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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Aborto clandestino não significa necessariamente aumento de mortalidade das mães

In Portugal, abortion proponents are upset over a new pro-life bill that requires women to receive counseling prior to an abortion and pay for it themselves. In 2007, Portugal lawmakers passed a bill that allowed women to receive state-funded abortions until the 10th week of pregnancy.
 
However, World Magazine reports that the new law requires women to pay up to $55 to have an abortion. Pro-lifers believe the counseling portion of the law is important because women should know all their options before making the irreversible decision to have an abortion.
One pro-abortion lawmaker, Green MP Heloisa Apolonia, said that the law was created to embarrass women who want abortions. She said, “The final session of the legislature was exploited… to humiliate Portuguese women.” Carlos Abreu Amorim, a member of Social Democrats, disagreed and said the changes are “not a question of removing the right to abortion, but to improve the conditions in which women take these difficult decisions.” Currently, the pro-life legislation is awaiting the president’s approval.
Portugal is seen as a pro-life country because of its large Catholic population but abortion activists say that legalizing abortion will make the country better and safer for women. However, studies from the MELISA Institute prove otherwise. In countries where abortion is completely illegal, like Chile and El Salvador, maternal mortality rates are lower than ever.
As LifeNews previously reported, Dr. Elard Koch, the Director of Research of the MELISA Institute says that since Chile banned abortion in 1989, the number of maternal deaths has decreased from 41.3 to 12.7 per 100,000 women. Dr. Koch believes that the data “suggests that support programs directed to vulnerable women can prevent most induced abortions.”
He adds, “The Chilean experience represents a paradox in our times: even under a less permissive abortion legislation, maternal health indicators can be significantly improved by other factors, including a noteworthy reduction in mortality and morbidity associated to abortion.”
Chile is also considered a world leader in maternal health. Dr. Kock explains, “The high quality of Chilean vital statistics indicates these findings are unlikely to be the result of an artifact of the registry system. Rather, a decrease in hospital discharges due to complications from illegal abortion appears to explain virtually all the reduction in hospital discharges due to any type of abortion in Chile during the last decade. Not only are women not seeking abortions outside proper healthcare facilities, the number of women seeking abortions is declining.”
 
Fonte: Lifenews

Não faz sentido ser a favor da natureza mas contra a vida intra-uterina

 
 
"Uma vez que tudo está relacionado, também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto. 

 Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam e que, às vezes, são molestos e inoportunos, quando não se dá protecção a um embrião humano ainda que a sua chegada seja causa de incómodos e dificuldades:
«Se se perde a sensibilidade pessoal e social ao acolhimento duma nova vida, definham também outras for
mas de acolhimento úteis à vida social»"

Laudato Si. Ponto 120 Papa Francisco

Estudos provam papel essencia do pai na formação da criança

 
 
Que o amor materno é fundamental para a vida de qualquer criança, não temos qualquer dúvida.
Aliás, em pleno século XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade (quase que exclusiva) da mãe os cuidados com os filhos (é uma criança que faz birra? Que bate no amiguinho? Que vai mal na escola? “A culpa é da mãe”, não é assim que ouvimos comumente por aí?).
Mas como fica o papel do pai nessa história?
Pois um estudo recente mostrou que ele é fundamental na formação da personalidade da criança, e como ela desenvolverá diversas características até a idade adulta.
Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crianças de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando são rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem são apegadas emocionalmente. E quando essa rejeição é do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.
Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crianças e adultos, a rejeição paterna tem essa influência tão marcante porque, em primeiro lugar, é mais comum do que a materna. E também porque a figura do homem é associada a prestígio e poder – ou seja, para a criança, é como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por alguém que todos consideram importante.
 
Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado são as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade.
A boa notícia é que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta.
Fonte: Mil dicas de mãe

domingo, 26 de julho de 2015

Portugal teve a 5ª maior perda de população do mundo

A perda de população em Portugal não surge só no ano passado.
O país surge entre as dez maiores perdas de população entre 2010 e 2014 (-1,7%), segundo o Banco Mundial. “Em Portugal há um declínio da população total devido à baixa fecundidade: os nascimentos são significativamente mais baixos que a mortalidade e o saldo migratório.
O saldo migratório é estimado como negativo neste período: em média, as pessoas estão a sair do país”, explica Kirill Andreev, demógrafo da Divisão de População das Nações Unidas e um dos responsáveis pelas projeções demográficas publicadas pela organização internacional.
A estimativa é que Portugal tenha 7,5 milhões de habitantes em 2100.
E porquê?
“A atual estrutura etária da população e o nível de fecundidade abaixo do nível necessário para a renovação das gerações [2,1 filhos por mulher] puxam a população para baixo”, alerta Andreev.
Maria Filomena Mendes completa o panorama demográfico. “Somos um país em acentuado declínio demográfico, temos uma queda acentuada da natalidade num quadro já anteriormente de declínio, o número de óbitos vem sendo superior ao número de nascimentos e também nos últimos anos a imigração diminuiu enquanto a emigração regista valores imprevisivelmente surpreendentes.”
E o que fazer para inverter a situação?
Para o demógrafo das Nações Unidas, o tempo necessário dependerá do "sucesso do governo português em recuperar a taxa de fecundidade do país para, no mínimo, o nível de renovação das gerações.
O envelhecimento da população continuará a aumentar no futuro, não vejo nenhuma forma de contrabalançar isso.
O governo terá de aumentar a idade da reforma para conseguir assegurar as finanças públicas, a segurança social e o sistema de saúde. A migração não vai ajudar a reverter essa tendência.”
Segundo Maria Filomena Mendes, inverter o saldo negativo da população “é difícil e praticamente impossível no curto prazo”.
Resta, por isso, “criar condições de atração de imigrantes e, simultaneamente, estancar a saída dos emigrantes (jovens, qualificados e em idade de casar e de ter filhos) – ou, aumentar de tal forma a imigração que compense as perdas devidas à emigração e à quebra da natalidade (neste caso, colmatando o défice entre nascimentos e óbitos).”

Fonte: Expresso

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mais uma prova da promiscuidade congénita dos gays

 
 
"Mais de metade dos participantes admitiu ter tido sexo com parceiros ocasionais no último ano e, neste tipo de relações, cerca de um terço não usou preservativo. A agravar, entre os que disseram ter utilizado este tipo de protecção, 85,6% admitiram não o ter feito de forma correcta.
Mesmo no contexto de uma relação estável, 16% afirmaram ter praticado penetração anal não protegida com parceiros que não sabiam se estavam infectados. Além disso, 82% reconheciam ter frequentado, nas últimas quatro semanas, “lugares de engate” onde homens se encontram para ter sexo.
Mas não é só a exposição ao VIH que preocupa os investigadores. Cerca de 30% dos inquiridos admitiram ainda não estar vacinados ou estar apenas parcialmente vacinados contra o vírus da hepatite B, outra infecção sexualmente transmissível.
Para Henrique Barros, estes resultados provam o “reassumir de um à vontade” nas relações sexuais desprotegidas que gerações anteriores evitavam, numa altura "em que viam os amigos a morrer à sua volta". Por isso, advoga, é preciso "repensar os modelos de prevenção""

Fonte: Público

É este o modelo de comportamento, o orgulho gay das paradas e das campanhas políticas e sociais que nos querem impingir a homossexualidade como algo de positivo e saudável ?

terça-feira, 16 de junho de 2015

Estado paga 45 abortos por dia, a 700 euros cada



CHOCANTE !!!
Num país em crise de natalidade profunda, onde o sistema de Segurança social corre riscos sérios de colapso pela redução do nº de contribuintes, onde existem listas de espera de casais que aguardam por uma criança para adoção, o Estado paga 45 abortos por dia, 45 vidas ceifadas diariamente, a 700 euros cada.
Quando é que esta chacina acaba ?
Quando é que se promove um efetivo e real planeamento familiar que evite esta chacina ?...
Quando é que se incentiva o casal que quer abortar, a dar para adoção ?
Quando é que se apoia verdadeiramente quem apenas aborta por motivos de natureza económica ?

«Interrupção voluntária da gravidez custou ao Estado mais de 11 milhões de euros em 2014. Oito mulheres abortaram mais de dez vezes.»
«Em Portugal forma realizados no último ano 16 589 abortos, 30 por cento dos quais em clínicas e hospitais privados. Por dia, de acordo com o Relatório dos Registos das Interrupções da Gravidez, há 45 mulheres que abortam. No total, os abortos custaram ao Estados 11,6 milhões de euros, uma média de 700 euros por cada interrupção voluntária.»

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A invasão ideológica do lobby gay



A pessoa é um todo, cujo funcionamento é à partida harmonioso entre as suas diferentes dimensões - corpo, afecto, espírito, etc. Como se pode conceber, seja cientificamente ou no senso-comum, que alguém viva num corpo masculino, dotado dum sistema afectivo-sexual obviamente formado e desenvolvido durante milhões de anos pelas espécies no sentido de permitir uma complementaridade que se completa no sistema afectivo-sexual feminino... para depois ser objecto dum deslocamento do destinatário natural desta corporeidade afectiva para outro destinatário, com perdas enormes em termos da riqueza inerente, e sem meios corporais para se realizar nessa orientação?
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Há muitos e fáceis sinais que nos indicam por que não é bom, e que a Igreja desenvolve em reflexões profundíssimas, como por exemplo a Teologia do Corpo, de João Paulo II. O problema é que os desejos humanos se querem sobrepor a esses sinais, abafá-los e negá-los.
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Quanto à perspectiva científica, realmente não existe um corpo de investigação credível para concluír aquilo que o Tiago diz. Para começar, existe uma imposição política e ideológica sobre a comunidade científica, em que nem sequer se permite experimentar científicamente hipóteses diferentes daquela que é veiculada pelo discurso dominante, coisa grave em termos da ciência - a falta de liberdade para a experimentação de hipóteses. Alguém confia num conhecimento científico baseado em hipóteses 99% formuladas segundo uma direcção, e apenas 1% formuladas noutra direcção? Que experimentação científica é esta?
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O DSM (manual de diagnóstico clínico americano) legitimou a homossexualidade como não patológica 10 anos antes da CID (a sua congénere europeia). Por que razão este intervalo de 10 anos haveria de ser tão longo, se houvesse evidências científicas sobre isso? Por os europeus serem mais rigorosos que os americanos? Nem pensar. É porque os motivos dessa mudança não foram científicos mas ideológicos, e isto é fácil de desmontar por qualquer pessoa que tenha isenção científica. Isto mostra como a transformação das directrizes científicas foram feitas atropelando a ciência, e não através da ciência.
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Há até um estudo australiano feito com milhares de gémeos idênticos – coisa normalmente respeitadíssima pela comunidade científica, um estudo com uma amostra tão grande, por ser muito fiável - que provam que não se nasce homossexual, e que são os factores pós-natais que explicam a homossexualidade (http://www.orthodoxytoday.org/.../identical-twin-studies.../). Sendo uma questão de factores pós-natais, isto inviabiliza o argumento de que a homossexualidade é uma predeterminação, e que essa predeterminação deve ser motivo da sua generalização como normativa.
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Quanto ao facto de a OMS, ou outras, emitirem definições fixas sobre estes assuntos, lembro que as Nações Unidas têm uma campanha no sentido de transformar o aborto num direito humano e de impô-lo às sociedades do mundo inteiro. Pelo que me parece muito perigoso que nós, em Igreja, não filtremos estas directrizes, mesmo que venham de organismos com autoridade a nível mundial.
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Para além de tudo isto, alguém católico acredita que alguma vez a Igreja irá considerar pertinente a parentalidade homossexual, dois pais ou duas mães, como equivalente à parentalidade heterossexual? Se não, então parece-me que a conclusão lógica é a de que a Igreja não considera nem a parentalidade homossexual, nem a família homossexual, nem a relação homossexual como uma coisa boa para as pessoas e para a realização da vocação humana, nem nunca poderia fazê-lo, porque tem razões teológicas e antropológicas fortes para isso. Parece-me que o que se passa é muito simples: uma grande campanha de condicionamento ideológico social que conseguiu afectar as representações que os cristãos têm, afastando-os da verdade. E um cristão, se aceitar a vocação de testemunha da verdade em que acredita, não pode senão ser claríssimo e afirmativo quanto a isto tudo, sem sacrificar isto a desejos de conciliação que impliquem a sua omissão

Sal do Mar

domingo, 31 de maio de 2015

Atriz suicida-se traumatizada com aborto

SYDNEY, 03 Mar. 14 / 03:48 am (ACI/EWTN Noticias).- La actriz australiana Charlotte Dawson, que se suicidó hace una semana en su departamento, había revelado previamente que la profunda depresión que sufría estaba relacionada con haberse sometido a un aborto, hace 15 años.
En su libro autobiográfico “Air Kiss & Tell”, publicado en 2012, Charlotte relató las circunstancias que la llevaron al aborto, su sensación de abandono por parte de su entonces esposo, el nadador olímpico Scott Miller, y la profunda depresión a la que se vio arrastrada.
En su libro, la actriz recordó que ella “sabía que estaba embarazada; no necesité hacerme la prueba, yo podía sentirlo”.
“Era la más brillante pero terrible sensación y la prueba, como esperaba, lo confirmó”, dijo.
“Íbamos a tener un bebé. Yo iba a ser realmente una madre. Si hubo espacio para tener mariposas en mi estómago, me imagino que podía habérmelas arreglado para eso también”.
Sin embargo, recordó Charlotte, “sentí algo de duda en Scott. Mi fecha de parto chocaría con los Juegos Olímpicos de 2000m y esto era muy preocupante. Todo lo que Scott había hecho llevaba a este momento, y nada podía oponerse en su camino, así que decidimos que abortaríamos al niño y trataríamos de nuevo luego”.
Como un lamento, Charlotte escribió que “¿quién necesita un feto desarrollándose cuando se ofrecía una medalla de oro, eh?”.
“Por dentro yo estaba en un caos total. Quería el bebé. ¿Cuánto tendríamos que esperar? ¿había siquiera alguna garantía de que quedaría embarazada otra vez? Por supuesto, acepté sin cuestionar que las Olimpiadas eran la prioridad número uno de Scott”, tal como él y otras personas interesadas le dijeron.
Charlotte se encontró sola en la clínica donde se sometió al aborto, pues Scott, su esposo, “me acompañó a la clínica local, pero no pudo lidiar con la atmósfera, así que me dejó ahí sola”.
“Yo estaba luchando con la decisión e intentando no parecer emocional o angustiada al respecto, para que Scott pudiera mantener su enfoque. Estaba tratando de entrenarme a mí misma para pensar en mi bebé como un inconveniente, como un estornudo en una transmisión televisiva. Era difícil”.
Luego, recordó Charlotte, “tuve que reconciliarme con la responsabilidad personal de tener un aborto. ¿Debería sentir culpa y vergüenza? Estaba enfrentando mi idea de que la maternidad era un tiempo sencillo y feliz, especialmente para los recién casados”.
“Consideré la posibilidad de que podría acabar siendo una mujer sin hijos, lo que era un prospecto frustrante y desmoralizador para mí, por lo mucho que quería ser una madre. ¿Qué pasaba si no podía tener otro hijo? ¿Qué si arruinaba mi única oportunidad de maternidad por sacrificar esta?”.
Contrario a lo que aseguran quienes promueven el aborto como una experiencia liberadora para la mujer, en el caso de Charlotte, la muerte de su bebé “fue un tiempo horrible, triste para mí, pero tuve que seguir recordando lo que tenía. Tenía un esposo y estábamos construyendo una vida y un hogar juntos”.
“Quería nuestro bebé, pero me sentía codiciosa, como si ya tuviera mucho, que el aborto era un compromiso que debía hacer”, recordó.
“A pesar de lo valiente que trataba de ser, y de lo mucho que trataba de reasegurarme a mí misma que lo que estaba haciendo era lo correcto, aún así era un momento desgarrador”.
Y al volver a casa tras someterse al aborto, escribió la actriz australiana, “sentí que algo había cambiado. Sentí un cambio. Quizás era hormonal, pero sentí los primeros matices de lo que ahora puedo identificar como mi primera experiencia con la depresión”.
“Debería haber comprado un sofá especialmente para el cuco de la depresión en ese momento. Si hubiera sabido que me iba a visitar tan a menudo, al menos hubiera tenido un lugar para sentarse, el bastardo”, dijo.
A pesar de sacrificar a su bebé en favor de la carrera deportiva de su esposo, Charlotte se encontró con la noticia de que este le había sido infiel con una nadadora.
Además, su participación en las olimpiadas se vio frustrada por la revelación de que consumía sustancias prohibidas para mejorar su rendimiento. No fue siquiera incluido en el equipo para las Olimpiadas de Sydney.
Al enterarse de la infidelidad de su esposo, la depresión de Charlotte se incrementó intensamente.
“Si comencé a sentir punzadas de depresión tras el aborto, el impacto de recibir estas noticias apenas a los seis meses de matrimonio fueron mucho para soportar. Algo dentro de mí se rompió completamente ese domingo, algo que no se puede reparar, algo que nunca ha vuelto”.
“Alrededor de este tiempo aprendí el gentil arfe de ahogar las penas con montones de vino”, escribió.
El síndrome post-aborto
El síndrome post aborto ha sido ha sido comparado con los traumas que enfrentan los soldados al retornar del campo de batalla.
En 2011, el Dr. Ernesto Beruti, especialista en clínica obstétrica y ex jefe de la Maternidad del hospital Rawson (Argentina), aseguró que "ante la tragedia del aborto siempre hay dos víctimas: la primera es el niño por nacer, que pierde el derecho más importante que tenemos todos los seres humanos, que es el derecho a la vida; la segunda es la mujer, que muchas veces lo hace por presión del entorno, del marido, de la familia, y muchas veces padece el síndrome postaborto, un calvario que le destroza el alma y la acompaña el resto de su vida".
“Es más fácil que una mujer se saque un hijo del vientre a que se lo saque de su cabeza y de su corazón", lamentó

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Porque não educar a brincar !


Quando se quer ser professor é necessário tirar o curso de professor, quando se quer ser médico é necessário tirar o curso de médico, enfim, poder-se ia-se enumerar a imensidão de cursos necessários mas para se ser pai e mãe na verdade não existe um curso. No entanto, quando se adquire a condição de pai e mãe é para toda a vida e durante vinte e quatro horas por dia. A questão é mesmo se os pais estão preparados para tamanha responsabilidade!

Normalmente seguem os modelos de educação mais próximos que são os dos pais e dos irmãos. Alguns mais preocupados procuram informações nas diversas formas mas colocar em prática só mesmo eles. Cada qual educa o filho da forma que lhe parece ser a mais adequada, a mais sensata. Mas a correria diária é na maioria das vezes a grande traidora porque faz com que os pais fiquem com menos tempo e disponibilidade para seguir mais de perto o seu dia-a-dia.

É fundamental “entrar” no pensamento do filho para perceber certas atitudes que este tem. O filho que normalmente conta tudo torna-se mais fácil, o problema reside essencialmente no que não exterioriza optando por guardar todas as situações e na maioria das vezes não consegue resolvê-las causando-lhe momentos de grande ansiedade.

Eis a história de um menino que “numa saída da escola, assim que chegou junto do pai fez questão de lhe dizer que estava com muita raiva de um colega porque este estava constantemente a humilhá-lo e a critica-lo. Estava tão chateado que lhe desejava todo o mal. O pai ouviu-o calmamente e levou-o até ao quintal onde havia um saco cheio de carvão. Pararam e o pai disse-lhe: “Filho faz de conta que aquela camisa branquinha, que está a secar no estendal é o teu colega e cada pedaço de carvão é um mau pensamento teu para com ele. A camisa é o teu alvo portanto quero que atires todo carvão que está dentro do saco até ao último pedaço, depois eu venho ver como ficou”.

O menino com toda a raiva que tinha e recorrendo à sua força começou a atirar pedaço por pedaço mas o estendal estava longe e poucos eram os pedaços que acertavam no alvo.

Uma hora depois o menino terminou a tarefa. O pai que tinha estado escondido a observá-lo aproximou-se e perguntou-lhe como é que se estava a sentir naquele momento depois de ter esvaziado o saco. O filho aparentemente extenuado e com a garganta seca de cansaço prontamente lhe respondeu que mesmo cansado estava muito feliz porque tinha acertado em muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai calmamente pegou na mão do filho e levou-o até ao seu quarto colocando-o à frente do grande espelho onde este se conseguiu ver por inteiro. Assim que viu a sua imagem o susto foi tão grande que recuou dois passos para trás pois apenas via o brilho do seu olhar e a brancura dos seus dentes.

O pai olhou para ele com um olhar marcante mas já habitual em certas situações, como tal, sabia que o que lhe iria dizer era muito importante. Não se enganou, o pai pestanejou e disse-lhe: “Filho viste que a camisa quase não se sujou, mas olha como tu estás. O mal que desejamos aos outros é como o que te acontece a ti.”

Este é um exemplo de um pai que conseguiu tornar uma situação séria num momento lúdico mas muito bem trabalhado. Certamente que este menino nunca mais se esquecerá daquele momento mas se o pai simplesmente lhe tivesse dito que não se deve fazer mal aos outros porque recai sempre para ele certamente que não teria qualquer efeito. Assim, o menino percebeu que “ quando alguém o magoa tem duas opções: se vingar e ser feliz por alguns minutos ou perdoar e ser feliz a vida inteira”. Perdoar é pois uma das chaves que abre a porta da felicidade ainda que no momento não seja fácil. E é nesse preciso momento que o papel dos pais faz toda a diferença no tipo de atitude que os filhos terão ao longo da vida. Como Khalil Gibran disse “os pais são como arcos por onde os vossos filhos, como flechas vivas, se projetam”.

 
anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hospital das camisas

 
 
O Carlos começou a achar a Sandra mais distante.
Ao fim de 8 anos de casamento, com os 3 filhos, o trabalho e os multíplos afazeres da casa, tornou-se mais fria e parecia estar sempre irritada e implicativa.
Até que um dia, ela explodiu e começou a falar em divórcio e em levar os miúdos, dizendo que talvez sozinha fosse melhor para todos. O divórcio poderia resolver os problemas e, cada um, poderia ainda procurar outras vias e fazer, sozinho, aquilo que sempre gostaria de fazer e que deixou de poder fazer por causa da família.
O Carlos ficou em estado de choque.
Tudo lhe parecia tão garantido e seguro, tão garantido que começou a descurar a atenção à Sandra, muitas vezes sem se aperceber, deixando de a "cativar" e "namorar", sempre muito preocupado com tudo e menos com o que devia estar em primeiro lugar. As prendas de namoro tinham deixado de ter sentido, agora, que existiam outras despesas, prioridades e diferenças que, antes nem se notavam, mas que agora se tornaram ensurdecedoras.
A Sandra gosta muito de sair  enquanto o Carlos é mais caseiro e pacato; o Carlos levanta-se sempre cedo ao fim de semana enquanto a Sandra gosta de ficar na cama até tarde, e ele acaba por criticá-la, dizendo "com tantos filhos, como é que podes ficar na cama até tão tarde!". A paciência começa a esgotar-se para cada um dos lados e aqueles defeitos que, no início, pareciam virtudes, agora tornaram-se insuportáveis enquanto que até as virtudes do outro mais parecem agora defeitos desagradáveis.
No inicio o Carlos e a Sandra falavam tanto (e era tão bom!), mas isso foi-se perdendo no meio dos afazeres do relatório que ainda tem de ser enviado hoje, das fraldas que falta trocar, do remédio que se esqueceu de dar à que está doente, da roupa que ficou dentro da máquina por estender, na loiça lavada que falta arrumar, nas compras que há por fazer, nas contas que há que pagar...
 
O Carlos acabou por concluir que o peso da família matou o que de melhor deveria ter cultivado, o namoro com a Sandra; a sua atenção para com ela, o diálogo; o carinho. Tudo passou a parecer dispensável em face das prioridades do trabalho que lhe dão dinheiro para pagar as contas e dos cuidados aos filhos.
A palavra “amor”, no meio do cansaço do trabalho e dos afazeres diários perdeu força e sentido.
Será então a separação a cura para estes males, como se de uma solução milagrosa se tratasse?
Infelizmente todas as famílias são alvos a abater e a separação e o divórcio parecem ser o caminho mais fácil. O difícil é enfrentar os problemas, fazer “stop” e “rewind” e recomeçar sempre, ainda que uns meses depois se volte ao mesmo e se tenha de fazer um novo “stop” e um novo“rewind”.
Mas quem é que disse que a vida em geral e a vida familiar tinham de ser sempre um caminho paradisíaco feito só de coisas bons e sempre para melhor ?
Há muitos anos atrás dizia-se que quando se avariava alguma coisa, não se deitava fora, mas reparavam-na. Em Lisboa existia mesmo um “hospital das camisas” onde as golas gastas eram substituídas nas camisas mais antigas que, desta forma, voltavam ao uso, como novas.
Hoje em dia o casamento é algo descartável, tal como um bébé indesejado ou um idoso acamado. Nas telenovelas e nas revistas cor-de rosa é isso que nos ensinam. Quando corre mal, acaba-se  e segue-se em frente à procura da felicidade num outro lugar, numa outra relação. Porque o que interessa é as pessoas serem sempre felizes, em cada momento e “sentirem” de forma permanente emoções e sentimentos.
Com a falta de tempo, as pessoas deixam de reflectir e passam a agir apenas por reacções, como de animais irracionais se tratassem.
Desistir e não enfrentar as dificuldades, por maiores que sejam, parece sempre ser a melhor solução, mas a realidade é que a desistência trás consequências mais graves e piores que o próprio problema de origem.
O Carlos e a Sandra arriscam tentar, de novo, e de novo, voltarão a tentar outra vez, ou preferem simplesmente desistir ?                                                                                                    
Artigo de opinião de Abril do "Notícias de S.Brás"
Miguel Reis Cunha

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Espanha. Jovens com 16 e 17 anos só podem abortar se os pais autorizarem

 
 
A partir de agora, em Espanha, as jovens com 16 e 17 anos que queiram interromper voluntariamente a gravidez têm de pedir autorização aos pais. A lei foi aprovada na generalidade, na terça-feira, no Parlamento espanhol.
Desde 2010, quando estava no poder o Governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero, era permitido abortar sem qualquer restrição até às 14 semanas de gestação. Em setembro passado, o atual Governo aprovou um plano que revertia a lei socialista. Agora, já legislado passa a existir regras na interrupção voluntária da gravidez.
Segundo a Associated Press, a lei ainda vai demorar algum tempo para entrar em vigor, só sendo colocada em prática em junho.
A medida - uma proposta do Partido Popular, no governo - foi aprovada por maioria absoluta, enquanto a maior parte da oposição votou contra.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/espanha-jovens-com-16-e-17-anos-so-podem-abortar-se-os-pais-autorizarem=f919929#ixzz3XUc1SVkY

A esquerda acordou para o problema da crise demográfica

Esta avalancha de propostas para promoção da natalidade chega com mais de 20 anos de atraso. Pior: são propostas sem custos quantificados que podem ir para o lixo após Outubro

 
... E, de repente, todos os partidos com assento parlamentar acordaram para o problema da natalidade. Mais vale tarde que nunca, é certo. Mas este “tarde”, com as eleições de Outubro em pano de fundo, é mesmo demasiado tarde. São muitos anos a negar o óbvio:um país que não consegue renovar as suas gerações, um país em que morrem mais pessoas do aquelas que nascem é um país que está condenado a não ter futuro.
 
Recordemos a data em que a natalidade começou a ser um problema: 1981. Este foi o último ano em que as mulheres portugueses tiveram, em média, 2,1 filhos. Hoje temos praticamente metade deste valor. Isto é, a renovação de gerações deixou de ser feita em Portugal há mais de 34 anos. Desde o início dos anos 90 que temos das mais baixas taxas de natalidade da União Europeia. Há mais de 20 anos, no mínimo, que este é um problema que, qual bola de neve, não pára de crescer sem que nenhum partido parlamentar enfrentasse a questão de frente.
 
Tal aconteceu por várias razões, como a subida do poder de compra ter transformado os adultos em seres mais egoístas. Mas, considerações filosóficas e sociológicas à parte, não é menos verdade que se trata também de um problema cultural do regime democrático. Consciente ou inconscientemente, os valores da família e da natalidade sempre foram associados pelas forças partidárias e culturais da esquerda portuguesa à ditadura do regime salazarista, como se fossem valores negativos, ultrapassados e decadentes.
 
Foi devido a essa cultura, apoiada por boa parte da comunicação social, que a gravidade do problema da natalidade foi sendo totalmente desvalorizada. Em vez de discutir soluções para promover o nascimento de mais crianças, a esquerda focou-se em discutir causas fracturantes como a interrupção voluntária da gravidez ou os direitos civis dos homossexuais e conseguiu convencer o país a não debater os temas ligados à família. 
 
 
(...)
 
Foi necessário chegarmos a este ponto dramático em termos de natalidade para todos os partidos abrirem os olhos para o assunto. Todos os projectos de lei ontem apresentados no parlamento têm, coisa rara, aspectos positivos. Mas também todos têm um problema comum: não quantificam os custos financeiros para o Estado de todas as propostas e são apresentados a seis meses das eleições. O que faz com que seja lícito pensar que terão o mesmo destino do último grande pacote da natalidade apresentado em 2009 por José Sócrates: o caixote do lixo. Do pacote Sócrates ficou apenas o alargamento da licença de maternidade para seis meses, e pouco mais. É,por isso, fundamental que a maioria PSD/CDSe o PS aprovem em conjunto as medidas essenciais para que estas perdurem no tempo. Poderá ser o início do combate ao problema, que é real há demasiado tempo. Empurrar os problemas com a barriga nunca é a solução. Há sempre o dia em que a realidade nos bate na cara de forma violenta, como sempre acontece a quem gosta de ilusões.

Por Luís Rosa, jornalista e diretor de informação do diário "i"
publicado em 16 Abr 2015 in diário "i"

domingo, 12 de abril de 2015

O consumo de pornografia na adolescência



"Não procuro a pornografia na net só por si. Procuro no contexto de masturbação. Vou ver o que há e escolho o que é mais agradável." David, 17 anos, morador na zona de Lisboa, lembra-se de ter tido o primeiro contacto com a pornografia online aos 14, com amigos que foram a sua casa e lhe mostraram, no seu computador, onde encontrar. "Talvez tivesse visto pela primeira vez a passar canais na TV, mais ou menos na mesma altura. Os meus amigos já conheciam, eu nunca tinha andado à procura. Não me lembro de ter tido um impacto muito grande. Achei curioso, um pouco estranho. E fiquei surpreendido de ser tão fácil." Filho de uma doméstica de 49 anos e de um gestor de 48, nunca mencionou o assunto aos pais. Nem sequer fala sobre isso com o irmão mais novo, de 14. "Tenho a certeza de que sabe da existência, mas não sei se vê diariamente." Ele, que certifica consumir "uma média de quatro vezes por semana, e geralmente à noite", faz uma pausa. "A pornografia é um tabu, não é algo de que se fale. Pelo contrário: é algo que se tenta manter em privado."
Roberto, 19 anos, foi mais precoce. "Tinha uns 12, 13 anos quando comecei a usar mais a net. Acho que me dei conta através de publicidade não solicitada no mail e pop-ups [janelas que se abrem em determinados sites com links para outras páginas]. Fiquei um bocado espantado." Também Roberto, que habita "no litoral Oeste", não comentou o assunto com os pais. "Achava um bocado estranho falar sobre isto com os meus familiares e mesmo com os amigos. Mas não me admiraria se os meus colegas também vissem." Sobre a influência que a pornografia teve em si, é franco. "Como nunca tinha tido relações sexuais, fiquei com uma imagem do que é. E acho que, sabendo separar o fictício do real, não há motivo para ser prejudicial, até é saudável. Aliás, quando penso em sexo e masturbação não recorro sistematicamente à pornografia."
Confessando que ainda não teve sexo com alguém - "Nunca encontrei a pessoa certa, quero que isso aconteça quando estiver apaixonado." -, Roberto não tem receio de que o consumo de pornografia lhe tenha de alguma forma "viciado" as expectativas. "Compreendo que haja a possibilidade de haver pessoas influenciadas pelo jogo de papéis que há na pornografia, os homens dominadores, as mulheres submissas, a ideia do sexo sem contexto, dos corpos como objetos, mas isso é para quem não consegue separar a realidade da ficção. Eu sei que a realidade é diferente, que aquilo é feito com atores." Ainda assim, admite que pode ter sido algo influenciado pela forma como, naquele universo, as coisas se passam, até em termos do tipo de atos sexuais encenados: "Em certas coisas, sim. Mas deve haver partes em que é como ali e outras que não."
Parece para já não haver estudos sobre consumo de pornografia por adolescentes em Portugal. O mais próximo será "Eu e a pornografia: a exposição de jovens adultos à pornografia e a sua sexualidade", de Andreia Matias e Nuno Nodin (2004). Com base em informação recolhida junto de portugueses entre os 20 e os 30 anos, permitiu concluir que 40% deles tiveram o primeiro contacto - em TV e vídeos - entre os 8 e os 10 anos, 40% entre os 11 e os 13 e 20% entre os 14 e os 16. Na era da internet, porém, o acesso só pode ser ainda mais precoce e generalizado. E até sem querer.
Que o diga Ondina Freixo, 50 anos, professora de Biologia/Geologia do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira (Viseu). "Os miúdos têm acesso desde muito cedo, e em simples pesquisas, o mais inocentes possível, na net. (...)." Mas apressa-se a certificar que não na escola: "Esse tipo de conteúdos, e até o Facebook, estão bloqueados na nossa escola, e acho muito bem. Mas uma vez quis mostrar um vídeo num contexto de educação sexual e não conseguia por causa desse bloqueio." Ri-se. "Mas sabemos que eles acedem em casa ou noutros locais. Aliás, isto não é novo. Antes apanhávamos aos miúdos revistas porno, agora já não, para que hão de gastar dinheiro? É tudo grátis na net. E, claro, aos 13 ou 14 anos sabem coisas que, caramba, nós não imaginávamos na idade deles. Não podemos pôr a cabeça na areia. A nossa sexualidade foi diferente da dos nossos pais e a deles (miúdos) é completamente diferente da nossa. E já não existe aquela dicotomia cidade/interior. É a aldeia global."
(....)
E que acharia Ondina Freixo de, como defendeu recentemente um dos mais proeminentes sexólogos dinamarqueses, Christian Graugaard, as aulas de Educação Sexual incluírem visionamento de pornografia, para ajudar os estudantes a serem "consumidores conscientes e críticos, capazes de discernir a diferença entre aquilo que se vê nesse tipo de conteúdo e a realidade das relações que incluem sexo? "A minha proposta é discutir criticamente a pornografia com alunos dos 8.º e 9.º anos [a partir dos 15 anos, a idade legal do consentimento na Dinamarca - em Portugal é 14] como parte de uma estratégia didática sensata desenvolvida por professores treinados", explicou este professor da Universidade de Aalborg ao jornal britânico The Guardian. "Sabemos pelos estudos feitos que a esmagadora maioria dos adolescentes [há inquéritos escandinavos que indicam que aos 16 anos 99% dos rapazes e 86% das raparigas já viram filmes porno] começou a ver pornografia muito cedo, portanto não se trata de lhes mostrar isso pela primeira vez. Devemos fortalecer a capacidade deles de distinguir entre a representação do corpo e do sexo na pornografia e nos media e a vida normal de um adolescente." Ondina reflete: "Tudo o que tenha a ver com esclarecimento, contribuir para uma educação sexual melhor e uma vida mais saudável, sou a favor. Por esse motivo, faz-me sentido falar disso. Mas nunca mostrar imagens. Isso não. Tenho muito à-vontade com as minhas filhas, mas era incapaz de ver um filme desses com elas."
Ana, uma lisboeta de 17 anos, tende a concordar. "No 9.º ano, que é aquela idade mais da adolescência, os rapazes falavam imenso disso, de pornografia. Riam, falavam das posições... Lembro-me de no 7.º ano ter começado a ouvi-los comentar e ficar espantada, não sabia nada." Porquê essa diferença entre os rapazes e as raparigas? "Somos meninas, não é? Não temos tanta curiosidade, acho. E é aquela coisa do segredo, do mistério... E da vergonha, também. Quando os nossos amigos nos falavam daquilo percebiam com certeza que não percebíamos nada, que éramos completamente burras."
Apesar de alertadas, ela e as amigas, garante, nunca foram ver. "Faço uma ideia do que é pornografia. Devo ter apanhado do ar, ou talvez ao passar canais na TV. Mas ver ver nunca vi, porque realmente estar a olhar para um ecrã onde estão duas pessoas a fazer algo que não me diz nada não é produtivo. Acho aquilo muito animalesco, não me parece muito positivo, é só sexo sem mais nada por trás. Banaliza imenso, acho." Algo que, pensa, pode estar relacionado com haver rapazes "que têm namorada e andam com 30 outras raparigas. O que é o sexo para eles? É só aquilo?"


A psicóloga Margarida Gaspar de Matos, professora na Universidade de Lisboa e coordenadora nacional dos estudos sobre comportamentos de saúde em jovens em idade escolar, no âmbito da Organização Mundial da Saúde, sorri. "Há quem defenda que o cérebro emocional só está desenvolvido aos 25 anos, que o melhor é proibir tudo. Mas eu acho que a sexualidade está muito mais natural agora do que no tempo dos nossos avós. Pôr os males todos na época contemporânea é uma coisa estranha."
A recordação sobre a forma como tradicionalmente, até há poucas décadas, os rapazes eram "iniciados" no sexo, sendo levados a frequentar prostitutas, e as raparigas mantidas (idealmente) virgens "até ao casamento", em rígida atribuição de papéis sexuais que conformavam as relações e as expectativas de forma muito mais artificial que a de hoje, permite colocar em perspetiva a atual polémica sobre o acesso precoce a imagens sexuais. "O frisson para ver uma fulana mais despida ou um tipo mais despido é natural, e não vale a pena fazer uma grande história com isso. Mas para quem nunca teve relações sexuais, a pornografia pode fixar uma bitola que não é real. As pessoas nas primeiras vezes estão sempre inseguras e pior ainda quando têm um modelo que não corresponde à realidade. Pode pensar-se que aquilo é que é sexo, que aquilo é que são pénis, que aquilo é que são corpos. E há a possibilidade de perda do que é "bonito" na descoberta e das fases do namoro e do envolvimento amoroso e do seu tempo e ritmo. O mais perigoso, porém, pode ser a formatação de modelos, o associar do sexo à violência e à desvalorização das mulheres." E, claro, a possibilidade de desenvolvimento de comportamentos aditivos.
Há casos reportados na literatura científica, mas, certifica o presidente do Colégio de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e um dos pioneiros da sexologia em Portugal, Luís Gamito, não é frequente surgirem na clínica, em Portugal, adolescentes com dependência da pornografia. "Só aparecem se houver uma situação crítica, se houver falência das outras dimensões da vida porque o jovem só consegue pensar naquilo, não tem tempo para as outras matérias. A dependência é isso, ter a mente inundada por pensamentos relacionados com a pornografia. Um dos sinais é fechar-se no quarto horas e horas, a família ter dificuldade em falar com ele." Casos raros, segundo a literatura científica, e que Gamito associa a personalidades com tendência para dependências patológicas e perturbação obsessivo-compulsiva.
A pornografia, então, como o jogo, o álcool e outras substâncias passíveis de causar dependência, capaz de viciar quem seja de vícios (...)

F. Câncio Diário de Notícias 11/04/2015

 

sábado, 21 de março de 2015

Pais querem que professores “puxem” pelos seus filhos com trissomia 21

 
 
Há crianças e jovens com trissomia 21 a quem, nas escolas, não é pedido que façam trabalhos de casa e que não recebem qualquer reparo por não os fazer, alguns não têm cadernos, não fazem testes. O grupo Pais 21 diz que nas salas de aula os seus filhos são muitas vezes “invisíveis”. Lançaram esta sexta-feira, Dia Internacional da Trissomia 21, uma campanha nacional de sensibilização em que pedem aos professores que “puxem” por eles.
“Dantes estas crianças não iam à escola, depois passaram a ir, para estarem socialmente incluídas. E agora? Eles também aprendem”. “Se não aprenderem a ler, escrever, contar estão-se a criar jovens que vão ser subsidiodependentes”, diz Marcelina Souschek, uma das fundadoras deste grupo de pais, amigos e técnicos criado em 2008.
"Leonor, 11 anos, aluna com trissomia 21. Obrigada professora por puxar por mim”, lê-se num dos mupies que vai estar espalhado por Lisboa e Porto, acompanhado com anúncios televisivos e radiofónicos.
A iniciativa do Pais 21 acontece porque muitos  pais sentem que, muitas vezes, os seus filhos “estão nas salas de aula mas não estão lá a fazer nada”, explica a responsável. “O professor tem muitos outros alunos, este não incomoda, não diz nada, fica ali. É um aluno invisível”. É preciso que digam, tal como fazem com os outros, “já fizeste a ficha? Já acabaste? Fizeste os trabalhos de casa. Se não fez tem de se assinalar”.
Dá o exemplo de técnicas que podem ser adaptadas a estas crianças.  Um exemplo: em vez de os deixarem sem fazer testes, podem antes dar-lhes testes em que os conhecimentos são avaliados com o preenchimento de cruzes em vez de ser por extenso. “É preciso ir além do diagnóstico e dar oportunidades de eles mostrarem as suas capacidades, de serem exigentes com eles.  Para que a criança saiba que tem de levar aquilo a sério”. “Não é possível deixar a criança com trissomia a 21 sem aprender, sem caderno, sem livro, sem trabalhos de casa “.
Marcelina Souschek, mãe de uma menina de trissomia 21 com 12 anos, diz que “nas escolas há um avanço enorme, de adaptação, com o uso técnicas que permitem que eles acompanham as matérias”, mas “é preciso muito mais”. Por exemplo, o que acontece em algumas escolas é que os professores de educação especial apenas “tiram o miúdo da sala 1 a 2 horas por semana”, em vez de dotar os outros professores de estratégias para chegar a estas crianças e jovens. O espírito que prevalece é muitas vezes o “não vale a pena”
A campanha nacional também será acompanhada pelo lançamento de um livro Bebés com Trissomia 21 – Novo Guia para Pais, um livro que já era oferecido em inglês num kit com informações que a Pais 21 oferecia nas maternidades às mães com crianças com esta deficiência e que agora está à venda traduzido para português.
Marcelina Souschek diz que não se sabe ao certo quantas crianças com trissomia 21 existem em Portugal, mas que “são cada vez menos”. Tendo por base a distribuição de kits no ano passado estima que nasçam no país uns 90 meninos com este problema. Calcula que 90% das grávidas que fazem diagnóstico pré-natal e a quem é detectado esta anomalia façam Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).
“Não aponto o dedo a ninguém”, mas diz que “há uma pressão dos profissionais de saúde, empurram para a IVG”. Quando teve a sua filha Vera, os testes não revelaram qualquer risco de trissomia 21. “Chorei muito quando a minha filha nasceu”. Não sabe o que teria feito na altura se tivesse sabido que ia ter um bebé com este problema. A responsável diz que a Pais 21 “não quer iniciar uma discussão sobre o aborto. O que defendemos é que as pessoas sejam conscientes na sua decisão”. É preciso que percebam que “eles crescem, aprendem, conseguem ser autónomos, são mais-valias. Vale a pena”
 

terça-feira, 17 de março de 2015

Dolce e Gabba, homossexuais assumidos contra casamento e adoção gay



Depois de terem promovido um desfile original cujo tema era a exaltação da maternidade e da natalidade, Dolce e Gabbana, 2 homossexuais assumidos, numa entrevista a uma revista italiana disseram o seguinte:
“We oppose gay adoptions,”
“The only family is the traditional one.”
“You are born to a mother and a father – or at least that’s how it should be,” ...
“The family is not a fad. In it, there is a supernatural sense of belonging,” Gabbana added.
“No chemical offsprings and rented uterus: life has a natural flow, there are things that should not be changed,” they said.
Dolce said he opposed changing nature to create “children of chemistry, synthetic children, uteri for rent, semen chosen from a catalog.”


 

sábado, 14 de março de 2015

Quando o Amor fala mais alto


O mês de Fevereiro é vivido com certa nostalgia pois assinala-se o dia dos namorados que está associado ao amor. Mas para além desse tipo de amor existem outros e o de pais para com os filhos é indescritível.

            “Numa cidade distante morava um casal que fazia os preparativos para a chegada do primeiro filho. Neste caso tratava-se de uma menina e o homem ficou muito dececionado assim que soube porque queria muito um rapaz. Mas pouco tempo após o nascimento da filha deixou-se levar pelo seu sorriso lindo. Foi então que começou a amá-la verdadeiramente. Quase sem se aperceber lá estava ele a fazer planos para o futuro da filha, pois tudo seria para ela.

            Numa tarde, estavam os três quando ela perguntou ao pai qual seria o presente que teria quando fizesse quinze anos. Ele um pouco atrapalhado respondeu-lhe que ainda era muito nova, pois tinha sete anos, até aos quinze ainda faltava muito tempo.

            Mas o tempo passou muito rápido e esta criança era a alegria da casa em especial do pai. Já tinha catorze anos e num domingo quando iam para a igreja ela escorregou mas o pai agarrou-a para não cair. Já sentados no banco da igreja ia perdendo as forças e quase desmaiou. O pai levou-a de imediato para o hospital onde permaneceu dez dias internada. Foi então que lhe disseram que ela tinha um problema grave no coração. Os dias foram passando e o pai deixou de trabalhar para ficar ao seu lado contrariamente à mãe que não aguentava ver tanto sofrimento como tal refugiava-se no trabalho.

A criança apercebendo-se que não estava bem, perguntou ao pai se os médicos diziam que ela ia morrer mas de imediato o pai lhe disse “Não meu amor, Deus que é tão grande não permitiria que eu perdesse a pessoa que mais tenho amado neste mundo”. Curiosamente continuava a perguntar-lhe: “Quando morremos vamos para algum lugar? Pode-se ver a família do céu? Será que um dia se pode voltar?” O pai bastante emocionado respondeu-lhe: “Bem filha ainda ninguém voltou para contar porém se eu morrer não te deixarei só terei sempre uma forma de comunicar contigo. Não sei como mas sei que se morrer sentirás que estou contigo quando um vento suave roçar o teu rosto e uma brisa fresca beijar a tua face.” Nesse mesmo dia foram informados que a filha precisava de um transplante de coração caso contrário só teria vinte dias de vida.

O sofrimento destes pais era enorme, precisavam de encontrar um dador mas onde?! Nesse mesmo mês ela completaria os seus quinze anos e foi numa sexta-feira à tarde que conseguiram um dador. Foi operada e tudo correu bem. Permaneceu quinze dias no hospital mas o pai não a visitou uma única vez. Teve alta e foi para casa. Assim que chegou gritou ansiosamente pelo pai. A mãe saiu do seu quarto com os olhos encharcados e entregou-lhe uma carta deixada por ele. “Filha neste momento já deves ter quinze anos e se os médicos não me enganaram já terás um coração forte batendo no teu peito. Lamento não poder estar a teu lado. Quando soube que morrerias decidi dar-te a resposta à pergunta que me fizeste quando tinhas sete aninhos e para a qual não pude responder. Decidi dar-te o presente mais bonito que ninguém te daria, dou-te de presente a minha vida inteira sem nenhuma condição para que faças com ela o que quiseres, vive filha, te amo com todo o coração.”

 No dia seguinte a menina foi ao túmulo do pai chorar como ninguém poderia chorar: “Pai agora compreendo o quanto me amavas. Eu também te amo mas agora compreendo a importância de te dizer AMO-TE”. De repente” um vento suave roçou no seu rosto e uma brisa fresca beijou sua face”, ela olhou para o céu limpou as lágrimas e voltou para casa.”

Chega-se ao fim deste relato com um misto de sentimentos mas cabe a cada qual refletir e ter a coragem de admitir que talvez esteja a seguir pelo caminho errado e porque não optar por outro, por aquele que algum dia foi o que o levou até onde ele chegou! Se foi o melhor ninguém sabe mas de certeza que foi o do amor. Os pais sacrificam a própria vida pelos filhos mas fazem-no incondicionalmente, porém nos momentos menos bons será que estes estão a seu lado não por obrigação mas por amor?!

Como alguém disse “ Jamais deixes de dizer AMO-TE pois não saberás se será a última vez.”

 
anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica

 

 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um ombro amigo



Para além da saúde, pede-se “dinheiro, paz, amor, felicidade”… Será que alguém traçou como objetivo mudar a atitude perante a sua família, perante os seus colegas, perante o seu chefe, perante os seus amigos, perante os outros indivíduos de modo geral?!

A alimentação é mais que uma necessidade fisiológica, come-se para festejar mas também se come para compensar tristezas portanto há que pensar naquilo que se pode melhorar e que está diretamente relacionado com as relações interpessoais.

Eis a história de uma mãe que pergunta ao filho qual será a parte mais importante do corpo humano. Ele responde que são os ouvidos mas ela logo lhe explica que não porque existem muitas pessoas que são surdas mas vivem muito bem. Passou-se algum tempo e ela fez-lhe a mesma pergunta. Ele pensou então que seriam os olhos. E a resposta foi muito idêntica, pois há muitas pessoas que não têm olhos e vivem muito bem. Ao longo do tempo a mãe ia-lhe perguntando mas ele nunca acertou na resposta.

No dia em que o avô dele morreu todos estavam a chorar muito tristes e nessa altura a mãe olhou para o filho e perguntou-lhe se já sabia qual era a parte mais importante do corpo. Ele ainda ficou mais confuso por ser naquele momento, então a mãe disse-lhe que a parte mais importante do corpo era o ombro. Mas ele sem perceber nada perguntou-lhe se era porque sustentava a cabeça. Então a mãe fez questão de lhe dizer: “não meu filho ele é importante porque pode dar apoio à cabeça de um amigo ou de alguém que está ao nosso lado quando chora”. Ainda acrescentou: “eu espero que tenhas bastante amor e amigos e que encontres sempre um ombro para chorar quando precisares. As pessoas esquecem-se do que tu disseste, esquecem-se dos teus feitos mas nunca se esquecem de como as fizeste sentirem-se”.

É certo que cada individuo é único e tem determinados comportamentos que nem sempre são sentidos pelo outro como os mais adequados ao momento considerando-os até mesmo injustos mas às vezes é mesmo isso que o torna tão especial, sentindo-se num patamar muito acima tendo como base a ideia de que “faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem a ti mesmo”.

Ter um ombro amigo sempre disponível para oferecer poderá ser um forte objetivo para este ano pois “existem momentos na nossa vida em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis e por mais que se pense numa forma de as empregar elas parecem não servir, então não dizemos nada apenas sentimos”. E como alguém disse “ embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

 

 

anabelaviegasconceicao@gmail.com

Psicóloga Clínica