica, e deixa de lado outras vertentes que formam a pessoa num todo: o social, o intelectual e o afetivo.
 É importante dar razões para proteger o coração e ter em conta estas quatro vertentes da personalidade humana. Mais do que experimentar tudo, temos de fazer valer a razão e a afetividade e saber aguardar pela altura certa, com a pessoa certa.
 
 
Dia 29 de Setembro de 2013- Segunda-Feira
   
 Nesta era digital e virtual onde vivemos são cada vez mais os dispositivos informáticos e tecnológicos que se possui. É fácil ver pessoas com dois telemóveis, onde quer que se vá está alguém ou mesmo várias pessoas a enviar sms, falar ao telemóvel, partilhar momentos no facebook… numa palavra, quase que alienados da vida real para viver em pleno numa vida virtual.
 Há amigos que se falam no facebook mas em contacto real de olhos nos olhos não conseguem dizer nada um ao outro.
 Há polémicas levantadas por despedimentos que são feitos por sms, namoros que acabam por sms..
 Não podemos permitir que a era digital, as máquinas prevaleçam sobre o homem. A humanidade não pode acabar e ficar submergida na indiferença ou frieza de uma conversa à distância.
 Viver a vida, palpá-la, olhar nos olhos, rir e chorar com que está mesmo ao nosso lado… que bom!